Por que quem fez transplante de córnea não pode doar sangue? Tenho mais de 20 anos de transplante e

2 respostas
Por que quem fez transplante de córnea não pode doar sangue? Tenho mais de 20 anos de transplante e falaram que nunca poderei doar. No caso do HIV do RJ os únicos que não se contaminaram foram os que receberam as córneas, o que mostra a segurança do transplante. Não faço uso nennhum de medicamento de rejeição...
Entendo sua preocupação. A razão pela qual pessoas que passaram por um transplante de córnea não podem doar sangue está relacionada a regras de segurança e saúde pública. Após um transplante de órgão, há um risco aumentado de infecções e outras complicações que podem ser transmitidas através do sangue. Além disso, o uso de medicamentos imunossupressores, que são essenciais para evitar a rejeição do transplante, pode afetar a qualidade do sangue.

Sobre o caso do HIV no RJ, é verdade que os receptores de córneas não se contaminaram, o que demonstra a segurança do transplante de córnea em si. No entanto, as regras de doação de sangue são mais amplas e visam proteger tanto os doadores quanto os receptores.

Se você tem mais de 20 anos sem uso de medicamentos imunossupressores, talvez valha a pena conversar com seu médico para obter uma avaliação mais detalhada e específica ao seu caso. Eles poderão fornecer orientações mais precisas com base na sua situação particular.

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Dr. Marcos Paulo Cruvinel
Médico clínico geral, Hematologista
Frutal
Mesmo após muitos anos e sem uso de imunossupressores, quem fez transplante de córnea é permanentemente impedido de doar sangue por uma questão de segurança transfusional e não por risco pessoal. A restrição existe porque a córnea é um tecido que pode transmitir infecções virais de difícil rastreio, principalmente a doença de Creutzfeldt-Jakob, a forma humana do “mal da vaca louca”, causada por príons, agentes infecciosos que não são detectados nos exames de triagem do sangue. Como não há método seguro para excluir completamente esse risco, as normas da Anvisa e da Organização Mundial da Saúde mantêm o transplante de tecidos como critério de inaptidão definitiva para doação. No caso do HIV citado, o fato de os receptores de córnea não terem se infectado reforça a segurança do processo de transplante em si, mas a restrição para doação de sangue continua sendo uma medida de precaução populacional, já que o sangue é distribuído para múltiplos receptores e qualquer risco residual, mesmo mínimo, é considerado inaceitável. Ou seja, você não está impedido por estar doente ou usar medicação, mas porque as normas priorizam o princípio da precaução máxima na triagem de doadores.

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