Oi doutores tudo bem? Queria saber se um ex paciente pode se envolver com sua ex psicóloga, claro se
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Oi doutores tudo bem? Queria saber se um ex paciente pode se envolver com sua ex psicóloga, claro se ela também sentir atração. Antes da terapia eu já gostava dela e acho que ela percebeu e coincidentemente comecei a fazer terapia com ela. Nunca falei sobre isso, mais depois da terapia acabar, quando ela me der alta, posso chamar ela pra conversar depois de uns 2 meses da alta para falar sobre isso já que não a mais vínculo terapêutico e caso eu precise futuramente não vou tratar mais com ela,vou chamar outra psicóloga e caso ela tenha algum sentimento por mim ainda, porque antes da terapia já trocamos olhares e eu já gostava dela como falei, podemos ter uma amizade e quem sabe algum relacionamento amoroso depois? Claro se ela concordar e sentir o mesmo
Olá,
Sua pergunta toca em um ponto delicado e muito humano: o desejo, os afetos e as fronteiras da relação terapêutica.
Na psicanálise, a relação entre paciente e analista não é apenas uma troca de palavras: ela é um espaço onde emergem fantasias, desejos, projeções, afetos antigos que, muitas vezes, não têm a ver apenas com o outro real, mas com figuras internas, marcas da história de cada um. Não é incomum que o analisando desenvolva sentimentos pelo analista, isso se chama transferência. E é justamente por ela que o processo analítico acontece, pois ali o sujeito reencontra, muitas vezes sem perceber, algo do que já viveu antes, em outras relações, em outros tempos.
Mas a posição do analista é ética. Ela não é neutra, mas é sustentada por um compromisso com a escuta e com o cuidado. Justamente por isso, o analista não responde à transferência com reciprocidade afetiva. Não se trata de ignorar ou desconsiderar o afeto do outro, mas de não ocupá-lo com algo que rompa a possibilidade de elaboração. A escuta é sustentada por essa assimetria que não é superioridade, mas função.
Após o fim do tratamento, ainda que tecnicamente o vínculo tenha se encerrado, permanece uma história, um lugar simbólico que aquela pessoa ocupou na sua vida psíquica. Um analista ético, mesmo fora do consultório, ainda é alguém que respeita a posição que ocupou e que, por isso, não atravessa os limites construídos em análise. Não por frieza ou desinteresse, mas por fidelidade ao ofício.
É compreensível sentir desejo de proximidade com quem nos escutou profundamente, construiu um espaço especial de cuidado e elaboração. Mas o que se pode fazer com esse desejo é algo que só se revela na própria análise. Em vez de buscar transformá-lo em ação concreta, talvez seja mais potente se perguntar: o que me move nesse desejo? O que representou essa pessoa para mim? O que, em mim, se move quando imagino essa possibilidade? Isso, sim, pode ser um precioso caminho de descoberta.
Caso ainda restem sentimentos não elaborados, talvez seja tempo de levar isso a outro analista, não para apagar o passado, mas para continuar a escutar o que, de fato, está em jogo nesse afeto. Desejar não é errado, mas é sempre interessante perguntar: que desejo é esse? E o que ele me diz de mim?
Se, ao ler essa mensagem, algo em você se movimentou, uma lembrança, uma pergunta, uma vontade de entender mais sobre si, saiba que meu consultório está disponível para esse encontro. Talvez seja o tempo de escutar o que até agora tem sido silenciado.
Sua pergunta toca em um ponto delicado e muito humano: o desejo, os afetos e as fronteiras da relação terapêutica.
Na psicanálise, a relação entre paciente e analista não é apenas uma troca de palavras: ela é um espaço onde emergem fantasias, desejos, projeções, afetos antigos que, muitas vezes, não têm a ver apenas com o outro real, mas com figuras internas, marcas da história de cada um. Não é incomum que o analisando desenvolva sentimentos pelo analista, isso se chama transferência. E é justamente por ela que o processo analítico acontece, pois ali o sujeito reencontra, muitas vezes sem perceber, algo do que já viveu antes, em outras relações, em outros tempos.
Mas a posição do analista é ética. Ela não é neutra, mas é sustentada por um compromisso com a escuta e com o cuidado. Justamente por isso, o analista não responde à transferência com reciprocidade afetiva. Não se trata de ignorar ou desconsiderar o afeto do outro, mas de não ocupá-lo com algo que rompa a possibilidade de elaboração. A escuta é sustentada por essa assimetria que não é superioridade, mas função.
