O perfeccionismo, comum em mulheres autistas, pode estar ligado à dismorfia?
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O perfeccionismo, comum em mulheres autistas, pode estar ligado à dismorfia?
Sim, pode haver ligação. O perfeccionismo em mulheres autistas muitas vezes surge como uma forma de tentar se adaptar ou evitar críticas, e isso pode se refletir na aparência, reforçando preocupações corporais e comportamentos ligados à dismorfia. Cada pessoa é diferente, mas esses padrões podem se influenciar mutuamente.
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Oi, tudo bem? Essa é uma reflexão muito interessante — e que mostra o quanto o autismo em mulheres pode ser complexo e sutil. Sim, o perfeccionismo pode se conectar à dismorfia corporal, especialmente quando a busca por controle e a necessidade de aprovação social se misturam. Em mulheres autistas, o perfeccionismo costuma nascer menos de vaidade e mais da tentativa de sobreviver em um mundo cheio de códigos sociais não ditos. É como se o cérebro dissesse: “Se eu fizer tudo perfeitamente, talvez ninguém perceba que sou diferente.”
Essa tentativa constante de se encaixar pode acabar se estendendo para o corpo. A mente, já habituada a observar e corrigir comportamentos para evitar rejeição, passa a fazer o mesmo com a aparência física. A dismorfia, então, pode surgir como um desdobramento dessa autocrítica: o corpo vira mais um “projeto de controle”, uma área onde a pessoa tenta compensar o sentimento interno de inadequação. Você sente que a sua exigência com o corpo aumenta nos momentos em que se sente menos aceita ou mais exposta socialmente?
A neurociência mostra que o cérebro autista costuma ter um sistema de alerta mais ativo, especialmente em situações que envolvem julgamento social. Isso faz com que o perfeccionismo funcione como um mecanismo de segurança — uma forma de tentar evitar críticas, erros ou rejeições. Mas o custo emocional disso é alto, porque o corpo e a mente vivem em estado de tensão constante, buscando um ideal que nunca se satisfaz. O que acontece dentro de você quando algo não sai como o esperado — vem mais frustração, vergonha ou vontade de se isolar?
Na terapia, é possível reconstruir essa relação com o próprio corpo e com o erro. Com o tempo, o perfeccionismo deixa de ser uma armadura e passa a ser compreendido como um sinal: o de que há um medo profundo de não ser suficiente, de não ser vista como “normal”. Entender isso abre espaço para o autocuidado genuíno, aquele que nasce da aceitação, e não da cobrança.
Caso precise, estou à disposição.
Essa tentativa constante de se encaixar pode acabar se estendendo para o corpo. A mente, já habituada a observar e corrigir comportamentos para evitar rejeição, passa a fazer o mesmo com a aparência física. A dismorfia, então, pode surgir como um desdobramento dessa autocrítica: o corpo vira mais um “projeto de controle”, uma área onde a pessoa tenta compensar o sentimento interno de inadequação. Você sente que a sua exigência com o corpo aumenta nos momentos em que se sente menos aceita ou mais exposta socialmente?
A neurociência mostra que o cérebro autista costuma ter um sistema de alerta mais ativo, especialmente em situações que envolvem julgamento social. Isso faz com que o perfeccionismo funcione como um mecanismo de segurança — uma forma de tentar evitar críticas, erros ou rejeições. Mas o custo emocional disso é alto, porque o corpo e a mente vivem em estado de tensão constante, buscando um ideal que nunca se satisfaz. O que acontece dentro de você quando algo não sai como o esperado — vem mais frustração, vergonha ou vontade de se isolar?
Na terapia, é possível reconstruir essa relação com o próprio corpo e com o erro. Com o tempo, o perfeccionismo deixa de ser uma armadura e passa a ser compreendido como um sinal: o de que há um medo profundo de não ser suficiente, de não ser vista como “normal”. Entender isso abre espaço para o autocuidado genuíno, aquele que nasce da aceitação, e não da cobrança.
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O perfeccionismo, frequentemente observado em mulheres autistas, pode se relacionar com a dismorfia corporal, mas não de forma direta ou automática. Do ponto de vista psicanalítico, o perfeccionismo pode surgir como uma tentativa de controlar o ambiente, os próprios comportamentos e a imagem de si mesma, diante de experiências de inadequação social ou sensação de não corresponder às expectativas externas. Quando isso se volta para a aparência, pode intensificar preocupações com defeitos percebidos no corpo, reforçando a dismorfia. Assim, o perfeccionismo funciona como um mecanismo de regulação psíquica e busca de segurança, mas, em alguns casos, contribui para atenção excessiva a detalhes corporais e sofrimento relacionado à autoimagem.
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