Orap pode ser substituído por Quetiapina na Síndrome de Tourette?
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Orap pode ser substituído por Quetiapina na Síndrome de Tourette?
O Orap* (pimozida) é uma droga de eficácia comprovada no tratamento da síndrome de Tourette, apesar de em geral não ser a primeira opção. A quetiapina não é uma medicação tão estudada quanto a pimozida, no tratamento desta sindrome e, assim, em princípio, não substitui a pimozida. Entretanto, em casos individuais, por motivos específicos do paciente, o especialista pode, eventualmente, optar por uma medicação como a quetiapina.
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Não tem muitos estudos com a quetiapina. Pela falta do Orap no mercado, a outra opção é a risperidona
Não costumo ter boas respostas com a quetiapina para essa síndrome, sem falar na falta de estudos. Compartilho da opinião do Dr acima. Na falta do Orap, uma melhor opção seria a risperidona.
Olá tudo bem , espero que sim. Olha para o tratamento de Tourette existem várias possibilidades de tratamento mas, o que se mostrou mais eficaz foi a pimozida (orap) , haloperidol, alguns estudos falam em clomipramina. Vale dizer que o orap está em falta no mercado pois a empresa diminuiu sua produção. A quetiapina não se mostrou eficaz em nenhum estudo até hoje para o tratamento de Tourette. Sendo assim é bom você voltar ao seu PSIQUIATRA e conversar com ele. Fica com Deus e saúde na cabeça
Em geral, não é a substituta mais indicada para tics. A evidência para a quetiapina no controle de tics é limitada; ela ajuda mais em sono/ansiedade/irritabilidade. Para tics, costumamos preferir: aripiprazol , risperidona; alternativas: clonidina/guanfacina , ou, refratários, tetrabenazina.
Excelente pergunta — e muito relevante, especialmente no contexto do tratamento da Síndrome de Tourette, em que a escolha da medicação deve ser sempre individualizada e supervisionada por um neurologista ou psiquiatra.
Vamos entender as diferenças entre os dois medicamentos e o que a ciência mostra
1⃣ O que é o Orap (pimozida)
O Orap (pimozida) é um neuroléptico (antipsicótico típico) da classe das butirofenonas, semelhante ao haloperidol, e há muitos anos é utilizado para o controle de tiques motores e vocais na Síndrome de Tourette.
Efeitos positivos:
Atua bloqueando a dopamina (neurotransmissor envolvido no controle motor);
É eficaz na redução dos tiques, principalmente em pacientes com sintomas moderados a graves;
Tem ação prolongada, o que permite menos doses diárias.
Desvantagens:
Pode causar efeitos extrapiramidais (rigidez, tremor, inquietação);
Risco de prolongamento do intervalo QT no coração (necessita monitoramento com eletrocardiograma);
Pode provocar sonolência, boca seca e ganho de peso.
Por esses motivos, o Orap vem sendo cada vez menos utilizado e substituído por antipsicóticos mais modernos e toleráveis, como a quetiapina, risperidona ou aripiprazol.
2⃣ E a Quetiapina?
A quetiapina é um antipsicótico atípico, mais moderno, com menor risco de efeitos motores e melhor perfil de tolerabilidade, especialmente em crianças e adolescentes.
Ela atua de forma mais equilibrada sobre dopamina e serotonina, o que reduz os tiques em alguns pacientes, mas sua eficácia na Síndrome de Tourette é geralmente menor do que a da risperidona ou aripiprazol.
Vantagens da quetiapina:
Menor risco de rigidez e tremores;
Pode ajudar no sono e na ansiedade associada;
Efeitos colaterais geralmente mais leves.
Limitações:
Pode causar sonolência excessiva e ganho de peso;
O controle dos tiques nem sempre é tão forte quanto com pimozida ou risperidona;
O ajuste da dose deve ser feito gradualmente.
3⃣ Pode substituir?
Tecnicamente, sim — em alguns casos o Orap pode ser substituído pela quetiapina,
mas a troca deve ser feita com acompanhamento médico, porque:
As doses equivalentes são diferentes;
A resposta clínica é variável (nem todos respondem da mesma forma);
É preciso ajustar gradualmente a retirada do Orap para evitar efeitos de abstinência dopaminérgica;
O médico pode considerar outras opções com evidência mais robusta para Tourette, como risperidona, aripiprazol ou tetrabenazina, dependendo da intensidade dos tiques e efeitos adversos prévios.
4⃣ O que é importante avaliar antes da troca
Gravidade e frequência dos tiques;
Comorbidades associadas (TDAH, TOC, ansiedade);
Efeitos colaterais do medicamento atual;
Histórico de resposta prévia a outras medicações;
E condições cardíacas, no caso do uso prolongado de pimozida.
A decisão final deve sempre ser feita entre médico e paciente (ou familiares), avaliando risco-benefício individual.
Em resumo:
O Orap (pimozida) é eficaz, mas tem mais efeitos colaterais e riscos cardíacos;
A quetiapina pode ser usada como alternativa em casos leves ou quando há intolerância ao Orap, embora nem sempre controle os tiques com a mesma força;
A substituição deve ser feita gradualmente e sob supervisão neurológica ou psiquiátrica;
Outras opções mais modernas (como aripiprazol ou risperidona) costumam ter melhor eficácia e tolerância em Tourette.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual.