Após o fim do tratamento, ainda que tecnicamente o vínculo tenha se encerrado, permanece uma história, um lugar simbólico que aquela pessoa ocupou na sua vida psíquica. Um analista ético, mesmo fora do consultório, ainda é alguém que respeita a posição que ocupou e que, por isso, não atravessa os limites construídos em análise. Não por frieza ou desinteresse, mas por fidelidade ao ofício.
É compreensível sentir desejo de proximidade com quem nos escutou profundamente, construiu um espaço especial de cuidado e elaboração. Mas o que se pode fazer com esse desejo é algo que só se revela na própria análise. Em vez de buscar transformá-lo em ação concreta, talvez seja mais potente se perguntar: o que me move nesse desejo? O que representou essa pessoa para mim? O que, em mim, se move quando imagino essa possibilidade? Isso, sim, pode ser um precioso caminho de descoberta.
Caso ainda restem sentimentos não elaborados, talvez seja tempo de levar isso a outro analista, não para apagar o passado, mas para continuar a escutar o que, de fato, está em jogo nesse afeto. Desejar não é errado, mas é sempre interessante perguntar: que desejo é esse? E o que ele me diz de mim?
Se, ao ler essa mensagem, algo em você se movimentou, uma lembrança, uma pergunta, uma vontade de entender mais sobre si, saiba que meu consultório está disponível para esse encontro. Talvez seja o tempo de escutar o que até agora tem sido silenciado.
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Veja bem ( ja viu que não começa bem rs). Há uma relação terapêutica entre você e ela, onde existe um envolvimento além do emocional. é normal, comum e esperado que exista esta relação e este sentimento. Mas boa parte dele é ocasionado pela troca analítica. Existem diversos tratados sobre este tema, você pode encontrar aos borbotões. Para mim particularmente, não existe ex paciente. Uma vez paciente será sempre paciente. Explicarei. Existe aí uma relação que chega a ser desigual, onde o analista teve contato com conteúdos muito íntimos e profundos do analisante e isso pode colocar o ex paciente, por assim dizer , numa situação delicada. Espero que estes elementos sirvam para você ponderar um pouco mais.
Oi, tudo bem sim — e é muito importante a sua pergunta.
Mesmo após o fim do acompanhamento, o Código de Ética Profissional do Psicólogo (CFP) orienta que relações afetivas ou sexuais entre psicólogo e ex-paciente devem ser evitadas, especialmente se houver risco de que o vínculo anterior ainda influencie emocionalmente as partes. Isso se deve ao fato de que a relação terapêutica envolve assimetria de papéis, e os efeitos desse vínculo podem durar mesmo após o término formal da terapia.
Além disso, o Conselho Federal de Psicologia considera que o rompimento da relação terapêutica não anula automaticamente os efeitos do vínculo clínico. Por isso, mesmo após a alta, relacionamentos pessoais ou afetivos entre ex-terapeutas e ex-pacientes são eticamente delicados e podem ser questionados se houver evidências de que o vínculo terapêutico ainda impacta as decisões ou os sentimentos envolvidos.
Se você sentir necessidade de esclarecer isso, o mais adequado é procurar apoio de um novo psicólogo para elaborar esses sentimentos e avaliar o que de fato pertence ao campo do afeto real e o que pode ser resultado da transferência emocional construída na terapia.
É compreensível que exista admiração — especialmente quando o acolhimento foi significativo —, mas é essencial que qualquer passo fora do espaço terapêutico respeite os limites éticos e emocionais de ambas as partes.
Mesmo após o fim do acompanhamento, o Código de Ética Profissional do Psicólogo (CFP) orienta que relações afetivas ou sexuais entre psicólogo e ex-paciente devem ser evitadas, especialmente se houver risco de que o vínculo anterior ainda influencie emocionalmente as partes. Isso se deve ao fato de que a relação terapêutica envolve assimetria de papéis, e os efeitos desse vínculo podem durar mesmo após o término formal da terapia.
Além disso, o Conselho Federal de Psicologia considera que o rompimento da relação terapêutica não anula automaticamente os efeitos do vínculo clínico. Por isso, mesmo após a alta, relacionamentos pessoais ou afetivos entre ex-terapeutas e ex-pacientes são eticamente delicados e podem ser questionados se houver evidências de que o vínculo terapêutico ainda impacta as decisões ou os sentimentos envolvidos.
