Como desenvolver habilidades sociais no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
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Como desenvolver habilidades sociais no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Sou Daniele Barros, psicóloga da TCC e quero dizer que muitas vezes, a dificuldade na interação social é sentida como um muro invisível. Para quem vive o espectro, o convívio social não é intuitivo; é uma habilidade que precisa ser decodificada, quase como aprender uma nova língua. Como psicóloga com abordagem na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), vejo que o segredo não está em "mudar" quem a pessoa é, mas em oferecer a ela o mapa e a bússola para navegar nessas interações com segurança e menos cansaço mental.
Desenvolver essas habilidades é, acima de tudo, um ato de liberdade. Quando trabalhamos o treino de habilidades sociais, focamos em pontos cruciais que impactam diretamente o centro emocional e a qualidade de vida:
A Neuroplasticidade em Ação: O cérebro humano é adaptável. Através de técnicas de ensaio comportamental e modelagem, criamos novos caminhos neurais. O que antes gerava ansiedade extrema, com o treino certo, passa a ser uma etapa gerenciável.
O Poder da Previsibilidade: No consultório, transformamos o "caos" social em regras claras. Trabalhamos a leitura de expressões faciais, o tempo de fala e a compreensão de ironias. Isso reduz o cortisol (hormônio do estresse) e aumenta a ocitocina, permitindo que a conexão humana seja prazerosa, e não apenas exaustiva.
A Técnica a Serviço do Afeto: Utilizamos a TCC para identificar pensamentos disfuncionais que dizem "eu não consigo" ou "vão me julgar". Ao substituir esses pensamentos por evidências de capacidade, devolvemos ao paciente o protagonismo de sua própria história.
O isolamento gera uma dor profunda e silenciosa. Adiar o desenvolvimento dessas habilidades é prolongar uma barreira que impede o acesso a amizades, oportunidades profissionais e ao amor. O maior "lucro" aqui não é apenas socializar, mas conquistar a segurança de ser você mesmo em qualquer lugar.
Se você ou alguém que você ama sente esse peso, saiba que existe um caminho estruturado, ético e profundamente respeitoso para iniciar essa jornada de transformação. O acolhimento técnico, aliado à sensibilidade clínica, é a chave para abrir essas portas.
Daniele Barros
Psicóloga | CRP 09/008628
Especialista em TCC
Desenvolver essas habilidades é, acima de tudo, um ato de liberdade. Quando trabalhamos o treino de habilidades sociais, focamos em pontos cruciais que impactam diretamente o centro emocional e a qualidade de vida:
A Neuroplasticidade em Ação: O cérebro humano é adaptável. Através de técnicas de ensaio comportamental e modelagem, criamos novos caminhos neurais. O que antes gerava ansiedade extrema, com o treino certo, passa a ser uma etapa gerenciável.
O Poder da Previsibilidade: No consultório, transformamos o "caos" social em regras claras. Trabalhamos a leitura de expressões faciais, o tempo de fala e a compreensão de ironias. Isso reduz o cortisol (hormônio do estresse) e aumenta a ocitocina, permitindo que a conexão humana seja prazerosa, e não apenas exaustiva.
A Técnica a Serviço do Afeto: Utilizamos a TCC para identificar pensamentos disfuncionais que dizem "eu não consigo" ou "vão me julgar". Ao substituir esses pensamentos por evidências de capacidade, devolvemos ao paciente o protagonismo de sua própria história.
O isolamento gera uma dor profunda e silenciosa. Adiar o desenvolvimento dessas habilidades é prolongar uma barreira que impede o acesso a amizades, oportunidades profissionais e ao amor. O maior "lucro" aqui não é apenas socializar, mas conquistar a segurança de ser você mesmo em qualquer lugar.
Se você ou alguém que você ama sente esse peso, saiba que existe um caminho estruturado, ético e profundamente respeitoso para iniciar essa jornada de transformação. O acolhimento técnico, aliado à sensibilidade clínica, é a chave para abrir essas portas.
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