Por que é tão comum que pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) enfrentem problem

Por que é tão comum que pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) enfrentem problemas com álcool, drogas ou remédios por conta própria? Como a psiquiatria trata isso?

6 respostas


Perla impulsividade

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Pessoas com Transtorno da Personalidade Borderline podem ter maior dificuldade para regular emoções intensas e, por isso, algumas recorrem ao álcool, drogas ou ao uso inadequado de medicamentos como forma de aliviar o sofrimento. No entanto, isso pode agravar os sintomas e aumentar o risco de complicações. O tratamento envolve uma avaliação psiquiátrica cuidadosa, manejo adequado das medicações quando indicadas e psicoterapia, especialmente abordagens voltadas para regulação emocional. Quando há uso de substâncias, é fundamental tratar as duas condições de forma integrada.

Dra. Brenda Paes Bendassoli

Dra. Brenda Paes Bendassoli

Generalista

São Bernardo do Campo

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É uma dúvida comum compreender a relação entre o Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) e o uso de substâncias. Muitos pacientes podem recorrer ao álcool, drogas ou medicamentos sem orientação como uma tentativa de aliviar emoções intensas, ansiedade, vazio, impulsividade ou sofrimento psicológico. Entretanto, essas estratégias costumam piorar a instabilidade emocional e aumentar riscos. O psiquiatra avalia o padrão de uso, possíveis dependências e sintomas associados, estabelecendo um tratamento integrado com psicoterapia, principalmente abordagens focadas em regulação emocional, além de medicamentos quando indicados e acompanhamento contínuo para reduzir recaídas.


No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), o uso problemático de álcool, drogas ou medicamentos sem orientação médica pode ocorrer como uma tentativa de aliviar emoções intensas, reduzir ansiedade, diminuir sensação de vazio ou buscar uma forma rápida de controle diante do sofrimento. Esse padrão está frequentemente relacionado à impulsividade e à dificuldade de regulação emocional, mas não representa falta de caráter ou ausência de desejo de melhora. O psiquiatra avalia a relação entre o uso de substâncias e os estados emocionais, investigando gatilhos, frequência, consequências, histórico de dependência e possíveis riscos associados. Também são analisados sintomas como ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, crise de ansiedade, ataques de pânico, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e transtorno depressivo. O tratamento envolve uma abordagem integrada, com estratégias para controle de impulsos, desenvolvimento de habilidades de enfrentamento e manejo das emoções sem recorrer às substâncias. A psicoterapia baseada em evidências é fundamental, podendo ser associada ao tratamento medicamentoso quando indicado para sintomas específicos. O acompanhamento psiquiátrico contínuo auxilia na construção de maior estabilidade e redução dos comportamentos de risco.


No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a associação com uso problemático de álcool, drogas ou medicamentos sem orientação médica é explicada pela psiquiatria principalmente pela interação entre impulsividade, sofrimento emocional intenso e dificuldade de regulação das emoções. Muitos pacientes relatam utilizar essas substâncias como uma tentativa de aliviar rapidamente sentimentos como vazio, ansiedade, angústia, raiva, solidão ou pensamentos dolorosos. Esse padrão é chamado de uso como estratégia de enfrentamento disfuncional. A substância pode proporcionar alívio momentâneo, sensação de controle ou desligamento emocional, mas frequentemente piora a instabilidade do humor, aumenta a impulsividade, prejudica relacionamentos e eleva o risco de crises. No consultório, o psiquiatra avalia a relação do paciente com a substância: quando começou, em quais situações ocorre o uso, qual emoção antecede o consumo, quais consequências aparecem depois e se existe dependência ou perda de controle. Também é fundamental investigar sintomas associados, como ansiedade, depressão, traumas, insônia e comportamentos autolesivos. O tratamento não se resume a interromper a substância, mas busca compreender a função que ela desempenhava e oferecer alternativas mais seguras para lidar com o sofrimento. Psicoterapias baseadas em evidências, como a Terapia Dialética Comportamental (TDC), trabalham regulação emocional, tolerância ao desconforto e controle de impulsos. Quando necessário, o psiquiatra pode utilizar medicações específicas para sintomas associados, sempre com avaliação individualizada. O objetivo é ajudar o paciente a desenvolver formas mais saudáveis de lidar com emoções intensas, recuperar autonomia e reduzir comportamentos de risco, tratando de maneira integrada sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, burnout, transtorno de ansiedade, transtornos de humor, transtorno depressivo, transtorno do pânico e TDAH em adultos, quando presentes.


O uso de álcool, drogas ou medicamentos por conta própria é relativamente frequente em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) devido à tentativa de reduzir emoções intensas e difíceis de controlar. Muitos pacientes apresentam elevada sensibilidade emocional, impulsividade, sensação de vazio, ansiedade intensa, irritabilidade e sofrimento relacionado a conflitos interpessoais. Nesse contexto, algumas substâncias podem ser utilizadas como uma forma rápida de aliviar angústia, diminuir pensamentos dolorosos ou tentar controlar estados emocionais extremos. A psiquiatria compreende esse comportamento como uma estratégia inadequada de enfrentamento, frequentemente associada à dificuldade de regulação emocional e controle de impulsos, e não apenas como falta de vontade ou escolha consciente. A avaliação investiga padrão de uso, função da substância, risco de dependência, comportamentos impulsivos e presença de sintomas como depressão, ansiedade, crise de ansiedade, ataques de pânico, transtornos de humor e TDAH em adultos. O tratamento envolve abordagem integrada, com psicoterapia especializada, especialmente terapias focadas em regulação emocional e prevenção de recaídas, além de acompanhamento psiquiátrico quando necessário. As medicações podem ser utilizadas para sintomas específicos, como ansiedade, depressão, impulsividade ou alterações do humor, mas o objetivo principal é desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com emoções intensas e melhorar a qualidade de vida.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.