Queria entender porque uma mãe gosta mais de um filho do que de outros. Somos em 3 irmãos e 2 irmãs,

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Queria entender porque uma mãe gosta mais de um filho do que de outros. Somos em 3 irmãos e 2 irmãs, minha mãe tem preferência apenas por 1. Dá de tudo pra esse irmão e pros outros nada. Tenho 31 anos não fui criada por ela e sim por minha tia paterna. Fico chateada com essa preferência. Como lidar com isso?
É compreensível que essa situação gere tristeza, mágoa e sensação de injustiça. Quando um filho percebe preferência clara dentro da família, especialmente quando houve afastamentos ou rupturas no cuidado, como não ter sido criado pela mãe, isso pode tocar profundamente na sensação de pertencimento e valor pessoal.

As preferências parentais costumam estar ligadas a histórias, limitações emocionais, expectativas e vínculos que se formam ao longo da vida, e nem sempre refletem o valor real de cada filho. Ainda assim, o impacto emocional para quem vive essa experiência é legítimo e merece cuidado.

Lidar com essa dor passa, muitas vezes, por reconhecer o que essa ausência ou desigualdade despertou, separar o próprio valor das escolhas da mãe e encontrar formas mais saudáveis de se posicionar emocionalmente diante dessa relação. O acompanhamento psicológico pode ser um espaço importante para elaborar essas vivências, compreender seus efeitos hoje e construir caminhos de cuidado consigo mesmo, independentemente das atitudes maternas.

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 Maria Fernanda Talarico
Psicanalista, Psicólogo
Paraty
O que você descreve traz um sofrimento legítimo, porque toca em algo muito sensível. O desejo de ser vista, escolhida e reconhecida por quem ocupa o lugar de mãe é comum a todos nós. Quando percebemos diferenças no cuidado ou na atenção, é natural que isso gere tristeza, confusão e sentimentos de injustiça.

O que importa aqui é como essa experiência foi sentida por você e os efeitos que ela produziu ao longo da sua vida. Isso marca profundamente a forma como esse vínculo é vivido e também como isso reflete em você e em suas outras relações.

Embora nem sempre seja possível mudar a posição da mãe ou obter dela o reconhecimento esperado, é possível construir um caminho para que esse sofrimento não continue determinando sua relação consigo mesma. A análise pode ser um espaço importante para elaborar essas faltas, dar lugar ao que ficou sem palavra e encontrar maneiras mais cuidadosas de se posicionar diante dessa história. Fica minha indicação de que procure um analista para iniciar um acompanhamento.

Olá, boa tarde.

Essa questão envolve mais sua percepção do que a preferência de sua mãe. Lidar com questões sobre o que essas situações significam para ti. Digo isso, pois é possível que sua mãe não deixe de preferir um de seus irmãos. Seu processo de cura precisará ir para o seu lado pessoal.

O que significa não ter a preferência de sua mãe? O que diz sobre você? Indagações voltadas sobre sua percepção do fato são mais valiosas nesse tipo de caso.
É compreensível que isso te machuque, porque a preferência explícita de uma mãe toca direto em necessidades muito básicas de reconhecimento, cuidado e pertencimento. Talvez um ponto importante seja se perguntar o que exatamente você sente falta de receber dessa mãe hoje, se é afeto, validação, presença, cuidado material ou simplesmente sentir que tem um lugar. A partir disso, vale refletir se isso é algo que ela, do jeito que é e com os limites que apresenta, consegue oferecer ou se essa expectativa acaba te colocando repetidamente em um lugar de frustração. Nem sempre conseguimos mudar a forma como um pai ou uma mãe se posiciona, e reconhecer isso não significa concordar ou achar justo, mas sim alinhar expectativas com o que é possível. Quando aquilo que se espera não pode ser construído ali, buscar esse apoio em outras relações, vínculos, atividades ou espaços onde você se sinta vista e cuidada pode ser uma forma de se proteger emocionalmente. Elaborar essa dor também passa por reconhecer a história que você viveu, inclusive o fato de ter sido criada por outra pessoa, e o impacto disso na forma como você se sente hoje. A terapia pode ajudar muito nesse processo de entender essa falta, ressignificar esse vínculo e fortalecer o cuidado consigo mesma, sem depender exclusivamente de algo que talvez essa mãe não consiga oferecer.
Seria preciso conhecer a história de vida familiar e como foi para você crescer assim. Isso só seria possível na psicoterapia, certamente há muito conteúdo, acontecimentos, sentimentos, percepções envolvidos. Sugiro que considere iniciar uma terapia.
O que você descreve é mais comum do que parece, especialmente em pessoas jovens, comprometidas e com desejo de crescimento. Sentimentos persistentes de apatia, ansiedade e medo costumam surgir quando há um desencontro entre esforço, expectativas e possibilidades reais no momento, o que pode gerar a sensação de estagnação e de que “há algo errado consigo”, mesmo não havendo.

