. O que a neurociência diz sobre o cérebro dos canhotos?

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. O que a neurociência diz sobre o cérebro dos canhotos?
Do ponto de vista da neurociência, ser canhoto não significa ter um “cérebro diferente” no sentido patológico. Trata-se apenas de uma variação natural da lateralização cerebral.

A chave dessa diferença está na distribuição das funções ligadas à linguagem em cada hemisfério do cérebro. Enquanto, para a maioria dos destros, essas funções estão mais associadas ao hemisfério esquerdo, nos canhotos essa organização pode variar: pode se concentrar no lado esquerdo, no direito ou em ambos, de maneira bilateral. Isso ocorre em função da formação biológica de uma estrutura chamada corpo caloso, que funciona como uma conexão entre os dois hemisférios.

Apesar de alguns estudos mostrarem maior comunicação entre os dois hemisférios em parte da população canhota, é importante ressaltar que isso não implica nenhuma vantagem ou desvantagem psicológica.

Além disso, vale destacar que não existe evidência científica consistente de que pessoas canhotas tenham maior risco de transtornos mentais ou alterações de personalidade. Quando aparecem associações em pesquisas isoladas, elas são fracas e não têm valor clínico.

Historicamente, o canhotismo foi estigmatizado por fatores culturais e religiosos, o que gerou muitos mitos que ainda circulam hoje. A ciência atual é clara: ser canhoto é apenas uma variação natural do desenvolvimento humano, assim como outras características individuais, como a cor dos olhos ou do cabelo.
Em resumo, o cérebro do canhoto não é um cérebro menos ou mais inteligente, criativo ou “problemático”. É simplesmente uma variação na organização e distribuição das funções cerebrais.

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