Por que as amizades são tão difíceis com pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

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Por que as amizades são tão difíceis com pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
As amizades podem ser mais desafiadoras com pessoas que têm Transtorno de Personalidade Borderline porque as emoções são vividas de forma muito intensa e os vínculos afetivos costumam ser profundos, mas instáveis. Isso significa que a pessoa pode amar e confiar profundamente em alguém num momento e, pouco tempo depois, sentir raiva, medo ou rejeição dessa mesma pessoa.

Essas oscilações acontecem porque há uma dificuldade em regular emoções e em lidar com o medo de abandono. Pequenas atitudes, como uma demora para responder uma mensagem ou uma mudança no tom de voz, podem ser interpretadas como sinais de rejeição. Isso pode gerar reações impulsivas, afastamentos ou tentativas desesperadas de reaproximação.

Além disso, quem convive com a pessoa pode se sentir emocionalmente sobrecarregado, sem saber como agir ou o que dizer para não magoá-la. Por isso, é essencial que ambos aprendam a comunicar-se de forma clara, validar sentimentos e estabelecer limites com empatia.

Com tratamento adequado e apoio psicoterapêutico, é totalmente possível construir relações mais estáveis, seguras e saudáveis, tanto para a pessoa com TPB quanto para as pessoas ao redor.

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As relações costumam ser intensas porque há uma sensibilidade emocional muito grande. Pequenas mudanças no tom de voz, presença ou atenção podem ser sentidas como sinais de rejeição. Isso pode gerar ciclos de aproximação e afastamento. Não é falta de amor — é o medo de perder o vínculo que muitas vezes desorganiza a relação.
As amizades com pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) são desafiadoras devido à instabilidade emocional, medo intenso de abandono e padrões de vínculo extremos. Pequenos sinais percebidos de rejeição ou distanciamento podem gerar crises emocionais, ciúmes ou desvalorização abrupta, enquanto períodos de idealização tornam a relação intensa e demandante. Além disso, a dificuldade em regular emoções, aceitar limites e interpretar sinais sociais de forma equilibrada torna a amizade mais suscetível a conflitos e desgastes, exigindo paciência, comunicação clara e estratégias de proteção emocional para que o vínculo seja sustentável.

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