Rivotril é bom para quem tem sindróme do pânico?

Rivotril é bom para quem tem sindróme do pânico?

2 respostas


O Transtorno de Pânico é habitualmente tratado com medicações antidepressivos, em especial os inibidores seletivos de receptação de serotonina (medicações como fluoxetina, sertralina, citalopram, escitalopram, fluvoxamina, entre outras). Alguns médicos recomendam o uso de medicações conhecidas como benzodiazepínicos, em especial o rivotril, como uma forma de tentar reduzir o incômodo e o desconforto do quadro agudo de pânico, enquanto não ocorre o efeito de forma suficiente do antidepressivo. Essa prática tem um lado bom, que é o alívio do desconforto agudo, mas não é comum a todos os profissionais e todos os casos, tanto pelos riscos do uso da medicação a longo prazo (Risco de demência com uso prolongado de rivotril), como porque existe uma influência controversa de medicações benzodiazepínicas em pacientes que fazem tratamento concomitante com medicações e psicoterapia. Além disso, muitas vezes o uso de técnicas não-medicamentosas podem tornar desnecessário o uso do rivotril.

Obtenha respostas com a consulta online

Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.


O tratamento padrão para transtorno de pânico é feito com antidepressivos, principalmente os inibidores da recaptação da serotonina. Entretanto, esses medicamentos demoram alguns dias para fazer efeito - mas são eles que irão manter o paciente bem a médio e longo prazo. Por conta dessa latência inicial, muitas vezes associamos algum benzodiazepínico nos primeiros dias. Os "calmantes" (como o Rivotril) têm um efeito mais rápido e trazem um alívio momentâneo, mas não tratam o problema de base e não devem ser usados por muito tempo. Uma analogia que podemos fazer é com a amidalite bacteriana. O analgésico traz um efeito imediato, mas quem trata de fato a infecção é o antibiótico. Mecanismo semelhante acontece no pânico. É importante também verificar os fatores psicológicos e sociais associados ao quadro, e muitas vezes recomendamos psicoterapia. Sugiro consultar o seu psiquiatra para uma avaliação abrangente e a prescrição de um tratamento apropriado.

Ainda procurando respostas? Faça uma nova pergunta

  • • A pergunta é anônima

  • • Faça uma pergunta específica

  • • A pergunta vai para especialistas, não para um médico específico

  • • Não substitui uma consulta médica

  • • Não serve para confirmar diagnósticos

  • • Não publicamos informações sobre dosagem de medicamentos


Escolha o especialista para quem deseja direcionar sua pergunta
Usaremos apenas para notificá-lo sobre a resposta. Não será visível publicamente.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.