Sinto uma sensação estranha as vezes olho para as coisas parece que perdem o sentido , como se a ane

Sinto uma sensação estranha as vezes olho para as coisas parece que perdem o sentido , como se a anestesia mental que temos ao viver intensamente sem se preocupar com a existência deixasse de funcionar comigo , as vezes sinto uma sensação estranha como se mesmo sabendo que estou ali não parecer que eu estou ali , as vezes consigo me distrair e só assim consigo não perceber essa sensação, aí quando me dou conta que eu tava distraído fazendo alguma coisa a minha mente volta com aquilo e faz parecer que aquele momento não foi vivido por mim , e aí eu volto pra sensação e as coisas perd, as vezes essa sensação vem de uma maneira que eu sinto até um medo , mas um medo enorme , que eu fico sem saber o que fazer , as vezes quando estou em casa vendo tv a noite e estou muito tempo olhando pra tv tudo ao redor fica estranho mas essa é a sensação que menos me persegue , parece que tudo se torna um passado muito rápido eu olho para um lado quando olho pro outro a minha mente já largou aquela primeira olhada pra longe fazendo parecer que tudo que não estou vivendo aquilo 100% como se tivesse faltando algo , só quando eu durmo que eu me sinto mais aliviado, porque quando eu sonho eu não sinto essa sensação , o fato de não saber se meu sonho é real ou não me faz viver o sonho como se fosse a vida real e me traz essa sensação e eu até esqueço dessa sensação, mas quando acordo sinto que vou ter que encarar mais um dia inteiro com essa sensação me perseguindo e tentando de tudo pra fazer ela sumir , mas mesmo sabendo que é algo psicólogico e sabendo que eu sou real e tenho um propósito de vida , essa sensação me faz parecer que tô vivendo por viver , fazendo as coisas que eu sei que tenho que fazer mas parecer que eu não estou fazendo , as vezes sinto que tô tendo uma crise existencial , parece que tudo ao meio redor não faz sentido e aí eu sinto uma angústia, e mesmo tentando ignorar parece que meus pensamentos estão falando sobre essa crise bem baixinho e eu ainda consigo escutar eles e tenho uma sensação horrível de crise existencial

7 respostas


Os sinais descritos podem estar relacionados a experiências dissociativas. O acompanhamento com um psicólogo é fundamental para compreender melhor esses episódios, suas possíveis origens e seu significado dentro do seu contexto de vida.

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ssa sensação de estar “desligado”, de não se sentir totalmente presente, de o mundo parecer estranho ou sem sentido, costuma estar ligada a ansiedade intensa, crises existenciais e, muitas vezes, a algo chamado despersonalização/derealização. Não é loucura, não é perda da realidade e não significa que você vai “sumir” ou deixar de existir. O ponto mais importante: isso é psicológico e reversível. O medo grande que aparece não é perigo real, é o corpo entrando em modo de alerta. Quanto mais você tenta lutar contra a sensação ou analisá-la o tempo todo, mais ela se mantém. Quando você se distrai e vive algo sem checar o tempo todo “se está sentindo”, ela enfraquece, isso já mostra que ela não tem controle sobre você. Dormir aliviar também é um sinal claro de que seu cérebro só está sobrecarregado, não quebrado. E o fato de você saber que é real, que tem propósito e conseguir colocar isso em palavras mostra que sua consciência está intacta. Algumas coisas ajudam no dia a dia: Parar de vigiar a sensação o tempo todo (ela se alimenta da atenção). Aterrar no corpo: respiração lenta, sentir os pés no chão, temperatura, textura das coisas. Rotina básica: sono, alimentação e atividade física regulam muito isso. Falar disso em terapia, porque um profissional sabe exatamente como lidar com esse tipo de experiência. Instagram: dr.psi.erickpolasse


Olá, posso dizer tranquilamente o que esses fenômenos me parecem no sentido clínico, mas vale primeiro ressaltar o plano de fundo da sua descrição: uma vivência de angústia, ansiedade, uma forte vigilância de si, e que pode estar mobilizando esses sintomas. Não é uma “crise existencial” de ordem filosófica, nem “loucura”, nem delírio, nem está apresentando claramente sinais de alterações neurológicas. Os fenômenos que você descreve parecem muito com sentimentos de despersonalização e desrealização, que chamamos de sintomas dissociativos e que podem acontecer em muitas situações diferentes. Como você diz que, mesmo com todo o sofrimento, você acha tudo isso estranho e sabe que a experiência não é real, podemos descartar todo tipo de “loucura” e olhar para um ciclo de angústia onde você estranha a si e ao mundo e isso aumenta ainda mais a ansiedade. Vale muito você estar procurando ajuda. O que não vale a pena no momento é ficar em disputa mental ou pensando que vai piorar. Esse tipo de sintoma merece ser avaliado por um profissional e vai melhorar muito com acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico. Sinta-se acolhido(a) e espero ter ajudado!


