O hiperfoco é exclusivo de quem tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

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O hiperfoco é exclusivo de quem tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Não, o hiperfoco não é exclusivo de quem tem o Transtorno do Espectro Autista (TEA), embora seja muito comum entre pessoas no espectro.

O hiperfoco acontece quando alguém se envolve intensamente em um tema ou atividade que desperta grande interesse. A pessoa pode passar horas estudando, pesquisando ou fazendo algo que ama, com concentração total, esquecendo até do tempo.

No TEA, isso costuma estar relacionado à forma como o cérebro processa informações e interesses específicos, tornando o foco muito intenso em determinados assuntos. Mas o hiperfoco também pode aparecer em outras condições, como no TDAH, e até em pessoas sem nenhum diagnóstico.

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Não, o hiperfoco não é exclusivo do Transtorno do Espectro Autista, embora seja uma característica frequente em pessoas com TEA. Ele se manifesta como uma atenção intensa e prolongada em um interesse específico, que pode ocupar grande parte do tempo e da energia mental do indivíduo. Pessoas sem autismo também podem apresentar hiperfoco em atividades de grande interesse ou motivação, mas, no TEA, esse padrão costuma estar mais relacionado à necessidade de previsibilidade, à preferência por interesses restritos e à dificuldade de alternar a atenção para outras tarefas, podendo influenciar a rotina, o aprendizado e as interações sociais.
De forma geral, o hiperfoco não é exclusivo de pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Qualquer pessoa pode experimentar momentos de atenção muito intensa em uma atividade ou tema que desperte grande interesse. No entanto, no autismo, esse tipo de concentração costuma aparecer com mais frequência e pode estar relacionado a interesses muito específicos e persistentes, que fazem parte das características do TEA descritas na literatura científica. Estudos publicados na PubMed também indicam que o hiperfoco pode ocorrer em outras condições do neurodesenvolvimento, como o TDAH, embora se manifeste de maneiras diferentes. Portanto, o hiperfoco, por si só, não caracteriza o autismo, mas pode refletir uma forma particular de organização da atenção e dos interesses em algumas pessoas. Neuropsicóloga Melise Rute

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