Olá. Tomo 300mg de lamitor (lamotrigina) e 150mg de wellbutrin (bupropiona) por dia, para tratamento
5
respostas
Olá. Tomo 300mg de lamitor (lamotrigina) e 150mg de wellbutrin (bupropiona) por dia, para tratamento de depressão bipolar/transtorno bipolar tipo 2. Qual o riscos de tomar álcool bem eventualmente, em ocasiões de festa etc? Obrigada.
Olá. A princípio, é fundamental entender que essas medicações que faz uso têm como objetivo melhorar e estabilizar o humor, otimizando assim a maneira como lida e interage com sua realidade no seu cotidiano. Algumas substâncias, porém, podem sabotar e dificultar esse processo. O uso de álcool, com seus efeitos nocivos já bem conhecidos sobre o comportamento, pode influir negativamente nesse processo
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
O alcool e esses medicamentos são metabolizadas no fígado. O efeito deles podem ser reduzidos pela interação com o álcool e também pode causar insufiencia/falência hepática ou hepatite medicamentosa. Ou seja, pode afetar o tratamento do transtorno bipolar (perda do efeito das medicações) e pode sobrecarregar seu fígado.
Não há estudos que relacionem a interação álcool/medicamentos psicotrópicos.
Olá! Obrigada por compartilhar sua dúvida com tanto cuidado — é mesmo essencial saber o que pode ou não afetar seu tratamento.
Tanto a lamotrigina (Lamitor) quanto a bupropiona (Wellbutrin) são medicamentos que atuam no sistema nervoso central, e o uso de álcool — mesmo que eventual — pode interferir em seus efeitos.
No caso da bupropiona, o maior risco é o aumento da chance de convulsões, especialmente quando combinada com o álcool, que também pode causar oscilações no humor e desestabilizar quadros de depressão bipolar.
A lamotrigina, por sua vez, não tem uma interação direta e grave com o álcool, mas o uso associado pode aumentar efeitos colaterais como tontura, sonolência ou instabilidade emocional.
Além disso, o transtorno bipolar tipo 2 é sensível a alterações do sono, impulsos e substâncias — e o álcool pode, mesmo que ocasionalmente, desencadear episódios de depressão ou hipomania em algumas pessoas.
Então, qual é a recomendação?
Se o uso for muito ocasional, em pequena quantidade (como uma taça de vinho em um jantar ou brinde em uma celebração), é melhor conversar antes com seu psiquiatra, que conhece seu histórico clínico. Em alguns casos, isso pode ser tolerado. Mas é sempre bom lembrar que cada organismo responde de forma única, e a estabilidade do humor precisa vir em primeiro lugar.
Tanto a lamotrigina (Lamitor) quanto a bupropiona (Wellbutrin) são medicamentos que atuam no sistema nervoso central, e o uso de álcool — mesmo que eventual — pode interferir em seus efeitos.
No caso da bupropiona, o maior risco é o aumento da chance de convulsões, especialmente quando combinada com o álcool, que também pode causar oscilações no humor e desestabilizar quadros de depressão bipolar.
A lamotrigina, por sua vez, não tem uma interação direta e grave com o álcool, mas o uso associado pode aumentar efeitos colaterais como tontura, sonolência ou instabilidade emocional.
Além disso, o transtorno bipolar tipo 2 é sensível a alterações do sono, impulsos e substâncias — e o álcool pode, mesmo que ocasionalmente, desencadear episódios de depressão ou hipomania em algumas pessoas.
Então, qual é a recomendação?
Se o uso for muito ocasional, em pequena quantidade (como uma taça de vinho em um jantar ou brinde em uma celebração), é melhor conversar antes com seu psiquiatra, que conhece seu histórico clínico. Em alguns casos, isso pode ser tolerado. Mas é sempre bom lembrar que cada organismo responde de forma única, e a estabilidade do humor precisa vir em primeiro lugar.
Olá! Essa é uma pergunta muito importante, e é ótimo que você esteja buscando entender antes de correr qualquer risco.
