Por que a construção e manutenção de amizades podem ser desafiadoras no Transtorno do Espectro Autis

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Por que a construção e manutenção de amizades podem ser desafiadoras no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
No TEA, a construção e manutenção de amizades podem ser desafiadoras por dificuldades em ler sinais sociais, interpretar emoções ou entender expectativas sociais sutis. Ansiedade, interesses intensos e preferências por rotinas também podem limitar interações. Isso não significa que não desejem amizade, mas que o processo pode exigir mais esforço e compreensão mútua.

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 Vanessa Oliveira Martins
Psicólogo, Psicanalista
Londrina
Autistas costumam se relacionar de forma diferente dos neurotípicos, muitas vezes preferindo amizades com interações mais diretas e menos emocionalmente confusas. Preferem laços mais profundos e específicos, baseados em interesses em comum. Valorizam vínculos sinceros, mas necessitam de espaço e momentos de isolamento e não sentem o impacto da distância ou do tempo da mesma forma que os outros, o que pode ser interpretado como desinteresse. Podem ter dificuldade em manter a continuidade das amizades também por reconhecerem certos padrões e só conseguir se abrir verdadeiramente com quem se identificam.
No TEA, a construção e manutenção de amizades são desafiadoras porque há dificuldades na percepção e interpretação de sinais sociais sutis, como expressões faciais, entonação e contexto implícito. Essas dificuldades podem levar a mal-entendidos, respostas sociais inadequadas ou retraimento. Além disso, a ansiedade em situações sociais e a necessidade de rotinas previsíveis podem dificultar a flexibilidade necessária para sustentar relacionamentos, tornando mais difícil iniciar, aprofundar e manter vínculos afetivos de forma consistente.

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