Olá tenho gordura no figado em grau II. Isso corresponde a esteato - hepatite? Estou com "ecogenicidade

3 respostas
Olá tenho gordura no figado em grau II. Isso corresponde a esteato - hepatite? Estou com "ecogenicidade parêmica hepatico aumentada".

Este quadro pode ser reversível, com dieta e excercios?
Dra. Clarissa Alster Vicente
Cirurgião do aparelho digestivo, Cirurgião geral
São Paulo
Antes de fazer tratamento para fígado gorduroso (esteatose hepática) é necessário se certificar se realmente há mesmo esse diagnóstico. O local que fez o ultrassom (USG) e quem fez são fundamentais. Isso porque o USG é exame examinador dependente. Se o ultrassonografista for STEVE WONDER ele não irá ver nada x nada. Daí há de se fazer exame adequado. O fígado gorduroso é importante tratar porque ele evolui para cirrose no fígado, mesmo que a pessoa nunca tenha bebido álcool. Esse é o mal desse século a cirrose da "gordura" e há de ser tratada. Sugiro ir a um bom gastro que faça acompanhamento porque há tratamento com medicação, exercícios que devem ser seguidos. Melhoras.

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Dra. Karla Toda Oti
Gastroenterologista, Hepatologista
São Paulo
Olá. Ter um exame de imagem que indique "esteatose hepática" não nos permite diagnosticar a esteatohepatite, apenas nos diz que há um acúmulo de gordura no fígado e que habitualmente é graduado em leve (I), moderado (II) ou intenso (III). Esta graduação depende da experiência do radiologista que faz o exame e utiliza critérios como o padrão de "ecogenicidade" (em resumo, quanto mais "branco" o fígado no ultrassom, maior será a ecogenicidade e assim, maior será o grau de esteatose).
O diagnóstico de esteatohepatite é dado através de biópsia hepática, havendo indicações específicas para sua realização e que devem ser conversadas com o seu médico.
Antes de estabelecer dieta e exercícios ao tratamento, devemos investigar as possíveis causas da esteatose, avaliar doenças metabólicas associadas, entre outros. Dependendo da causa, tempo de doença e da adesão ao tratamento correto, sim, é possível voltar a ter um fígado saudável.
Dr. Pablo Nunes
Médico clínico geral, Generalista
São Paulo
Você foi diagnosticado(a) com gordura no fígado grau II e ficou na dúvida se isso já significa esteato-hepatite e se ainda é reversível — uma dúvida muito importante.

Um Clínico Geral explicaria que esteatose hepática grau II significa um acúmulo moderado de gordura no fígado identificado no exame de imagem. Já a expressão “ecogenicidade do parênquima hepático aumentada” é justamente o termo do ultrassom que indica que o fígado está mais “brilhante” por causa da gordura acumulada.

Isso não significa automaticamente esteato-hepatite. A esteato-hepatite acontece quando, além da gordura, existe inflamação ativa e lesão das células do fígado. O ultrassom sozinho normalmente não consegue confirmar isso com precisão. Para suspeitar de esteato-hepatite, os médicos avaliam também exames como TGO, TGP, GGT, fatores metabólicos e, em alguns casos, exames mais específicos.

As causas mais comuns desse quadro incluem resistência à insulina, excesso de açúcar e ultraprocessados na alimentação, sedentarismo, colesterol elevado, obesidade abdominal e alterações hormonais/metabólicas.

A boa notícia é que a esteatose grau II ainda costuma ser bastante reversível na maioria dos casos. Perda de peso gradual, atividade física regular e melhora da alimentação conseguem reduzir significativamente a gordura no fígado ao longo dos meses.

Na prática, os resultados mais importantes costumam vir de:

redução de açúcar e bebidas adoçadas
diminuição de ultraprocessados
atividade física frequente
controle de peso e da resistência à insulina

Muitas pessoas conseguem normalizar exames e reduzir a gordura hepática apenas com essas mudanças.

Se quiser, posso te explicar quais exames ajudam a diferenciar esteatose simples de esteato-hepatite e quais sinais sugerem inflamação mais importante do fígado.

Emagrecimento, Esteatose hepática grau II, Esteato-hepatite, Ecogenicidade hepática, Fígado gorduroso, Resistência à insulina, TGO, TGP, Saúde hepática, Gastroenterologia, Clínico Geral, Metabolismo

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