Quais são os desafios e benefícios de praticar mindfulness com Transtorno de Personalidade Borderlin

3 respostas
Quais são os desafios e benefícios de praticar mindfulness com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
 Lívia Vernaci Estrella
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Oi, tudo bem?
A prática de mindfulness ou atenção plena pode ser extremamente benéfica para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pois é uma prática que envolve estar totalmente presente no momento, com consciência aberta e sem julgamento. Em vez de se perder em pensamentos sobre o passado ou preocupações com o futuro, o mindfulness convida a pessoa a observar o que está acontecendo agora — seja no corpo, na mente ou no ambiente.
No entanto, também apresenta desafios específicos que precisam ser considerados com cuidado. Os obstáculos que podem surgir:
- Desregulação emocional intensa: pode dificultar o engajamento inicial na prática, especialmente em momentos de crise.
- Autocrítica excessiva: pessoas com TPB podem interpretar pensamentos ou emoções como “errados”, o que vai contra o princípio do mindfulness de não julgamento.
- Dificuldade de manter consistência: altos níveis de sofrimento emocional podem interferir na regularidade da prática.
- Sensação de vulnerabilidade: o contato com emoções internas pode ser desconfortável ou até desencadear crises se não houver suporte adequado.

A recomendação aqui, é que você inicie com acompanhamento terapêutico, com práticas curtas. Eu sou instrutora de mindfulness e estou à disposição caso queira iniciar um acompanhamento.
Um abraço

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 Ana Carolina Burato de Sá
Psicólogo
São Paulo
O mindfulness pode trazer diversos benefícios, desde a concentração, o relaxamento, o direcionamento de atenção e foco, o que tende a contribuir para estados de ansiedade. Ocorre que muitas vezes por ter o apego ao outro, e muitas vezes até as emoções intensas, podem levar a pessoa a ter uma falsa sensação de que coisas que ela fizer sozinha não vão vão lhe ajudar. E até mesmo os valores da cultura ocidental que vivemos, como o imediatismo, o consumismo e ansiedade (querer o quanto antes) estimulam esse tipo de sentimento. Entretanto, a media que se pratica o mindfulness, a habilidade vai sendo cada vez mais desenvolvida e fluída, e vai sendo cada vez mais fácil praticar, além do que é possível sentir os efeitos desde as primeiras vezes.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A prática de mindfulness pode trazer benefícios importantes para pessoas que convivem com o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), mas também pode apresentar alguns desafios no início do processo. O TPB costuma envolver uma sensibilidade emocional muito intensa, mudanças rápidas de humor e uma sensação interna que, às vezes, parece difícil de regular. Nesse contexto, a atenção plena pode ajudar a desenvolver maior consciência sobre o que está acontecendo internamente no momento presente, permitindo perceber pensamentos, emoções e impulsos antes que eles levem a reações mais impulsivas.

Um dos benefícios mais citados na prática clínica é justamente o aumento dessa consciência emocional. Quando a pessoa aprende a notar com mais clareza o surgimento de emoções fortes, pode começar a criar um pequeno espaço entre o que sente e a forma como reage. Isso pode ajudar, por exemplo, a reduzir comportamentos impulsivos, melhorar a capacidade de tolerar emoções difíceis e fortalecer a percepção de si mesma em momentos de maior instabilidade emocional.

Ao mesmo tempo, alguns desafios podem aparecer no início. Para algumas pessoas com TPB, parar e observar a própria experiência interna pode ser desconfortável, especialmente quando emoções intensas ou lembranças dolorosas surgem. Nesses casos, a prática de mindfulness costuma ser introduzida de forma gradual dentro de um processo terapêutico estruturado, justamente para que a pessoa desenvolva essas habilidades com apoio e segurança.

Enquanto você reflete sobre isso, talvez seja interessante observar algumas coisas na sua própria experiência. Quando emoções intensas aparecem, você percebe rapidamente o que está sentindo ou elas parecem tomar conta de tudo muito rápido? Já tentou alguma prática de atenção plena antes, e como foi essa experiência? E quando tenta apenas observar o que está acontecendo dentro de você, sem reagir imediatamente, o que costuma acontecer?

Essas nuances ajudam bastante a compreender como cada pessoa vivencia suas emoções e quais estratégias podem ser mais úteis no processo terapêutico. Caso precise, estou à disposição.

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