O que vcs acham sobre risperidona para um bebe de 1 ano e 5 meses? Autista nível 3 Ela nao tem cri
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O que vcs acham sobre risperidona para um bebe de 1 ano e 5 meses? Autista nível 3
Ela nao tem crises, só apresenta muitas estereotipias, é inquieta, e nao tem foco, e nao da função a brinquedos
Ela nao tem crises, só apresenta muitas estereotipias, é inquieta, e nao tem foco, e nao da função a brinquedos
Entendo a angústia que essa situação provoca. Quando falamos de uma criança tão pequena, com apenas 1 ano e 5 meses, qualquer decisão sobre medicação merece cautela extrema. Nessa idade, o cérebro está em pleno desenvolvimento, formando conexões que vão influenciar toda a vida futura. Por isso, a indicação de risperidona — um antipsicótico — precisa ser muito bem fundamentada, baseada em sintomas que realmente coloquem a criança em sofrimento significativo ou risco, como agressividade intensa, automutilação, irritabilidade grave ou crises de difícil manejo.
Pelo que você descreve, sua filha não apresenta crises severas, nem comportamentos perigosos. O que vemos são estereotipias, inquietação, pouco foco e ausência de função lúdica nos brinquedos. Esses sinais podem aparecer em crianças com suspeita ou diagnóstico inicial de autismo, mas, isoladamente, raramente justificam o uso de risperidona nessa faixa etária. A evidência científica disponível aponta que esse medicamento só é estudado e recomendado acima dos 5 anos, quando há sintomas disruptivos importantes. Antes disso, o risco de efeitos colaterais supera de longe qualquer possível ganho.
Um diagnóstico de autismo aos 1 ano e meio pode estar correto em alguns casos, mas exige critérios muito bem estabelecidos, avaliação multiprofissional e acompanhamento contínuo. Muitas estereotipias nessa idade podem melhorar com intervenção precoce, terapia adequada, ajustes ambientais e orientação familiar. O foco não deve ser “medicar para ver se melhora”, e sim criar condições de estimulação, comunicação, previsibilidade e desenvolvimento. É isso que muda trajetórias.
O uso precoce de risperidona também não reduz estereotipias nem melhora foco ou função dos brinquedos. Esses sintomas respondem muito melhor a intervenção comportamental estruturada, terapia ocupacional com integração sensorial, fonoaudiologia e um plano individualizado de desenvolvimento. A pressa em medicar pode dar a impressão de que estamos “fazendo algo”, mas, na prática, pode atrapalhar mais do que ajudar.
Uma teleconsulta é um espaço seguro para discutir esse quadro com calma, revisar o diagnóstico, entender o que realmente está acontecendo e definir o melhor plano terapêutico. Na Doctoralia, médicos com alta satisfação dos pacientes conseguem orientar você com mais precisão. Em tempos de COVID-19, MPOX, Parvovirus B19, variantes gripais e outras infecções, o atendimento online mantém sua família protegida, evita deslocamentos e otimiza seu tempo para o que importa. A Telemedicina hoje é parte essencial da Transformação Digital da Saúde, e permite inclusive segundas opiniões rápidas, discretas e confiáveis.
Se desejar aprofundar o caso, posso te orientar em uma teleconsulta, como qualquer médico deve fazer na Atenção Primária à Saúde de uma criança em início de jornada. Mesmo que não precise de mim agora, recomendo visitar meu perfil, conhecer meu trabalho e guardar o contato.
Pelo que você descreve, sua filha não apresenta crises severas, nem comportamentos perigosos. O que vemos são estereotipias, inquietação, pouco foco e ausência de função lúdica nos brinquedos. Esses sinais podem aparecer em crianças com suspeita ou diagnóstico inicial de autismo, mas, isoladamente, raramente justificam o uso de risperidona nessa faixa etária. A evidência científica disponível aponta que esse medicamento só é estudado e recomendado acima dos 5 anos, quando há sintomas disruptivos importantes. Antes disso, o risco de efeitos colaterais supera de longe qualquer possível ganho.
Um diagnóstico de autismo aos 1 ano e meio pode estar correto em alguns casos, mas exige critérios muito bem estabelecidos, avaliação multiprofissional e acompanhamento contínuo. Muitas estereotipias nessa idade podem melhorar com intervenção precoce, terapia adequada, ajustes ambientais e orientação familiar. O foco não deve ser “medicar para ver se melhora”, e sim criar condições de estimulação, comunicação, previsibilidade e desenvolvimento. É isso que muda trajetórias.
O uso precoce de risperidona também não reduz estereotipias nem melhora foco ou função dos brinquedos. Esses sintomas respondem muito melhor a intervenção comportamental estruturada, terapia ocupacional com integração sensorial, fonoaudiologia e um plano individualizado de desenvolvimento. A pressa em medicar pode dar a impressão de que estamos “fazendo algo”, mas, na prática, pode atrapalhar mais do que ajudar.
Uma teleconsulta é um espaço seguro para discutir esse quadro com calma, revisar o diagnóstico, entender o que realmente está acontecendo e definir o melhor plano terapêutico. Na Doctoralia, médicos com alta satisfação dos pacientes conseguem orientar você com mais precisão. Em tempos de COVID-19, MPOX, Parvovirus B19, variantes gripais e outras infecções, o atendimento online mantém sua família protegida, evita deslocamentos e otimiza seu tempo para o que importa. A Telemedicina hoje é parte essencial da Transformação Digital da Saúde, e permite inclusive segundas opiniões rápidas, discretas e confiáveis.
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