Pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) têm problemas de planejamento cognitivo ?
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Pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) têm problemas de planejamento cognitivo ?
Sim, essa dificuldade em planejamento costuma estar ligada a intensidade emocional presente em pessoas com TPB, essa intensidade contribui para comportamentos impulsivos, rigidez cognitiva (dificuldade em 'abrir mão' das próprias vontades), tendem a ser pessoas que vivem "o aqui e agora", o que acaba afetando sua capacidade de planejamento cognitivo.
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Sim, pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) frequentemente têm dificuldades no planejamento cognitivo, o que se manifesta como problemas de organização, tomada de decisão, memória de trabalho, resolução de problemas e adaptação a novas situações, além de pensamentos desorganizados e dicotômicos, impactando seu funcionamento diário e a capacidade de alcançar objetivos. Essas dificuldades estão ligadas à instabilidade emocional e à sensibilidade a gatilhos de abandono, afetando as funções executivas, essenciais para o planejamento.
Sim, muitos pacientes com diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem apresentar dificuldades no planejamento cognitivo, especialmente em contextos de alta carga emocional ou situações que ativam medos de abandono e rejeição. Podemos dizer que, neuropsicologicamente, observa-se comprometimento em funções executivas, incluindo planejamento, tomada de decisões, flexibilidade cognitiva e inibição de impulsos. Porém, parto da perspectiva de que existem outras dimensões tão importantes quanto a biológica. Poderíamos ler, por exemplo, como um modo de existência produzido por uma sociedade capitalista, patriarcal e colonial, gera subjetividades fragmentadas, marcadas por inseguranças afetivas profundas. O “problema de planejamento” então, não seria apenas uma disfunção cognitiva, mas uma dificuldade de projetar-se num futuro que parece constantemente ameaçador – o que faz todo sentido, por exemplo, se a experiência de vida da pessoa é de desamparo, violência ou exclusão.
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