Quem é mais preciso para detectar inflamação referente à RCU (tratamento com Simponi): PCR ou VHS ?
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respostas
Quem é mais preciso para detectar inflamação referente à RCU (tratamento com Simponi): PCR ou VHS ? O meu PCR veio normal mas o VHS veio aumentado.
O exame PCR mede rapidamente se há uma inflamação ativa no corpo, enquanto o Velocidade de Hemossedimentação (VHS) mostra se há um processo inflamatório mais antigo ou contínuo. A PCR costuma subir e descer mais rápido com a inflamação, ao passo que a VHS demora mais para se elevar e mais para voltar ao normal.
Se você está com a PCR normal mas a VHS elevada, isso pode significar que não há uma inflamação aguda intensa agora, mas pode haver algum grau de inflamação persistente ou “residual” que a VHS está captando. Aconselho a tirar essa dúvida com seu médico pois ele é o que entende melhor o que está acontecendo com você.
Se você está com a PCR normal mas a VHS elevada, isso pode significar que não há uma inflamação aguda intensa agora, mas pode haver algum grau de inflamação persistente ou “residual” que a VHS está captando. Aconselho a tirar essa dúvida com seu médico pois ele é o que entende melhor o que está acontecendo com você.
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Os dois exames medem inflamação, mas de forma diferente:
• PCR: reflete inflamação recente e aguda.
• VHS: mostra inflamação mais lenta e crônica.
Em quem usa Simponi (golimumabe), o PCR costuma normalizar antes, enquanto o VHS pode permanecer elevado mesmo com melhora clínica. O médico avalia os dois em conjunto com os sintomas.
• PCR: reflete inflamação recente e aguda.
• VHS: mostra inflamação mais lenta e crônica.
Em quem usa Simponi (golimumabe), o PCR costuma normalizar antes, enquanto o VHS pode permanecer elevado mesmo com melhora clínica. O médico avalia os dois em conjunto com os sintomas.
Excelente pergunta, que demonstra um conhecimento preciso sobre a monitorização da Retocolite Ulcerativa (RCU), especialmente sob terapia biológica.
Em relação à detecção de inflamação na RCU (e em outras Doenças Inflamatórias Intestinais - DII), e a diferença entre os marcadores PCR e VHS, a resposta é baseada na cinética e especificidade de cada marcador.
Analisando o seu Resultado:
PCR Normal e VHS Aumentado: Este é um achado comum em pacientes com RCU e, em alguns casos, pode significar:
Inflamação Leve/Localizada: O PCR pode não se elevar em RCU que está limitada ao reto (proctite) ou em inflamações muito leves.
RCU Controlada, VHS Residual: Devido à sua cinética lenta, o VHS pode permanecer elevado por mais tempo, mesmo que o Simponi esteja agindo e controlando a inflamação. O PCR, por ser normal, sugere uma inflamação sistêmica controlada.
Influência do Tratamento Biológico: O próprio tratamento com anti-TNF (como o Simponi) pode influenciar a forma como o corpo produz esses marcadores.
Quem é mais Preciso?
Para monitorar a atividade inflamatória sistêmica na RCU, especialmente em pacientes em uso de imunobiológicos, o PCR é geralmente o marcador mais preciso e preferido nas diretrizes de Gastroenterologia. Um PCR normal sugere um bom controle da inflamação sistêmica.
No entanto, o padrão ouro para monitorar a atividade da RCU é a avaliação endoscópica (colonoscopia ou retossigmoidoscopia), que verifica a cicatrização da mucosa.
A Próxima Etapa do Acompanhamento:
Apesar do PCR normal, a elevação do VHS exige atenção.
Para termos certeza do real estado da sua RCU sob Simponi, é essencial que seu médico solicite exames complementares, principalmente a calprotectina fecal, que é o marcador mais sensível para inflamação intestinal. Agende sua consulta para avaliarmos em conjunto o seu perfil de exames e definirmos a próxima etapa de monitoramento!
Em relação à detecção de inflamação na RCU (e em outras Doenças Inflamatórias Intestinais - DII), e a diferença entre os marcadores PCR e VHS, a resposta é baseada na cinética e especificidade de cada marcador.
Analisando o seu Resultado:
PCR Normal e VHS Aumentado: Este é um achado comum em pacientes com RCU e, em alguns casos, pode significar:
Inflamação Leve/Localizada: O PCR pode não se elevar em RCU que está limitada ao reto (proctite) ou em inflamações muito leves.
RCU Controlada, VHS Residual: Devido à sua cinética lenta, o VHS pode permanecer elevado por mais tempo, mesmo que o Simponi esteja agindo e controlando a inflamação. O PCR, por ser normal, sugere uma inflamação sistêmica controlada.
Influência do Tratamento Biológico: O próprio tratamento com anti-TNF (como o Simponi) pode influenciar a forma como o corpo produz esses marcadores.
Quem é mais Preciso?
Para monitorar a atividade inflamatória sistêmica na RCU, especialmente em pacientes em uso de imunobiológicos, o PCR é geralmente o marcador mais preciso e preferido nas diretrizes de Gastroenterologia. Um PCR normal sugere um bom controle da inflamação sistêmica.
No entanto, o padrão ouro para monitorar a atividade da RCU é a avaliação endoscópica (colonoscopia ou retossigmoidoscopia), que verifica a cicatrização da mucosa.
A Próxima Etapa do Acompanhamento:
Apesar do PCR normal, a elevação do VHS exige atenção.
Para termos certeza do real estado da sua RCU sob Simponi, é essencial que seu médico solicite exames complementares, principalmente a calprotectina fecal, que é o marcador mais sensível para inflamação intestinal. Agende sua consulta para avaliarmos em conjunto o seu perfil de exames e definirmos a próxima etapa de monitoramento!
Especialistas
Lilian Santos Cardoso Gontijo
Especialista em clínica médica, Médico clínico geral
Belo Horizonte
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