“O que é o Transtorno de Personalidade Borderline e como ele se relaciona com o pertencimento social

“O que é o Transtorno de Personalidade Borderline e como ele se relaciona com o pertencimento social, sob as perspectivas psicanalítica, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e neuropsicológica?”

4 respostas


Não me sinto confortável para aprofundar a compreensão do Transtorno de Personalidade Borderline sob a perspectiva psicanalítica, pois não é minha área de atuação clínica. Meu contato com essa abordagem ocorreu principalmente durante a graduação, o que não me pe`rmite oferecer uma resposta aprofundada ou atualizada sobre esse modelo teórico. Dentro das Terapias Cognitivo-Comportamentais, utilizamos o termo no plural porque atualmente existem diferentes modelos baseados em evidências. Quando falamos em Transtorno de Personalidade Borderline, uma das abordagens com maior respaldo científico é a Terapia Comportamental Dialética (DBT). A DBT compreende que muitas pessoas com Borderline cresceram em contextos invalidantes, nos quais suas emoções, experiências ou necessidades não foram adequadamente reconhecidas ou acolhidas. Como consequência, podem surgir dificuldades importantes na regulação emocional, nos relacionamentos interpessoais, na construção da identidade e no sentimento de pertencimento social. O tratamento busca desenvolver habilidades de regulação emocional, tolerância ao mal-estar, efetividade interpessoal e mindfulness, auxiliando a pessoa a construir relações mais estáveis e satisfatórias consigo mesma e com os outros. Sob uma perspectiva neuropsicológica, observamos que pacientes com Borderline podem apresentar alterações em processos relacionados ao controle inibitório, impulsividade, processamento emocional e tomada de decisão. Essas características não determinam o comportamento da pessoa, mas ajudam a compreender parte das dificuldades enfrentadas no cotidiano. Em alguns casos, o acompanhamento psiquiátrico também pode ser indicado para auxiliar no manejo de sintomas específicos, especialmente quando há comorbidades associadas. O uso de medicação, quando necessário, deve ser avaliado e acompanhado por um médico psiquiatra, contribuindo para uma melhor estabilização emocional e maior qualidade de vida.

Dra. Maiara Correa

Dra. Maiara Correa

Psicólogo

Florianópolis

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O Transtorno de Personalidade Borderline é um quadro caracterizado por instabilidade emocional intensa, impulsividade, dificuldades na regulação dos afetos e padrões relacionais marcados por oscilações entre aproximação e afastamento, frequentemente acompanhados por uma identidade pouco integrada. O pertencimento social, nesse contexto, tende a ser vivido de forma frágil e instável, variando conforme as experiências emocionais e interpessoais do momento. Na perspectiva psicanalítica, isso é compreendido como expressão de uma organização psíquica com identidade difusa, marcada por angústias de abandono, clivagens e dificuldades de integrar representações de si e do outro, o que compromete a continuidade do sentimento de vínculo e pertencimento. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, o funcionamento é explicado por esquemas precoces desadaptativos como abandono, desvalor e rejeição, que organizam crenças centrais rígidas e interpretações interpessoais polarizadas, gerando ciclos de instabilidade relacional que reforçam a sensação de exclusão. Na neuropsicologia, destacam-se alterações em regulação emocional, cognição social e funções executivas, que dificultam a leitura consistente de sinais sociais e a modulação de respostas afetivas, afetando diretamente a construção de vínculos estáveis. Em conjunto, essas perspectivas indicam que o sofrimento no pertencimento social é um eixo central do transtorno, o que torna o trabalho psicoterapêutico um espaço importante para favorecer integração psíquica e maior estabilidade relacional.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. O TPB envolve instabilidade emocional, impulsividade, identidade difusa e medo de abandono. A psicanálise vê conflitos internos e vínculos ambivalentes. A TCC identifica crenças distorcidas e esquemas desadaptativos. A neuropsicologia aponta déficits em cognição social. Esses fatores dificultam pertencimento social estável e seguro. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços


O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é uma condição caracterizada por instabilidade emocional, dificuldades nos relacionamentos, alterações na autoimagem, medo de abandono e impulsividade. Na perspectiva psicanalítica, o TPB está relacionado a dificuldades na formação da identidade e na integração das representações de si e do outro, levando a vínculos marcados por insegurança, medo de rejeição e instabilidade no sentimento de pertencimento. Na TCC, o transtorno é compreendido a partir de crenças disfuncionais e padrões de pensamento que influenciam a forma como a pessoa interpreta as relações, podendo reforçar sentimentos de inadequação e exclusão social. Na perspectiva neuropsicológica, alterações na regulação emocional, no processamento social e no controle dos impulsos podem aumentar a sensibilidade à rejeição e dificultar a construção de relações estáveis. Assim, o TPB pode comprometer o pertencimento social pela interação entre fatores emocionais, cognitivos, relacionais e neurobiológicos, mas esses padrões podem ser trabalhados por meio de psicoterapia e desenvolvimento de estratégias de regulação emocional.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.