O trabalho em home office por longos períodos, a falta de perspectivas claras de crescimento e as preocupações com o futuro podem impactar significativamente o estado emocional. Isso não significa fraqueza nem falha pessoal, mas um sinal de que algo na sua rotina, no contexto de vida ou nas suas demandas internas precisa ser olhado com mais cuidado.

Quando esses sentimentos se mantêm ao longo do tempo e começam a limitar a vida, buscar ajuda profissional pode ajudar a compreender o que está acontecendo e a encontrar caminhos mais saudáveis. Você não está sozinha nisso, e há formas de trabalhar esse sofrimento.

Esse caso é importante colocar, você não está colocando colocando da TCC, você poderia colocar que a TCC poderia fundamental para ajudar com com os pensamentos, com os sentimentos, com a cognição. Caralho velho, é uma é uma pra você produzir uma resposta para o site da doutorália, também fazendo minha divulgação do trabalho. Não pode ser uma coisa neutra.

Entendi. Vou responder como você, no padrão Doctoralia, com TCC explícita, linguagem humana, sem neutralidade excessiva e sem exagero comercial.

Texto final para postar:

Olá. O que você descreve é mais comum do que parece, especialmente em pessoas jovens, comprometidas e com desejo de crescimento. A combinação de apatia, ansiedade, medo e sensação de estagnação costuma estar muito ligada à forma como estamos interpretando o trabalho, o futuro e a nós mesmos, e não necessariamente a algo “errado” com você.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalhamos exatamente essa relação entre pensamentos, emoções e comportamento. Pensamentos como “não consigo avançar”, “estou presa” ou “há algo errado comigo” tendem a intensificar a ansiedade, a desmotivação e a sensação de bloqueio, criando um ciclo difícil de romper sozinha. A TCC ajuda a identificar esses padrões de pensamento, compreender o impacto emocional deles e construir formas mais realistas e funcionais de lidar com o momento atual, além de favorecer ações concretas alinhadas com seus objetivos profissionais e pessoais.

Quando esse tipo de sofrimento se mantém ao longo do tempo, buscar acompanhamento psicológico pode ser um passo importante para retomar clareza, direção e senso de capacidade. Você não está sozinha, e esse quadro tem tratamento.

Queria entender porque uma mãe gosta mais de um filho do que de outros. Somos em 3 irmãos e 2 irmãs, minha mãe tem preferência apenas por 1. Dá de tudo pra esse irmão e pros outros nada. Tenho 31 anos não fui criada por ela e sim por minha tia paterna. Fico chateada com essa preferência. Como lidar com isso?

Olá. Esse tipo de situação é muito mais comum do que se imagina e costuma gerar muita dor, confusão e sentimento de injustiça nos filhos que não recebem o mesmo cuidado. A preferência de um pai ou de uma mãe por um filho geralmente não tem relação com o valor dos outros, mas com a história emocional dessa mãe, seus limites afetivos, repetições familiares e, muitas vezes, com necessidades emocionais não resolvidas dela própria.

Quando há um filho preferido, os outros costumam crescer com sentimentos de rejeição, tristeza, raiva ou a sensação de que nunca foram suficientes. O fato de você não ter sido criada por ela e perceber esse favoritismo naturalmente intensifica esse sofrimento, e é compreensível que isso ainda te afete aos 31 anos.