Se você sentir necessidade de esclarecer isso, o mais adequado é procurar apoio de um novo psicólogo para elaborar esses sentimentos e avaliar o que de fato pertence ao campo do afeto real e o que pode ser resultado da transferência emocional construída na terapia.
É compreensível que exista admiração — especialmente quando o acolhimento foi significativo —, mas é essencial que qualquer passo fora do espaço terapêutico respeite os limites éticos e emocionais de ambas as partes.
Melhor ser sincero e falar sobre a atração que sente desde já, durante alguma sessão, se ela sentir o mesmo, interromper o processo terapêutico seria o mais recomendado e aí sim se ambos quiserem podem sair para um encontro.
Mas pode se tratar apenas de uma transferência e isso pode ser cuidado e tratado pela terapia. Boa sorte!
Mas pode se tratar apenas de uma transferência e isso pode ser cuidado e tratado pela terapia. Boa sorte!
Não é considerado ético um psicólogo ter um relacionamento amoroso com um paciente, mesmo depois do tratamento ter terminado. O Código de Ética Profissional do Psicólogo proíbe esse tipo de relacionamento.
Olá! O vínculo terapêutico cria uma assimetria que não se dissolve simplesmente com o fim das sessões – o que foi tecido na transferência deixa marcas. Mesmo após a alta, o lugar que ela ocupou como psicóloga ainda ecoa, e esse deslocamento para um possível romance ou amizade exige cuidado. Se houver um encontro, seria essencial que ela, como profissional, tivesse clareza sobre esses riscos. O desejo pode ser verdadeiro, mas carrega as sombras do que foi vivido no setting. Vale perguntar: o que você busca nela que não pode encontrar em outro lugar?
Claro que vocês podem interromper o vinculo terapêutico e iniciar um novo tipo de vinculação. Mesmo porque se já existe uma atração entre vocês, esse sentimento poderá influenciar na relação terapêutica.
Sugiro que comece a falar sobre isso em sessão para que a terapia seja mais efetiva!
Um abraço,
Lea
Sugiro que comece a falar sobre isso em sessão para que a terapia seja mais efetiva!
Um abraço,
Lea
Ei...
- Se houver aceitação não tem problema nenhum, mas lembre-se que você tá há um bom tempo sem ser honesto com essa pessoa e com seus sentimentos, busque ser mais honesto e falar mais dos sentimentos com as pessoas com que você pretende ou tem um relacionamento. Esconder os sentimentos também é uma forma de não ser honesto uma vez que que continua mantendo contato com a pessoa.
- Desejo boa sorte.
- Caso queira nos mandar mais detalhes, ficarei feliz em responder.
Abraços
- Se houver aceitação não tem problema nenhum, mas lembre-se que você tá há um bom tempo sem ser honesto com essa pessoa e com seus sentimentos, busque ser mais honesto e falar mais dos sentimentos com as pessoas com que você pretende ou tem um relacionamento. Esconder os sentimentos também é uma forma de não ser honesto uma vez que que continua mantendo contato com a pessoa.
- Desejo boa sorte.
- Caso queira nos mandar mais detalhes, ficarei feliz em responder.
Abraços
Mesmo após o fim do vínculo formal da psicoterapia, o Código de Ética Profissional do Psicólogo estabelece que a relação entre psicólogo e paciente deve manter os limites profissionais, incluindo o respeito à assimetria dessa relação e à confiança construída durante o processo terapêutico. Envolver-se afetivamente com um ex-paciente, mesmo após a alta, pode representar risco ético e afetivo para ambas as partes, sobretudo porque sentimentos podem ser confundidos com dinâmicas da própria terapia. Se esses sentimentos persistirem, conversar com outro psicólogo pode ser uma forma de acolher e elaborar o que está acontecendo, com cuidado, respeito e segurança emocional para você. A Psicologia está aqui para isso também.
Sua pergunta é muito válida e delicada. Vou responder com clareza, ética e realismo, porque essa situação envolve limites profissionais e cuidados emocionais importantes — tanto para você quanto para ela.
Primeiro, sim: legalmente, após o fim da terapia, não há uma proibição absoluta de relacionamento entre ex-paciente e psicóloga.
MAS: isso não significa que é simples ou aconselhável.
