Por que a pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) não consegue simplesmente ignorar a obses
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Por que a pessoa com Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) não consegue simplesmente ignorar a obsessão?
A pessoa com TOC não ignora a obsessão porque seu cérebro e suas emoções estão “programados” para tratá-la como uma ameaça real. O cérebro do TOC sinaliza isso como perigo real, mesmo sem evidência.
E o sistema que deveria “desligar o alarme” não funciona direito, a sensação de ameaça não se dissipa.
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Na psicanálise, entende-se que quem o sujeito com pensamento obsessivo não consegue simplesmente “ignorar” a obsessão porque ela não é um pensamento qualquer que a pessoa possa decidir afastar. Freud explicava que a obsessão aparece como uma tentativa de controlar a angústia, o sujeito se agarra àquele pensamento ou ritual porque, de algum modo inconsciente, aquilo o protege de algo mais difícil de encarar. Ignorar o sintoma seria como tirar uma tampa de uma panela de pressão: o medo e a tensão que estão por baixo poderiam vir com força ainda maior. Por isso, mesmo sabendo que o pensamento é exagerado ou sem sentido, a pessoa sente que precisa agir daquela forma para aliviar o desconforto.
Lacan complementa dizendo que o é um jeito que o sujeito encontra para dar ordem ao caos, para tentar dominar o que sente que foge do controle. As repetições e rituais criam uma sensação de segurança, como se servissem para “garantir” que nada ruim vá acontecer. Por isso, pedir para alguém com TOC simplesmente parar ou ignorar a obsessão é inútil, porque ela cumpre uma função importante, mesmo que traga sofrimento. O trabalho analítico pode ser um caminho para ajudar a pessoa a entender o que esse sintoma está tentando resolver por dentro, e, aos poucos, encontrar outras formas de lidar com a angústia sem precisar ficar presa a esses pensamentos ou ações repetitivas.
Lacan complementa dizendo que o é um jeito que o sujeito encontra para dar ordem ao caos, para tentar dominar o que sente que foge do controle. As repetições e rituais criam uma sensação de segurança, como se servissem para “garantir” que nada ruim vá acontecer. Por isso, pedir para alguém com TOC simplesmente parar ou ignorar a obsessão é inútil, porque ela cumpre uma função importante, mesmo que traga sofrimento. O trabalho analítico pode ser um caminho para ajudar a pessoa a entender o que esse sintoma está tentando resolver por dentro, e, aos poucos, encontrar outras formas de lidar com a angústia sem precisar ficar presa a esses pensamentos ou ações repetitivas.
A pessoa com TOC não consegue simplesmente ignorar a obsessão porque esses pensamentos não são voluntários — eles surgem de forma automática e causam uma ansiedade intensa. O cérebro reage como se o conteúdo da obsessão fosse uma ameaça real, mesmo que a pessoa saiba racionalmente que não faz sentido. Essa sensação de urgência e desconforto leva à necessidade de realizar compulsões ou rituais para aliviar o mal-estar. Ou seja, não é falta de força de vontade, e sim um padrão mental muito forte e angustiante. A terapia ajuda a entender esse processo e a desenvolver maneiras mais saudáveis de lidar com esses pensamentos.
Podemos pensa que, pra quem vive o TOC, a obsessão não aparece como um simples pensamento que dá pra “deixar pra lá”. Ela vem carregada de uma sensação intensa de ameaça, culpa ou responsabilidade. A pessoa sente como se precisasse fazer algo para aliviar a angústia que aquilo provoca.
Esses pensamentos acabam se tornando invasivos justamente porque o esforço pra evitá-los os reforça ainda mais.
Ignorar a obsessão pode significar, nesse contexto, sustentar uma ansiedade muito forte e isso não é algo que se faz por simples escolha racional. É algo que precisa ser compreendido, acolhido e trabalhado, pouco a pouco, até que a pessoa consiga perceber outras formas de lidar com o que sente.
Se tiver alguma dúvida, fico a disposição.
Esses pensamentos acabam se tornando invasivos justamente porque o esforço pra evitá-los os reforça ainda mais.
Ignorar a obsessão pode significar, nesse contexto, sustentar uma ansiedade muito forte e isso não é algo que se faz por simples escolha racional. É algo que precisa ser compreendido, acolhido e trabalhado, pouco a pouco, até que a pessoa consiga perceber outras formas de lidar com o que sente.
Se tiver alguma dúvida, fico a disposição.
No TOC, o pensamento obsessivo não chega como uma ideia qualquer. Ele vem junto de uma sensação muito intensa, como se algo ruim realmente pudesse acontecer. A mente reage como se estivesse diante de um perigo real, mesmo quando a pessoa sabe, racionalmente, que aquilo não faz sentido. Por isso, não é simplesmente uma questão de “ignorar”.
A compulsão surge como uma forma de tentar aliviar a ansiedade e o desconforto que esse pensamento causa. E, por alguns instantes, esse alívio acontece, o que acaba reforçando o ciclo.
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