Na Terapia Cognitivo-Comportamental, trabalhamos exatamente o impacto dessas experiências nos pensamentos e emoções atuais. Crenças como “não sou importante”, “não fui escolhida” ou “tem algo errado comigo” podem se formar a partir dessa vivência e continuar influenciando relações, autoestima e decisões na vida adulta. A TCC ajuda a identificar esses padrões, diferenciar o que pertence à história da mãe do que define quem você é e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com essa dor, sem negar o sentimento nem se aprisionar a ele.

Lidar com isso passa por validar a sua chateação, reconhecer limites reais dessa relação e construir referências emocionais mais seguras para si. Um acompanhamento psicológico pode ser muito importante para elaborar essa ferida, fortalecer sua autoestima e reduzir o impacto desse favoritismo na sua vida atual. Você não está exagerando no que sente, e isso pode ser cuidado.
Os vínculos não se constroem de forma igual porque as histórias, os encontros e as circunstâncias nunca são iguais. Cada filho nasce em um momento diferente da vida dessa mulher, em contextos emocionais, relacionais e materiais distintos, e isso atravessa o modo como ela se vincula. Quando uma mãe prefere um filho ou não consegue se vincular da mesma forma a outro, isso fala sobre ela, sua história, seus limites emocionais e as condições em que essa maternagem foi possível, e não necessariamente sobre o valor dos filhos. Nem sempre o vínculo acontece como idealizamos.
Isso não torna a preferência justa ou menos dolorosa, mas ajuda a compreender que ela não nasce de uma falha pessoal de quem foi menos escolhido. Lidar com essa realidade pode significar aceitar os limites desse vínculo, sem negar a dor que eles causam.

Esse processo costuma envolver um luto importante: o luto pela mãe idealizada, pela relação que se desejou e não foi possível. A partir daí, torna-se possível deslocar o eixo da própria identidade, deixando de buscar incessantemente esse reconhecimento e construindo referências de afeto, pertencimento e valor em outros vínculos e em si mesma.

A terapia pode ser um espaço fundamental para sustentar esse movimento: compreender o que não depende de você, elaborar a ferida da rejeição sem transformá-la em identidade, e encontrar formas mais livres de se posicionar diante dessa mãe, com menos culpa, menos expectativa e mais cuidado consigo.

Reconhecer que nem todas as conexões se dão não apaga a dor. Mas pode evitar que ela continue sendo vivida como uma sentença sobre quem você é. Indico o livro da Elisama Santos chamado Mesmo Rio
Olá! É muito doloroso perceber essa diferença, e faz sentido que isso te machuque. Quando há preferência clara entre irmãos, a ferida costuma ser profunda porque toca em algo básico: a necessidade de ser vista, amada e reconhecida pela própria mãe. Ainda mais no seu caso, que não foi criada por ela — isso pode reativar sentimentos antigos de abandono, rejeição ou de “não ser suficiente”, mesmo que racionalmente você saiba que não é isso. Mas é importante lembrar: a preferência dela fala sobre as limitações emocionais dela, não sobre o seu valor. Alguns pais projetam expectativas, culpas, histórias mal resolvidas ou vínculos de dependência em um filho específico. Isso não é justo, mas também não é algo que você tenha poder de mudar sozinha. O que está ao seu alcance é cuidar da sua ferida, não tentar conquistar um lugar que talvez ela não consiga oferecer. Validar sua dor, fortalecer sua autoestima e, se possível, trabalhar isso em terapia ajuda a separar: “a mãe que eu tive” de “quem eu sou”. Você não recebeu o que precisava, mas isso não define o seu valor nem sua capacidade de construir relações mais saudáveis hoje. Procure um psicólogo para ajudar a lidar melhor com tudo isso.
Olá, tudo bem?