O Código de Ética Profissional do Psicólogo (do CFP - Brasil) diz que:
“É vedado ao psicólogo manter vínculo de natureza sexual com pessoa atendida ou sob sua responsabilidade profissional, mesmo após o encerramento da prestação de serviços” — se isso violar a integridade do vínculo terapêutico ou for fruto de aproveitamento da vulnerabilidade do paciente.
Ou seja: mesmo após a alta, se houver qualquer risco de que esse envolvimento seja consequência da relação terapêutica, isso pode ser considerado antiético para ela.
Abraços
Primeiro, sim: legalmente, após o fim da terapia, não há uma proibição absoluta de relacionamento entre ex-paciente e psicóloga.
MAS: isso não significa que é simples ou aconselhável.
O Código de Ética Profissional do Psicólogo (do CFP - Brasil) diz que:
“É vedado ao psicólogo manter vínculo de natureza sexual com pessoa atendida ou sob sua responsabilidade profissional, mesmo após o encerramento da prestação de serviços” — se isso violar a integridade do vínculo terapêutico ou for fruto de aproveitamento da vulnerabilidade do paciente.
Ou seja: mesmo após a alta, se houver qualquer risco de que esse envolvimento seja consequência da relação terapêutica, isso pode ser considerado antiético para ela.
Abraços
Bom dia! Isso chama-se transferência e requer manejo adequado com outro profissional. Consultas de psicoterapia, segundo o código de ética, são um serviço serio, que você paga por sessão e envolve um tratamento psicológico. Não entendi como você pode ter alta com tanta carência emocional e sua transferência ativa. Também não cabe nenhum outro tipo de relacionamento por você estar vulnerável psicologicamente. E ainda caberia processo disciplinar se houve envolvimento. Sugiro que busques um tratamento profissional para equilibrar e reorganizar seu afetivo, transferências envolvem ilusões, carências. A terapia online pode auxiliar também.
Sim, mas pode ser só uma transferência erótica acontecendo, muito normal de aparecer no contexto clínico e que deve ser manejado pela profissional.
Tudo e com você?
O que me chamou a atenção na sua pergunta foi a frase "antes da terapia eu já gostava dela". Então provavelmente sua escolha de psicóloga já estava atravessada por esse motivo, provavelmente. Pergunte-se os motivos pelos quais está em terapia com ela e se está sendo benéfica para você. Não confunda esse vínculo com vínculo amoroso. Então recomendo comentar isso em sessão, ou procurar uma outra psicóloga para que entenda melhor a sua escolha. Talvez seja um sintoma de algo mais profundo.
O que me chamou a atenção na sua pergunta foi a frase "antes da terapia eu já gostava dela". Então provavelmente sua escolha de psicóloga já estava atravessada por esse motivo, provavelmente. Pergunte-se os motivos pelos quais está em terapia com ela e se está sendo benéfica para você. Não confunda esse vínculo com vínculo amoroso. Então recomendo comentar isso em sessão, ou procurar uma outra psicóloga para que entenda melhor a sua escolha. Talvez seja um sintoma de algo mais profundo.
A resposta para essa pergunta vai variar de profissional para profissional. Alguns não verão problema, outros se recusariam a esse tipo de relação. Então vai depender muito do ponto de vista particular dela.
Não é algo incomum se apaixonar pela terapeuta, porém, é importante que você trabalhe esse sentimento ainda em psicoterapia, ela vai ajuda-lo a perceber se trata-se de uma idealização ou de uma possibilidade. Caso haja possibilidades de ficarem juntos, ela suspende o tratamento e lhe encaminha para outro psicólogo. Caso não haja, ela vai ajuda-lo a entender melhor esses sentimentos e consequentemente você fará grandes avanços na jornada de desenvolvimento e autoconhecimento.
Olá, como tem passado?
O que você viveu não é incomum na clínica: é o que chamamos de transferência amorosa — quando o paciente começa a sentir afeto, admiração ou até paixão pela pessoa que o escuta profundamente, com atenção, cuidado e presença simbólica constante.
Na psicanálise, não entendemos isso como “errado” ou “proibido”, mas como algo estrutural da relação terapêutica. Quando o paciente deposita sentimentos na figura do terapeuta, está, muitas vezes, relançando ali afetos antigos, idealizações ou carências não simbolizadas e isso pode ser muito potente no processo, se for escutado e trabalhado dentro da terapia.
