O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser considerado uma forma de trauma complexo?

3 respostas
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser considerado uma forma de trauma complexo?
Sim, muitos clínicos e psicanalistas consideram o Transtorno de Personalidade Borderline uma forma de trauma complexo, embora não seja definido apenas por isso. O TPB frequentemente se desenvolve a partir de experiências precoces e repetidas de abandono, negligência, abuso ou invalidação emocional, que ocorrem em momentos fundamentais para a constituição da personalidade. Esses traumas não foram plenamente elaborados ou simbolizados, deixando marcas emocionais persistentes que se manifestam em instabilidade afetiva, medo intenso de abandono, impulsividade e dificuldades nos vínculos interpessoais. Chamá-lo de “trauma complexo” enfatiza que o sofrimento não é apenas uma reação a um evento isolado, mas uma organização estrutural da personalidade afetada por experiências traumáticas repetidas e relacionais. A psicoterapia cria um espaço seguro para elaborar essas experiências, integrar afetos e reduzir a repetição compulsiva do trauma no presente, favorecendo maior regulação emocional e vínculos mais estáveis.

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O TPB não é considerado um trauma em si, mas muitos profissionais compreendem que ele pode estar profundamente ligado a experiências de trauma complexo, especialmente quando houve exposição repetida a situações de invalidação, negligência ou abuso ao longo do desenvolvimento.
Não exatamente. O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não é, em si, um trauma complexo, mas pode se desenvolver em contextos de trauma complexo, especialmente traumas relacionais precoces e invalidação crônica.
Por isso, há sobreposição de sintomas, embora sejam condições distintas.
Tânia Holanda
Psicóloga & Hipnoteraeuta
CRP 17/8125

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