Olá! A quimioterapia para câncer de mama (vermelha e branca) podem alterar a eficácia da levotiroxin

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Olá! A quimioterapia para câncer de mama (vermelha e branca) podem alterar a eficácia da levotiroxina? Quem está fazendo quimioterapia precisa monitorar o TSH e o T4 com maior frequência?
Dr. Fernando Araújo
Endocrinologista, Médico clínico geral
São Paulo
Olá, tudo bem?
A quimioterapia para câncer de mama, como a doxorrubicina (quimioterapia "vermelha") e os taxanos (quimioterapia "branca"), pode sim impactar o manejo do hipotireoidismo em pacientes que usam levotiroxina. Esses medicamentos podem alterar a absorção gastrointestinal, a metabolização hepática e os níveis de proteínas transportadoras da tireoide, como a TBG. Além disso, a inflamação e o estresse metabólico induzidos pela quimioterapia podem modificar os níveis de TSH e T4, podendo ser necessários ajustes na dose de levotiroxina, especialmente em caso de sintomas de descompensação tireoidiana ou interferências no tratamento.

Em alguns pacientes nesse contexto, pode ser necessário monitorar TSH e T4 livre com maior frequência durante a quimioterapia, em intervalos de até 4 a 6 semanas, para ajustar a terapia conforme necessidade da paciente. Manter horários regulares para a administração da levotiroxina, distante dos quimioterápicos e de refeições que interferem na absorção, é essencial para garantir a eficácia do tratamento e evitar complicações.

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Fernando Araújo

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Dra. Caroline Cunha de Oliveira
Endocrinologista, Nutrólogo, Médico clínico geral
São Paulo
Sua dúvida é extremamente relevante, especialmente porque a quimioterapia, tanto a "vermelha" quanto a "branca", pode impactar o funcionamento de diversas glândulas e processos metabólicos no organismo. Embora a quimioterapia não interfira diretamente na eficácia da levotiroxina em termos de absorção ou ação, ela pode indiretamente alterar a função da tireoide. Isso ocorre porque o tratamento quimioterápico pode gerar alterações na função hepática, nos níveis de proteínas carreadoras de hormônios (como a TBG, globulina ligadora de tiroxina) e no metabolismo geral, o que pode influenciar a biodisponibilidade e a conversão dos hormônios tireoidianos.

Pacientes submetidos à quimioterapia podem apresentar flutuações nos níveis de TSH e T4 devido ao impacto do estresse fisiológico, das alterações nutricionais e até mesmo dos efeitos das medicações no eixo hipotálamo-hipófise-tireoide. Além disso, se houver algum grau de toxicidade nas glândulas ou tecidos relacionados, essas flutuações podem se intensificar.

Por isso, é sim recomendado monitorar o TSH e o T4 com maior frequência durante o período de quimioterapia. Esse acompanhamento permite identificar qualquer necessidade de ajuste na dose de levotiroxina ou de intervenção adicional para garantir que a função tireoidiana esteja adequada, especialmente em um momento em que o organismo está sob estresse intenso. A frequência ideal do monitoramento deve ser definida pelo médico com base na sua condição clínica, mas geralmente é realizada a cada 6 a 8 semanas, ou antes, se surgirem sintomas sugestivos de hipo ou hipertireoidismo.

Na medicina integrativa, além do monitoramento hormonal, seria importante avaliar o suporte nutricional, níveis de vitamina D, selênio e zinco, que são fundamentais para o funcionamento tireoidiano e podem estar reduzidos durante a quimioterapia. Essa abordagem global ajuda não apenas a manter o equilíbrio tireoidiano, mas também a minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia, promovendo melhor qualidade de vida ao longo do tratamento.

Não deixe de compartilhar qualquer sintoma novo, como fadiga excessiva, ganho de peso ou alterações no humor, com seu médico. Esses sinais podem ajudar a ajustar de maneira precisa seu plano terapêutico. O acompanhamento integrado e personalizado é essencial para garantir que todas as variáveis do seu tratamento estejam alinhadas às suas necessidades individuais.
Dra. Caroline Oliveira - CRM/SP 189586, Medicina Integrativa, com foco em Endocrinologia e nutrologia

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