Quaisquer tipos de esquizofrenia, sejam catatônica, hebefrênica, paranoide, etc. Causam danos permanentes

2 respostas
Quaisquer tipos de esquizofrenia, sejam catatônica, hebefrênica, paranoide, etc. Causam danos permanentes ao cérebro? Se sim, quais seriam esses danos? Mesmo que o paciente não tome mais remédios, esteja sadio, ou até mesmo o paciente que esteja em tratamento e não tem mais sintomas da doença?
Dra. Clarisse Moreno Farsetti
Psiquiatra
São Paulo
Todos os tipos de esquizofrenia podem causar danos ao cérebro principalmente após os surtos psicóticos. Um fatos que influencia bastante é o tratamento adequado que pode diminuir esses danos segundos estudos mais recentes. Estudos também mostram que o uso da medicação aumenta o tempo entre um surto e outro e também a duração desses sintomas. Esse é o principal objetivo do tratamento de manutenção, ou seja , tomar a medicação mesmo se sentindo bem. Podemos ter danos na memória de trabalho , na velocidade de pensamento e nas funções superiores ( execução, planejamento de problemas) Em exames de imagens notamos redução da parte branca do cérebro, que é onde fica o corpo celular dos neurônios ( ou seja redução de conexões cerebrais ) Espero ter ajudado!

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Dr. Thiago Reis
Psiquiatra
Teresina
50% dos diagnosticados com esquizofrenia mantém-se socialmente funcionais, uma pequena taxa considera-se que teve apenas um episódio psicótico e portanto apresentou cura. Está-se abandonando os conceitos de esquizofrenia paranóide, hebefrênica, etc. No geral, os principais déficits ocorrem nos primeiros 5 anos, tendo-se identificado sinais de atrofia cerebral, distúrbios da conectividade cerebral e redução no desempenho de testes neuropsicológicos; no entanto, a ocorrência desses déficits é variável e espera-se que sejam menos prováveis e intensos naqueles que tinham um funcionamento melhor previamente à ocorrência da doença. O uso das medicações não é preditor de funcionamento social, o principal preditor são os sintomas negativos da doença. Principalmente na primeira crise, os remédios previnem novos episódios, sendo que há evidências conflitantes acerca da influência deles na estrutura cerebral, que ao longo do tempo pode recuperar-se pelo menos parcialmente, naturalmente

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