Oi! Meu filho tem 1 ano e 6 meses. Ele é autista e toma depakene de 12 em 12h para regularizar o hum

3 respostas
Oi! Meu filho tem 1 ano e 6 meses. Ele é autista e toma depakene de 12 em 12h para regularizar o humor. A dosagem é 2,5 e ele tem 10kg. Teve um conflito de opiniões entre alguns pediatras sobre o geneticista ter passado esse medicamento. Não noto efeitos colaterais negativos, eu só não vejo resultado. Nunca altero dose por conta própria. É perigoso esse medicamento sendo tão novo?
Dr. Lázaro Inácio Araújo Rodrigues
Pediatra, Neurologista pediátrico
Salvador
O Depakene (ácido valpróico) é um medicamento utilizado principalmente no controle de crises epilépticas e em alguns casos para estabilização do humor, mas seu uso em crianças muito pequenas exige acompanhamento rigoroso devido ao risco de efeitos adversos, especialmente no fígado e no sistema hematológico. A ausência de efeitos colaterais visíveis não significa que não haja impacto interno, por isso são necessários exames periódicos para monitorar a função hepática e outros parâmetros. Em Salvador, neuropediatras em bairros como Pituba, Barra, Caminho das Árvores e Brotas podem avaliar se o uso do Depakene é realmente indicado para o quadro do seu filho e discutir alternativas seguras. Agende uma consulta com neuropediatra em Salvador para revisar a prescrição e garantir que o tratamento seja adequado e seguro para a idade dele.

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Dra. Luana de Barros Sales
Neurologista pediátrico
Rio de Janeiro
Olá, considero importante seu filho ser avaliado pelo Neuropediatra para maiores esclarecimentos
Caso precise, estou à disposição
Dr. Gustavo Holanda
Neurologista pediátrico
Recife
Entendo sua preocupação. Quando um filho pequeno recebe um diagnóstico e começa a usar uma medicação, é natural que os pais se perguntem se aquilo é realmente necessário, seguro e se está trazendo algum benefício.

O Depakene, cujo princípio ativo é o ácido valproico (valproato), é um medicamento tradicionalmente usado para tratar epilepsia e alguns transtornos do humor. Ele atua estabilizando a atividade elétrica do cérebro e, em determinadas situações, pode ajudar a controlar irritabilidade intensa ou alterações importantes de comportamento. No entanto, quando falamos de crianças muito pequenas, especialmente com 1 ano e meio, essa não costuma ser a primeira escolha para lidar com questões comportamentais associadas ao transtorno do espectro autista.

Na prática clínica, o valproato geralmente é indicado quando existe epilepsia associada ou alterações neurológicas específicas que justificam seu uso. Para regular irritabilidade ou comportamento em crianças com autismo, existem outras abordagens consideradas mais adequadas e mais estudadas para essa finalidade. Por isso, não é incomum que surjam opiniões diferentes entre médicos sobre essa prescrição.

Outro ponto importante é que, mesmo quando o medicamento é seguro em determinada dose — e a dose que você mencionou é relativamente baixa para o peso da criança — o tratamento precisa mostrar algum benefício clínico. Se não há melhora perceptível no comportamento, na irritabilidade ou na regulação emocional, é legítimo reavaliar a estratégia terapêutica. Medicina não se baseia apenas em prescrever; baseia-se também em observar resultados.

Em relação à segurança, o valproato pode ser utilizado em crianças, mas exige acompanhamento médico cuidadoso. Entre os efeitos que os médicos monitoram estão alterações hepáticas, ganho de peso, sonolência excessiva e alterações metabólicas. Por isso, quando a medicação é realmente necessária, costuma-se acompanhar com avaliação clínica periódica e, em alguns casos, exames laboratoriais.

No seu relato, há um aspecto que merece atenção: você não observa efeitos colaterais importantes, mas também não percebe melhora. Nesses casos, o mais prudente é revisar o diagnóstico funcional da criança, avaliar o objetivo do tratamento e discutir se o medicamento faz sentido naquele momento do desenvolvimento. Muitas vezes, intervenções terapêuticas comportamentais, fonoaudiológicas e ocupacionais têm impacto muito maior nessa fase da vida do que medicamentos.

Buscar uma segunda opinião é uma atitude responsável e comum em situações como essa. Um olhar adicional pode ajudar a confirmar se o tratamento atual é o mais adequado ou se existem alternativas mais apropriadas para a idade da criança e para o quadro clínico apresentado.

Em uma teleconsulta é possível analisar a história da criança com mais detalhes, entender o motivo da prescrição inicial, revisar o desenvolvimento, as terapias em andamento e discutir com calma as opções de tratamento. Hoje, a Telemedicina permite consultas e segundas opiniões de forma conveniente, rápida e discreta com médicos experientes e bem avaliados. Plataformas como a Doctoralia ajudam a encontrar profissionais com alto nível de satisfação dos pacientes.

Além disso, em tempos de COVID-19, MPOX (varíola dos macacos), Parvovírus B19, cepas virulentas de gripe aviária H5N1 e outras doenças infectocontagiosas, o atendimento online se tornou uma forma segura de cuidar da saúde da família. A teleconsulta evita deslocamentos, salas de espera e perda de tempo no trânsito, permitindo que você invista esse tempo no trabalho, no estudo ou no cuidado com seu filho.

A transformação digital da medicina, impulsionada pela Web 4.0 e pela inteligência artificial, ampliou o acesso a orientação médica de qualidade. Mesmo quando a situação ainda está no início e exige apenas atenção primária, um médico pode ajudar a esclarecer dúvidas, revisar condutas e orientar os próximos passos.

Se desejar, posso orientá-la em uma teleconsulta para avaliar melhor esse caso. Mesmo que você não precise de atendimento agora, vale a pena visitar meu perfil, conhecer minhas redes e guardar o contato. A Telemedicina também permite segundas opiniões médicas com especialistas de forma segura e prática. Caso se interesse, basta acessar o perfil na plataforma e escolher o melhor horário para conversar com tranquilidade sobre a saúde do seu filho.

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