Pacientes com esclerose múltipla podem fazer procedimentos com ácido hialurônico?

4 respostas
Pacientes com esclerose múltipla podem fazer procedimentos com ácido hialurônico?
Dr. Felipe Veiga Kezam Gabriel
Dermatologista, Especialista em medicina estética, Generalista
Santana de Parnaíba
A princípio não vejo contra-indicação. Mas procure fazer quando a doença estiver controlada ou em remissão.

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Dra. Roseli Oliva
Dermatologista
São Paulo
A esclerose múltipla tem caráter crônico e requer acompanhamento com neurologista, fisioterapeutas etc. Tratamentos injetáveis para fins de preenchimento estético com acido hialuronico, com profissional medico habilitado não ha contra-indicação. Consulte seu neurologista sobre este assunto. A disposição.
Dra. Roberta Werlich
Especialista em medicina estética, Generalista
São Paulo
Ola! Tratamentos injetáveis com hialurônico para fins estéticos em pacientes com doenças de caráter crônico, como a sua esclerose múltipla citada, nao tem contra-indicação.
Importante salientar os periodos de remissão da doença e acompanhamento regular da mesma com profissional.
Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Excelente pergunta — e bastante importante, pois muitas pessoas com esclerose múltipla (EM) têm dúvidas sobre a segurança de realizar procedimentos estéticos, especialmente os que envolvem injeções de ácido hialurônico.

De modo geral, pacientes com esclerose múltipla podem sim realizar procedimentos com ácido hialurônico, desde que a doença esteja estável e não haja processo inflamatório ou surto em andamento. O ácido hialurônico é uma substância biocompatível, ou seja, produzida naturalmente pelo organismo, e quando utilizado em versões sintéticas para preenchimento facial ou corporal, não interfere no sistema nervoso central nem no sistema imunológico — portanto, não agrava a doença nem provoca surtos.

Contudo, há algumas precauções importantes:

1⃣ Estado clínico estável:
O ideal é que o procedimento seja feito em períodos de estabilidade da esclerose múltipla, com acompanhamento regular do neurologista e sem sintomas ativos. Durante surtos, o corpo está mais sensível e o risco de reações inflamatórias aumenta.

2⃣ Uso de imunomoduladores ou imunossupressores:
Pacientes em uso de medicamentos como fingolimode, natalizumabe, ocrelizumabe, azatioprina, entre outros, devem ter cuidado redobrado. Esses fármacos reduzem a imunidade, o que pode aumentar o risco de infecções locais após o procedimento. Nesses casos, é fundamental que o médico esteticista ou dermatologista esteja ciente do tratamento e mantenha o ambiente absolutamente estéril.

3⃣ Tipo de produto e técnica:
O ácido hialurônico deve ser de procedência reconhecida, aprovado pela Anvisa e aplicado por profissional habilitado (dermatologista ou cirurgião plástico). O uso de produtos de baixa qualidade ou a aplicação incorreta pode gerar inflamação local, o que, em pacientes com doenças autoimunes, tende a ser mais desconfortável e demorado para resolver.

4⃣ Evitar procedimentos em momentos de imunossupressão intensa:
Após o uso recente de corticoides em altas doses (como metilprednisolona para tratar surtos), é recomendável aguardar de 4 a 6 semanas antes de realizar qualquer intervenção estética injetável, pois o risco de infecção ou má cicatrização é maior.

5⃣ Monitorar reações locais:
Após o preenchimento, é comum um leve inchaço ou sensibilidade, mas se houver vermelhidão intensa, dor persistente ou febre, o paciente deve procurar o médico, pois pode indicar reação inflamatória ou infecção.

Em resumo:

O ácido hialurônico é seguro para pacientes com esclerose múltipla em fase estável;

O procedimento deve ser adiado durante surtos ou uso recente de corticoides;

Sempre informe o dermatologista ou cirurgião plástico sobre o diagnóstico e os medicamentos em uso;

Mantenha acompanhamento neurológico regular, garantindo que a imunidade esteja adequada antes do procedimento.

Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui a consulta com o neurologista e o dermatologista. Recomendo discutir o momento ideal para o procedimento com seu médico, garantindo que seja feito com segurança e sem impacto sobre o tratamento da esclerose múltipla.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Medicina do Sono e Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835

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