No seu caso, tomando lamotrigina e bupropiona, o principal cuidado com o álcool é que ele pode interferir diretamente na estabilidade do seu humor e aumentar o risco de efeitos colaterais. A bupropiona, por exemplo, reduz um pouco o limiar de convulsão, e o álcool, mesmo que esporadicamente, pode potencializar esse risco, principalmente se for em quantidade maior. Já a lamotrigina, apesar de ser mais estável nesse ponto, pode ter seu efeito amenizado com o álcool, além de potencializar sedação ou instabilidade emocional.
Então, mesmo que seja "bem eventualmente", como em festas, o ideal é ter bastante cautela. Se for consumir, que seja uma quantidade pequena, em ambiente seguro e nunca misturando com outras substâncias. E sempre observando como o seu corpo reage.
O mais importante é manter a sua estabilidade. Você já está num tratamento ajustado e isso é uma grande conquista. Vale conversar com seu psiquiatra antes de liberar qualquer bebida, mesmo em ocasiões especiais.
Esse conteúdo é apenas informativo e não substitui uma avaliação médica. Posso te ajudar com a psiquiatria e fico à disposição.
No seu caso, tomando lamotrigina e bupropiona, o principal cuidado com o álcool é que ele pode interferir diretamente na estabilidade do seu humor e aumentar o risco de efeitos colaterais. A bupropiona, por exemplo, reduz um pouco o limiar de convulsão, e o álcool, mesmo que esporadicamente, pode potencializar esse risco, principalmente se for em quantidade maior. Já a lamotrigina, apesar de ser mais estável nesse ponto, pode ter seu efeito amenizado com o álcool, além de potencializar sedação ou instabilidade emocional.
Então, mesmo que seja "bem eventualmente", como em festas, o ideal é ter bastante cautela. Se for consumir, que seja uma quantidade pequena, em ambiente seguro e nunca misturando com outras substâncias. E sempre observando como o seu corpo reage.
O mais importante é manter a sua estabilidade. Você já está num tratamento ajustado e isso é uma grande conquista. Vale conversar com seu psiquiatra antes de liberar qualquer bebida, mesmo em ocasiões especiais.
Esse conteúdo é apenas informativo e não substitui uma avaliação médica. Posso te ajudar com a psiquiatria e fico à disposição.
Perguntas relacionadas
- Segundo mês usando lamitor 25mg Não sei se é por conta do remédio que comecei a formigar e queimar a mão direita. Muito inchaço nos pés tornozelo e pernas. É normal?
- Olá, qual medicação é mais indicada para a tristeza e mau humor residual que ficam mesmo tomando antidepressivo a anos para depressão? Antidepressivos só resolvem100% em doses altas no entanto causam sedação.
- Estou tomando lamotrigina 100 mg e tenho epilepsia vou começar a toma anticoncepcional Elani ciclo pra não engravidar e controlar meu ciclo menstrual o lamotrigina não corta efeito de não engravidar
- Estou tomando lamitor CD de 100mg. Tomava lá pelas 10 horas da manhã e passei a tomar a noite pois achei que seria melhor. Só que estou com insônia. Posso não tomar à noite e voltar no outro dia na parte da manhã
- Eu estava tomando 100mg de lamotrigina genérico, e minha médica trocou para tomar 50mg de lamitor CD . Alegando ser a mesma coisa... Há muita diferença ou mesma coisa?
- Minha filha começou a fazer uso de Lamitor pra tratar epilepsia , e acorda com a mandíbula um tanto endurecida ( com dificuldade pra falar depois melhora ). Pode ser do Lamitor ?
- To tomando lamitor 100mg , e ta doendo minha barriga do lado direto, ja faz 15 dias. Esse desconforto não passa. Torval e divalcon e carbolitium tb ocorreu msm coisa. Todo regulador de humor causa isso em mim.
- O neural é mais confiável e eficaz do que os genéricos de lamotrigina?
- Aumentei recentemente a dose de lamitor cd de 150 ao dia para 200 para tratamento de transtorno bipolar. É normal ter diarreia e colicas por conta do remédio?
- Se eu parar de tomar o lamotrigina além das convulsões, posso ter algum outro sintoma com dores na abdominais, sonolência?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 132 perguntas sobre Lamitor
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.