No entanto, para o terapeuta, a posição ética exige sustentação: não se trata apenas de respeitar um código de conduta profissional, mas de não responder diretamente a esse desejo com reciprocidade, justamente para proteger o espaço simbólico da escuta e o processo do sujeito.
E mais: se o terapeuta corresponder ao desejo, o que antes era espaço de elaboração pode se transformar em repetição e até em retraumatização.
Será que esse desejo por ela fala dela mesma, ou do que ela passou a representar para você — como figura de escuta, acolhimento e segurança emocional?
Na ética psicanalítica, o que se preserva é o lugar da escuta. O afeto pode existir, mas não deve ser consumado, já que responder ao desejo do paciente fora do espaço clínico pode não ser amor, mas ruptura simbólica.
Fico à disposição.
O que você viveu não é incomum na clínica: é o que chamamos de transferência amorosa — quando o paciente começa a sentir afeto, admiração ou até paixão pela pessoa que o escuta profundamente, com atenção, cuidado e presença simbólica constante.
Na psicanálise, não entendemos isso como “errado” ou “proibido”, mas como algo estrutural da relação terapêutica. Quando o paciente deposita sentimentos na figura do terapeuta, está, muitas vezes, relançando ali afetos antigos, idealizações ou carências não simbolizadas e isso pode ser muito potente no processo, se for escutado e trabalhado dentro da terapia.
No entanto, para o terapeuta, a posição ética exige sustentação: não se trata apenas de respeitar um código de conduta profissional, mas de não responder diretamente a esse desejo com reciprocidade, justamente para proteger o espaço simbólico da escuta e o processo do sujeito.
E mais: se o terapeuta corresponder ao desejo, o que antes era espaço de elaboração pode se transformar em repetição e até em retraumatização.
Será que esse desejo por ela fala dela mesma, ou do que ela passou a representar para você — como figura de escuta, acolhimento e segurança emocional?
Na ética psicanalítica, o que se preserva é o lugar da escuta. O afeto pode existir, mas não deve ser consumado, já que responder ao desejo do paciente fora do espaço clínico pode não ser amor, mas ruptura simbólica.
Fico à disposição.
A relação psicologo e paciente deve ser profissional, para garantir a eficácia da terapia.
Por razões éticas e profissionais, não é recomendável que um ex-paciente se envolva amorosamente com sua ex-psicóloga, mesmo após o término da terapia. O vínculo terapêutico estabelecido durante o atendimento pode continuar influenciando a relação, e o Código de Ética do Psicólogo orienta que essa aproximação seja evitada para preservar a integridade do processo terapêutico e garantir a neutralidade profissional. Caso tenha dúvidas sobre seus sentimentos, pode ser útil buscar outro psicólogo para ajudá-lo a refletir sobre essa situação de forma adequada.
No sentido burocrático, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) não proíbe explicitamente relacionamentos afetivos de qualquer natureza entre psicólogos e ex-pacientes após o término da terapia. Porém, o envolvimento afetivo posterior pode afetar os resultados positivos que foram obtidos durante o processo terapêutico, principalmente se for marcado futuramente por desentendimentos e rompimento da comunicação que possuem. Por isso, não existe certo ou errado para essa questão, porém a decisão de se envolver com uma profissional de saúde que o atendeu no passado pode ter impactos importantes em você a depender do que acontecer, sendo aconselhado pensar com cautela sobre o assunto.
É natural que, durante o processo terapêutico, possam surgir sentimentos afetivos ou românticos em relação ao psicólogo ou psicóloga, o que chamamos de transferência. Essa é uma parte importante e compreensível da terapia.
Entretanto, a Psicologia no Brasil orienta que relações afetivo-sexuais entre psicólogos e pacientes, ou mesmo ex-pacientes, não são éticas. Isso acontece porque a relação terapêutica envolve uma assimetria de poder e confiança que pode continuar mesmo após o término do atendimento, o que pode causar confusão, prejuízo emocional e prejudicar a integridade do processo.
Por isso, o psicólogo tem o compromisso ético de manter limites claros, garantindo a segurança emocional do paciente e a seriedade do trabalho profissional.
Se você sente esses sentimentos, o ideal é falar abertamente sobre eles com seu terapeuta, pois isso pode ser uma oportunidade importante para seu autoconhecimento e crescimento.