Imagino como deve ser difícil passar por essa situação. Isso pode acontecer por diferentes motivos, sendo a identificação um deles. Por isso, seria importante avaliar o contexto como um todo, assim como realizar uma análise cuidadosa da sua história de vida. A partir dessa compreensão, seria possível delinear um plano de trabalho adequado.
Olá, tudo bem? Lamento que você tenha sido tratado de forma tão diferente de seu irmão. Muitas questões podem motivar essa preferência. Em todas nossas relações, precisamos entender que não conseguimos controlar a outra pessoa, apenas escolhemos como reagir às ações dela. Dessa forma, é possível que você não consiga mudar esse jeito da sua mãe, portanto, é importante você elaborar a sua mente e seus sentimentos para não se machucar com essas ações dela. Acredito que a psicoterapia pode ser um bom espaço para você. Nela, você poderá entender melhor o que você se sente com essa situação, e descobrir como você pode buscar outros prazeres. Não existe resposta pronta. Caso você opte por tentar o processo, estou disponível para te acompanhar.
 Gisele Rodrigues
Psicólogo
Florianópolis
Olá. Sinto muito que você se sinta chateada com essa situação. As relações entre mães e filhos são atravessadas por muitas questões — desde a história pessoal dela, possíveis identificações com um filho e também dificuldades na relação com outros.
É importante dizer que isso não tem relação com o seu valor enquanto pessoa ou enquanto filha.

Penso que a forma de lidar com essa vivência passa por ter um espaço para entrar em contato com seus sentimentos e elaborar o impacto que isso teve em você. A partir desse contato, é possível ganhar mais clareza sobre si mesma e sobre a situação, e assim encontrar respostas e possibilidades de ação.
A psicoterapia pode ajudar a dar lugar a esses sentimentos, sem negar a dor, e a construir formas mais cuidadosas de lidar com essa realidade.
A preferência explícita de uma mãe por um filho costuma gerar dor profunda, sensação de rejeição e injustiça, especialmente quando isso se repete ao longo da vida. É importante dizer com clareza: essa dinâmica fala mais sobre as limitações emocionais dela do que sobre o valor dos filhos. Muitas mães reproduzem padrões inconscientes - favoritismo ligado a identificação, dependência emocional, culpa, história pessoal ou dificuldades de vínculo - e acabam criando relações desiguais sem perceber (ou sem conseguir mudar).
Ter sido criada por outra figura cuidadora, como sua tia, pode ter te protegido em alguns aspectos, mas não elimina a ferida materna: a falta de reconhecimento, cuidado e pertencimento ainda dói, mesmo na vida adulta. Tentar “conquistar” esse amor ou se comparar ao irmão favorito costuma só aprofundar o sofrimento.
Lidar com isso envolve elaborar o luto da mãe que você não teve, fortalecer seu valor interno e construir limites emocionais para não seguir se ferindo nessa relação. A psicoterapia ajuda a trabalhar essa ferida de origem, ressignificar a história e evitar que esse padrão afete sua autoestima e seus vínculos atuais.
Se essa preferência ainda te machuca e impacta sua vida emocional, posso te acompanhar em psicoterapia com acolhimento e profundidade para cuidar dessa dor, fortalecer sua identidade e construir relações mais justas e seguras para você. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Olá, como vai?
Imagino o quanto foi angustiante passar anos de sua vida tendo consciência dessa situação. E infelizmente, o primeiro passo é aceitar que a mãe que você tem não é a mãe idealizada. Ela pode até mudar um pouco, em demonstrar mais afeto a você e aos seus irmãos, mas o irmão eleito vai continuar como eleito. Você pode aprender a lidar com isso a partir de psicoterapia psicanalítica, conversando com um psicólogo que te acolha e ouça seu sofrimento e te ajude a compreender o seu lugar na família e no mundo.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
 Lucas Teixeira
Psicólogo
Belo Horizonte
Na psicanálise, a preferência de uma mãe por um filho não costuma falar do “valor” dos outros, mas dos lugares inconscientes que cada um ocupa para ela. Um filho pode encarnar um ideal, reparar frustrações, sustentar fantasias ou funcionar como apoio narcísico. Isso não é justo, mas é humano — e profundamente doloroso para quem fica de fora.
Quando você não foi criada por ela, essa ferida tende a tocar abandono e desamparo. Lidar com isso passa menos por tentar ser escolhida e mais por elaborar o luto pela mãe que não pôde oferecer cuidado de forma igual. Em análise, é possível separar a falta dela do seu valor como filha.

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