Qual a dosagem máxima para alprazolam? Tomo a medicação a 13 anos, porém notei que ultimamente as cr
Qual a dosagem máxima para alprazolam? Tomo a medicação a 13 anos, porém notei que ultimamente as crises de Pânico não tem diminuído com os 1mg habituais, sendo assim passei para 1,5mg e hoje tive de tomar 2mg, meu psiquiatra não quer mudar a medicação... Até hoje não notei nenhum problema de memória ou qualquer outro sintoma, apenas a abstinência muito forte após 6 a 8 horas sem a medicação
3 respostas
Olá. O Alprazolam é uma medicação da família dos benzodiazepínicos (clonazepam, bromazepam, etc.) e como um todo podem causar dependência química. Um dos principais componentes disso é a formação de tolerância, quando o efeito da substância passa a ficar reduzido com doses que antes eram efetivas. Isso pode ocorrer independentemente do tempo de uso, mas via de regra quanto mais tempo maior o risco. É importante que consulte seu médico sobre a possibilidade de troca por uma medicação sem esse risco. Espero ter ajudado.
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Recomendável a troca da medicação. Ele tem vida média curta e facilita a dependência da droga. Vale a pena trocar por outra da mesmo grupo químico de vida média mais longa com menos risco de dependência, por exemplo clonazepam ou diazepam. Abraço,
Essa é uma dúvida bastante frequente na prática psiquiátrica. O alprazolam é um benzodiazepínico utilizado no tratamento de ansiedade e transtorno do pânico, com efeito rápido, porém com risco de tolerância e dependência ao uso prolongado. Em termos gerais, a dose máxima habitual em adultos pode chegar a aproximadamente 4 mg por dia para transtorno do pânico, podendo variar conforme protocolos e avaliação médica individual. No entanto, mais importante do que a “dose máxima teórica” é o fato de que, após uso prolongado (como no seu caso, 13 anos), é comum ocorrer tolerância, ou seja, necessidade de doses maiores para obter o mesmo efeito, além de dependência fisiológica, o que explica a abstinência após 6–8 horas. Esse padrão que você descreve (redução do efeito, aumento progressivo da dose e sintomas de abstinência entre doses) é um fenômeno bem conhecido na prática clínica e indica que o organismo está adaptado ao medicamento. Além disso, o uso crônico de benzodiazepínicos pode, mesmo sem sintomas evidentes no início, estar associado a impactos sutis em memória, atenção, energia, qualidade do sono e regulação emocional, especialmente em longo prazo. O ponto mais importante não é apenas aumentar a dose, mas reavaliar a estratégia de tratamento do transtorno de pânico. Em geral, diretrizes atuais priorizam antidepressivos (como ISRS ou IRSN) e psicoterapia (especialmente TCC) como base do tratamento, deixando benzodiazepínicos para uso temporário ou adjuvante. Por isso, é interessante discutir novamente com seu psiquiatra uma reavaliação do plano terapêutico, não apenas ajuste de dose, mas também alternativas para reduzir a dependência e melhorar o controle das crises de forma mais estável e segura.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