Entretanto, a Psicologia no Brasil orienta que relações afetivo-sexuais entre psicólogos e pacientes, ou mesmo ex-pacientes, não são éticas. Isso acontece porque a relação terapêutica envolve uma assimetria de poder e confiança que pode continuar mesmo após o término do atendimento, o que pode causar confusão, prejuízo emocional e prejudicar a integridade do processo.
Por isso, o psicólogo tem o compromisso ético de manter limites claros, garantindo a segurança emocional do paciente e a seriedade do trabalho profissional.
Se você sente esses sentimentos, o ideal é falar abertamente sobre eles com seu terapeuta, pois isso pode ser uma oportunidade importante para seu autoconhecimento e crescimento.
Olá, tudo bem? A forma como você está buscando entender esse limite já mostra uma consciência importante — porque sentimentos existem, sim, inclusive em contextos terapêuticos. Mas o que fazemos com eles é que define se estamos cuidando de nós e do outro de forma ética e saudável.
Na psicologia, existe um princípio muito claro orientado pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo e pelas resoluções do CRP: relacionamentos afetivos ou sexuais entre psicólogo e paciente, mesmo após o fim do vínculo terapêutico, são fortemente desaconselhados. Isso não é apenas uma norma rígida sem coração — ela existe porque o vínculo terapêutico é assimétrico por natureza. Durante a terapia, cria-se um espaço de escuta, acolhimento e confiança que pode, sim, despertar sentimentos idealizados, inclusive apaixonamentos. Mas o cuidado ético implica proteger o paciente de qualquer risco de confusão entre afeto terapêutico e desejo amoroso.
Mesmo que você tenha gostado dela antes da terapia e que, agora, considere que o vínculo clínico foi encerrado, o tempo não necessariamente apaga o impacto desse laço. E é justamente por isso que a maioria dos conselhos profissionais considera antiético esse tipo de envolvimento, mesmo após um tempo de término. Essa proteção não é apenas para o psicólogo, mas também — e principalmente — para o paciente, pois há nuances emocionais que muitas vezes continuam ativas, mesmo que inconscientemente.
Talvez valha refletir: o que exatamente em você ainda deseja essa aproximação? É a pessoa em si, ou o que ela representou no momento em que mais te escutou? Seria possível que o espaço seguro que ela criou tenha ativado afetos que hoje você interpreta como paixão? E se ela, por compromisso ético, não puder corresponder, como você lidaria com essa frustração?
Entender esses sentimentos pode abrir caminhos mais profundos sobre quem você é, do que você precisa e o que realmente está buscando. E esse processo, feito com outro profissional que te escute com ética e cuidado, pode ser muito revelador.
Caso precise, estou à disposição.
Na psicologia, existe um princípio muito claro orientado pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo e pelas resoluções do CRP: relacionamentos afetivos ou sexuais entre psicólogo e paciente, mesmo após o fim do vínculo terapêutico, são fortemente desaconselhados. Isso não é apenas uma norma rígida sem coração — ela existe porque o vínculo terapêutico é assimétrico por natureza. Durante a terapia, cria-se um espaço de escuta, acolhimento e confiança que pode, sim, despertar sentimentos idealizados, inclusive apaixonamentos. Mas o cuidado ético implica proteger o paciente de qualquer risco de confusão entre afeto terapêutico e desejo amoroso.
Mesmo que você tenha gostado dela antes da terapia e que, agora, considere que o vínculo clínico foi encerrado, o tempo não necessariamente apaga o impacto desse laço. E é justamente por isso que a maioria dos conselhos profissionais considera antiético esse tipo de envolvimento, mesmo após um tempo de término. Essa proteção não é apenas para o psicólogo, mas também — e principalmente — para o paciente, pois há nuances emocionais que muitas vezes continuam ativas, mesmo que inconscientemente.
Talvez valha refletir: o que exatamente em você ainda deseja essa aproximação? É a pessoa em si, ou o que ela representou no momento em que mais te escutou? Seria possível que o espaço seguro que ela criou tenha ativado afetos que hoje você interpreta como paixão? E se ela, por compromisso ético, não puder corresponder, como você lidaria com essa frustração?
Entender esses sentimentos pode abrir caminhos mais profundos sobre quem você é, do que você precisa e o que realmente está buscando. E esse processo, feito com outro profissional que te escute com ética e cuidado, pode ser muito revelador.
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