Por é tão difícil para uma pessoa com esquizofrenia ter uma vida normal? Não consigo ter horário par
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Por é tão difícil para uma pessoa com esquizofrenia ter uma vida normal? Não consigo ter horário para acordar, não tenho sentimentos, quero muito fazer uma faculdade mas tenho muita desconcentração. Por que essa doença é tão incapacitante? Mesmo medicado e estabilizado.
A esquizofrenia pode comprometer vários aspectos do funcionamento psíquico humano, como motivação, capacidade de interação interpessoal e capacidade de sentir emoções, que podem estar presentes mesmo com tratamento. Existem medicações que podem melhorar estes sintomas, em alguns casos. Atividades como terapia ocupacional também pode ajudar. Fale com seu psiquiatra.
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A esquizofrenia pode impactar não apenas os sintomas psicóticos, mas também funções como motivação, organização, concentração e expressão emocional. Mesmo quando a pessoa está estabilizada e sem crises, podem persistir sintomas chamados “negativos” ou déficits cognitivos, que afetam rotina, energia e planejamento.
Isso não significa incapacidade absoluta, mas pode exigir acompanhamento contínuo, ajustes de medicação e, muitas vezes, suporte psicoterápico e reabilitação psicossocial.
A dificuldade em manter horários, estudar ou sentir prazer pode fazer parte do quadro clínico e merece avaliação específica. Com abordagem adequada e estratégias estruturadas, é possível melhorar funcionalidade e construir projetos de vida de forma gradual.
Isso não significa incapacidade absoluta, mas pode exigir acompanhamento contínuo, ajustes de medicação e, muitas vezes, suporte psicoterápico e reabilitação psicossocial.
A dificuldade em manter horários, estudar ou sentir prazer pode fazer parte do quadro clínico e merece avaliação específica. Com abordagem adequada e estratégias estruturadas, é possível melhorar funcionalidade e construir projetos de vida de forma gradual.
Realmente, a esquizofrenia pode impactar diferentes áreas do funcionamento. Quando estudamos esse transtorno mental crônico, costumamos dividir seus sintomas em positivos e negativos.
Os sintomas positivos são aqueles que a doença acrescenta ao funcionamento psíquico, como delírios e alucinações. Já os sintomas negativos — menos comentados, mas muitas vezes mais incapacitantes — referem-se ao que a doença “retira” do sujeito, como motivação, iniciativa, capacidade de organização, concentração e expressão emocional.
O que você descreve — dificuldade para manter rotina, sensação de “não ter sentimentos”, desconcentração — pode estar relacionado justamente aos sintomas negativos e também aos sintomas cognitivos da esquizofrenia. Eles não significam falta de esforço ou de interesse. São manifestações do próprio transtorno e podem persistir mesmo quando a pessoa está medicada e sem sintomas psicóticos ativos.
A esquizofrenia pode ser bastante limitante porque interfere em funções fundamentais do dia a dia: planejamento, energia, regulação do sono, iniciativa e desempenho cognitivo. Além disso, viver com um transtorno crônico também pode gerar frustração, insegurança e desgaste emocional.
É importante destacar que “vida normal” não significa ausência completa de dificuldades. Muitas pessoas com esquizofrenia conseguem estudar, trabalhar e construir projetos de vida, mas isso geralmente envolve acompanhamento psiquiátrico contínuo, possíveis ajustes de medicação e, principalmente, suporte psicossocial, como psicoterapia, estratégias de organização de rotina e, quando indicado, reabilitação cognitiva.
Se, mesmo medicado(a), você se sente muito limitado(a), vale conversar com seu psiquiatra. Pode ser necessário reavaliar o tratamento, investigar sintomas depressivos associados ou pensar em intervenções específicas para concentração e organização.
O fato de você desejar fazer uma faculdade mostra que existe projeto e perspectiva de futuro — e isso é um elemento muito importante no cuidado em saúde mental. Com acompanhamento adequado e estratégias individualizadas, é possível buscar maior funcionalidade e qualidade de vida.
Os sintomas positivos são aqueles que a doença acrescenta ao funcionamento psíquico, como delírios e alucinações. Já os sintomas negativos — menos comentados, mas muitas vezes mais incapacitantes — referem-se ao que a doença “retira” do sujeito, como motivação, iniciativa, capacidade de organização, concentração e expressão emocional.
O que você descreve — dificuldade para manter rotina, sensação de “não ter sentimentos”, desconcentração — pode estar relacionado justamente aos sintomas negativos e também aos sintomas cognitivos da esquizofrenia. Eles não significam falta de esforço ou de interesse. São manifestações do próprio transtorno e podem persistir mesmo quando a pessoa está medicada e sem sintomas psicóticos ativos.
A esquizofrenia pode ser bastante limitante porque interfere em funções fundamentais do dia a dia: planejamento, energia, regulação do sono, iniciativa e desempenho cognitivo. Além disso, viver com um transtorno crônico também pode gerar frustração, insegurança e desgaste emocional.
É importante destacar que “vida normal” não significa ausência completa de dificuldades. Muitas pessoas com esquizofrenia conseguem estudar, trabalhar e construir projetos de vida, mas isso geralmente envolve acompanhamento psiquiátrico contínuo, possíveis ajustes de medicação e, principalmente, suporte psicossocial, como psicoterapia, estratégias de organização de rotina e, quando indicado, reabilitação cognitiva.
Se, mesmo medicado(a), você se sente muito limitado(a), vale conversar com seu psiquiatra. Pode ser necessário reavaliar o tratamento, investigar sintomas depressivos associados ou pensar em intervenções específicas para concentração e organização.
O fato de você desejar fazer uma faculdade mostra que existe projeto e perspectiva de futuro — e isso é um elemento muito importante no cuidado em saúde mental. Com acompanhamento adequado e estratégias individualizadas, é possível buscar maior funcionalidade e qualidade de vida.
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