Olá, tenho 19 anos de idade e desde os 10 tenho feito algo que me sinto mal... lá em 2016 uma vez mi

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Olá, tenho 19 anos de idade e desde os 10 tenho feito algo que me sinto mal... lá em 2016 uma vez minha mãe me deixou de castigo, na época estava passando cúmplices de um resgate (novela) e ela não me deixou assistir, mas ao tentar dormir pensando em uma cena (cena onde a vilã prende a protagonista no porão) comecei a me movimentar e sentir algo na parte in..... Foi aí que tudo começou...Como eu era criança eu não sabia o que era, mas isso foi se tornando recorrente, toda vez que eu visse alguma cena em séries, novelas e filmes onde pessoas eram sequestradas/amarradas, eu "sentia prazer" e comecei a procurar vídeos até na internet. Eu me sinto mal em me excitar vendo esse tipo de cena de perigo (ficcticio), eu nunca passei por esse tipo de coisa ou trauma relacionado e nem quero. Já tentei parar diversas vezes, às vezes a área por enquanto período mas sempre volta e não consigo contar para ninguém. Eu realmente gostaria de ajuda e explicações, quero parar com isso definitivamente.
O que aparece agora pode ser apenas a ponta do iceberg, um sinal de algo mais amplo. O acompanhamento psicológico possibilita uma investigação mais cuidadosa, levando em conta sua história, contexto socio-histórico e vivências, e pode contribuir de forma significativa para a compreensão do que está em jogo.

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Dr. Erick Polasse
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Obrigado por confiar em mim com algo tão íntimo. Vou responder com clareza, seriedade e sem julgamento, porque isso é importante.

Primeiro, você não é uma pessoa má, perigosa ou “quebrada” por sentir isso. Sentir culpa e buscar ajuda já mostra responsabilidade e valores.

Isso provavelmente começou como uma associação involuntária lá na infância. Naquele momento, você estava emocionalmente ativada (frustração, curiosidade, tensão da cena) e o seu corpo reagiu de um jeito que você ainda não entendia. O cérebro acabou ligando, sem querer, emoção intensa + tensão fictícia = excitação. Isso não foi escolha sua, foi aprendizado automático.

Com o tempo, essa associação se repetiu e virou um padrão. Importante: fantasia não é desejo real. O fato de você se excitar com cenas fictícias não significa que você queira isso na vida real, e você mesma deixa claro que não quer. A culpa e a tentativa de “reprimir” à força acabam mantendo o ciclo ativo.

Isso não define quem você é e não te torna estranha ou errada. É algo que pode ser trabalhado, enfraquecido e até desaparecer com o tempo, especialmente com terapia. O caminho não é se punir, mas entender, reduzir os gatilhos e recondicionar o cérebro aos poucos.

Consigo te ajudar sobre isso, pensar em como lidar com isso no dia a dia.

instagram: @dr.psi.erickpolasse

Olá, vamos com calma, sabendo que você quer explicações, e já vou te adiantar que essa é uma ótima questão para terapia, teu lugar seguro junto com um profissional que vai te conhecer muito melhor. Estamos falando de um comportamento privado, que te incomoda bastante, mas que, justamente por ser da sua intimidade, é bem esperado que você não consiga contar para outras pessoas — você já está fazendo bastante ao trazê-lo aqui. Você traz com culpa, com frustração de querer parar e não conseguir — portanto, um sofrimento típico de uma compulsão. Muitas explicações vão envolver essa curiosidade erótica sobre algo que foi proibido para você, em uma idade na qual já começamos a explorar as fantasias possíveis com uma crescente influência genital. Vale lembrar que existe sexualidade em todas as fases da vida, envolvendo a busca por prazer e as relações de poder. Ela nos move, e não é nada raro que esse movimento seja a busca por um suposto “prazer perdido” principalmente quando parece que estão restringindo o teu acesso a algo muito interessante. Mas essa coisa se torna uma ideia. Toda memória de infância é muito editada pela mente, acaba sendo uma memória da memória da memória… Portanto, você hoje descreve uma fantasia, de um tipo que não é nada raro, mas que não te define de forma alguma, ela apenas faz parte do teu “repertório sexual” no momento. Então a pergunta: o que posso fazer pelo teu sofrimento antes de você começar essa terapia? Primeiro, que o sentimento de culpa não ajuda. Não é proibido fantasiar e nada te obriga que a fantasia faça sentido na vida real — talvez até pelo contrário seja isso que te prenda a esses pensamentos e tantos outros que pode estar tendo sobre si e que estão sendo disfuncionais. Importa muito o que você pensa sobre si e que isso não seja negativo. Em segundo lugar, saber que a sexualidade muda ao longo da vida, e que os desejos não precisam apontar para um objetivo final. Um bom profissional também vai poder avaliar quais são as dificuldades que te atrapalham a experimentar na vida social a sexualidade adulta, seja qual for. Não se trata de ver os desejos como inimigos, como aberrações, e sim de ir encontrando a conexão entre eles e a realidade, para que a transformação aconteça. Espero que algo nessas palavras te ajude e, acima de tudo, que não se cobre tanto, que se respeite sempre. A terapia também é uma grande forma de se respeitar.
Muitas vezes, experiências vividas na infância, especialmente quando envolvem medo, confusão ou falta de compreensão emocional, podem se associar ao despertar do corpo e gerar padrões que se repetem sem que a pessoa escolha isso conscientemente. O fato de você se sentir mal, querer parar e buscar ajuda mostra consciência e desejo de cuidado. Esse tipo de situação pode, sim, ser trabalhado na psicoterapia, em um espaço seguro e sem julgamentos, onde seja possível entender a origem dessas associações e construir outras formas de lidar com elas. Você não precisa passar por isso sozinho, e procurar ajuda profissional é um passo muito importante e possível para transformar essa vivência.
 Rafael Ronque
Psicólogo
Foz do Iguaçu
Olá, fico feliz pela sua coragem em buscar ajuda. A partir do que você disse em seu caso, posso pensar algumas possibilidades.
Primeiramente, não há nada de errado com você. O que pode ter acontecido é uma união de fatores que reagiram e se transformaram em nessa sua sensação de prazer ao imaginar situações de aprisionamento.
Uma criança aos 10 anos de idade está em uma fase de transição, por isso é comum ocorrer uma excitação corporal involuntária e isso aconteceu em um momento de frustração quando você estava imaginando uma cena de novela.
Talvez teu corpo possa ter criado uma associação entre esses fatores, o problema aqui é que com o passar do tempo o cérebro vai tentando reforçar essa associação na busca de repetir situações conhecidas.
Como você tem consciência de que você não deseja isso na vida real, não se sente satisfeita com isso e sabe que essas coisas são ficcionais, isso pode indicar que você não está vivendo uma fantasia real e intencionada.
Agora, em relação sobre como "parar" com isso, é importante estar claro que brigar consigo mesma não irá enfraquecer mas fortalecer esse padrão.
Por isso é importante você parar e se observar por alguns segundos, e conseguir conscientizar-se do que você está realmente sentindo. Por exemplo, identificar o que você sente antes de buscar esse tipo de conteúdo pode te ajudar a encontrar a necessidade real por trás dessa excitação.
Você não precisa enfrentar isso sozinha, o acompanhamento psicológico pode ajudar muito nesse processo, com ética, acolhimento e sem julgamentos.
Se fizer sentido para você, estou à disposição para esclarecer dúvidas ou iniciar um acompanhamento terapêutico.

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