Não altere a medicação por conta própria — o ajuste deve ser feito com orientação do seu neurologista, para garantir segurança e eficácia.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios do movimento e Síndrome de Tourette, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
Vamos entender as diferenças entre os dois medicamentos e o que a ciência mostra
1⃣ O que é o Orap (pimozida)
O Orap (pimozida) é um neuroléptico (antipsicótico típico) da classe das butirofenonas, semelhante ao haloperidol, e há muitos anos é utilizado para o controle de tiques motores e vocais na Síndrome de Tourette.
Efeitos positivos:
Atua bloqueando a dopamina (neurotransmissor envolvido no controle motor);
É eficaz na redução dos tiques, principalmente em pacientes com sintomas moderados a graves;
Tem ação prolongada, o que permite menos doses diárias.
Desvantagens:
Pode causar efeitos extrapiramidais (rigidez, tremor, inquietação);
Risco de prolongamento do intervalo QT no coração (necessita monitoramento com eletrocardiograma);
Pode provocar sonolência, boca seca e ganho de peso.
Por esses motivos, o Orap vem sendo cada vez menos utilizado e substituído por antipsicóticos mais modernos e toleráveis, como a quetiapina, risperidona ou aripiprazol.
2⃣ E a Quetiapina?
A quetiapina é um antipsicótico atípico, mais moderno, com menor risco de efeitos motores e melhor perfil de tolerabilidade, especialmente em crianças e adolescentes.
Ela atua de forma mais equilibrada sobre dopamina e serotonina, o que reduz os tiques em alguns pacientes, mas sua eficácia na Síndrome de Tourette é geralmente menor do que a da risperidona ou aripiprazol.
Vantagens da quetiapina:
Menor risco de rigidez e tremores;
Pode ajudar no sono e na ansiedade associada;
Efeitos colaterais geralmente mais leves.
Limitações:
Pode causar sonolência excessiva e ganho de peso;
O controle dos tiques nem sempre é tão forte quanto com pimozida ou risperidona;
O ajuste da dose deve ser feito gradualmente.
3⃣ Pode substituir?
Tecnicamente, sim — em alguns casos o Orap pode ser substituído pela quetiapina,
mas a troca deve ser feita com acompanhamento médico, porque:
As doses equivalentes são diferentes;
A resposta clínica é variável (nem todos respondem da mesma forma);
É preciso ajustar gradualmente a retirada do Orap para evitar efeitos de abstinência dopaminérgica;
O médico pode considerar outras opções com evidência mais robusta para Tourette, como risperidona, aripiprazol ou tetrabenazina, dependendo da intensidade dos tiques e efeitos adversos prévios.
4⃣ O que é importante avaliar antes da troca
Gravidade e frequência dos tiques;
Comorbidades associadas (TDAH, TOC, ansiedade);
Efeitos colaterais do medicamento atual;
Histórico de resposta prévia a outras medicações;
E condições cardíacas, no caso do uso prolongado de pimozida.
A decisão final deve sempre ser feita entre médico e paciente (ou familiares), avaliando risco-benefício individual.
Em resumo:
O Orap (pimozida) é eficaz, mas tem mais efeitos colaterais e riscos cardíacos;
A quetiapina pode ser usada como alternativa em casos leves ou quando há intolerância ao Orap, embora nem sempre controle os tiques com a mesma força;
A substituição deve ser feita gradualmente e sob supervisão neurológica ou psiquiátrica;
Outras opções mais modernas (como aripiprazol ou risperidona) costumam ter melhor eficácia e tolerância em Tourette.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual.
Não altere a medicação por conta própria — o ajuste deve ser feito com orientação do seu neurologista, para garantir segurança e eficácia.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, distúrbios do movimento e Síndrome de Tourette, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
O Orap (pimozida) e a quetiapina pertencem à classe dos antipsicóticos, mas atuam de formas diferentes e com indicações clínicas distintas. O Orap é um antipsicótico típico com ação dopaminérgica mais específica e há muitos anos é utilizado no tratamento dos tiques motores e vocais da Síndrome de Tourette, mostrando boa eficácia em alguns casos, especialmente quando os tiques são intensos ou persistentes. Já a quetiapina é um antipsicótico atípico, de ação mais ampla sobre vários receptores cerebrais (dopamina e serotonina), e embora possa ser útil em pacientes com Tourette associada a ansiedade, irritabilidade, transtorno obsessivo-compulsivo ou distúrbios do sono, ela não é considerada o substituto direto do Orap em termos de controle de tiques. Estudos mostram que medicamentos como risperidona, aripiprazol e tetrabenazina apresentam eficácia superior à quetiapina para reduzir tiques, sendo frequentemente preferidos quando há necessidade de substituição do Orap por intolerância ou efeitos colaterais (como rigidez muscular, sonolência excessiva, ou alterações cardíacas). Em alguns pacientes, a quetiapina pode ser usada como coadjuvante, principalmente quando há sintomas emocionais associados, mas raramente isoladamente para controle motor. Em resumo: o Orap pode ser substituído, sim, mas a quetiapina não é a primeira escolha para substituir seu efeito sobre os tiques. O médico neurologista ou psiquiatra deve avaliar o caso individualmente e considerar opções com perfil mais direcionado à Síndrome de Tourette, como risperidona, aripiprazol ou clonidina, ajustando conforme a resposta e a tolerância do paciente. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, transtornos do movimento e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
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