Essa sensação de estranhamento, de anestesia, de não se sentir totalmente presente ou de que a realidade perdeu o sentido acontece com muitas pessoas em momentos de ansiedade intensa, crises existenciais ou estados de despersonalização e desrealização, que são respostas do psiquismo ao excesso de angústia, não um sinal de que você está enlouquecendo ou de que perdeu quem você é. O fato de isso aliviar quando você dorme, se distrai ou se sente mais seguro mostra que há algo emocional sendo ativado e não uma perda da realidade. Apesar de parecer interminável, essa sensação é reversível e pode ser trabalhada com acompanhamento psicológico, onde você poderá entender o que está por trás dessa angústia, aprender a se ancorar no presente e recuperar a sensação de estar vivendo de forma mais plena. Buscar ajuda profissional é muito importante, especialmente porque você já percebe o quanto isso está te fazendo sofrer.


Olá, espero que esteja tudo bem com você. O que você relatou é algo sério. Expressar com as palavras certas o que você viveu não deve ter sido fácil, e ainda assim não deve abordar a totalidade da experiência. Muitas vezes vivemos uma vida em que não há nada de errado objetivamente; no entanto, algo parece errado. Isso que você escreveu pode ser várias coisas, desde uma ansiedade ainda inomeável, ou até mesmo um chamado interno para reconexão consigo mesmo ou com algo mais ao seu redor. Também pode ser um transtorno específico como o DP/DR, com essa sensação de estar distante de si e de desconexão com o que está à sua volta. Independentemente de rótulos, caso você deseje ingressar em uma jornada direcionada a uma vida mais satisfatória e significativa, ou elaborar estratégias eficientes para lidar com o que você está passando, entre em contato comigo.

Rafael Ronque

Rafael Ronque

Psicólogo

Foz do Iguaçu

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Olá! Imagino o quanto essa sensação pode ser angustiante, principalmente porque você parece passar boa parte do dia observando se está se sentindo “presente”, se as coisas parecem reais ou se está conseguindo viver normalmente. O que você descreve...sentir que está presente, mas ao mesmo tempo não parecer estar; perceber o ambiente como estranho ou sem sentido; ou ter a sensação de estar desconectado da própria experiência, pode acontecer em fenômenos chamados de despersonalização e desrealização. Eles podem estar associados a períodos de ansiedade intensa e até ocorrer durante crises de pânico. Porém, somente uma avaliação clínica poderá compreender o que está acontecendo no seu caso. Um ponto que chama atenção no seu relato é o esforço constante para fazer essa sensação desaparecer. Você se distrai, percebe que melhorou, depois pensa novamente nela, começa a observar se ela voltou e acaba sentindo-a outra vez. Isso pode formar um ciclo: sensação estranha → medo e interpretação da sensação → monitoramento (“será que ainda estou sentindo?”) → tentativa de eliminar a experiência → aumento da atenção sobre ela → mais ansiedade e estranhamento. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), podemos trabalhar justamente esse ciclo. O objetivo não é convencer você de que “isso é coisa da sua cabeça”, mas compreender os gatilhos, os pensamentos que aparecem quando a sensação surge, o medo associado a ela e os comportamentos que podem estar mantendo o problema. Aos poucos, trabalhamos maneiras mais funcionais de interpretar e responder a essas experiências, diminuindo a hipervigilância e a evitação. Também é importante diferenciar a sensação de que algo não parece real da perda efetiva do contato com a realidade. Você relata saber que está ali e reconhecer que a sensação é estranha, o que é uma informação importante, mas não suficiente para estabelecer um diagnóstico pela internet. Por isso, recomendo procurar um psicólogo para uma avaliação detalhada e, dependendo da intensidade, frequência e prejuízo causado pelos sintomas, também pode ser indicada uma avaliação médica/psiquiátrica. É importante investigar quando começou, quanto tempo dura, presença de crises de ansiedade ou pânico, qualidade do sono, uso de medicamentos ou substâncias e outras possíveis condições associadas. E uma coisa importante: você não precisa passar o dia inteiro tentando descobrir se está vivendo cada momento “100%” ou tentando obter certeza de que a sensação desapareceu. Essa própria vigilância pode alimentar o ciclo de ansiedade. Há tratamento, e compreender o funcionamento desse ciclo já pode ser um primeiro passo importante para recuperar qualidade de vida.


Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A experiência que você relata, em que as coisas ao redor parecem perder o sentido, a percepção do tempo fica alterada e surge a impressão de "não estar ali" ou de assistir à própria vida do lado de fora, é um quadro clássico dos fenômenos de desrealização e despersonalização. Esses episódios acontecem quando o cérebro entra em um estado de sobrecarga ou ansiedade elevada e ativa um mecanismo de defesa psíquico (uma "anestesia" ou dissociação) para tentar se proteger do estresse. O paradoxo é que, ao perceber essa estranheza, a mente reage com medo e hipervigilância, monitorando constantemente se a sensação voltou ou se o momento foi "vivido de verdade", o que alimenta a angústia e a crise existencial. O fato de você se sentir aliviado ao dormir ou sonhar demonstra que a sua estrutura psíquica e seu senso de realidade estão preservados, mas o seu sistema nervoso está exausto de lutar e checar esse estado ao longo do dia. O caminho mais indicado para interromper esse circuito envolve o acompanhamento com um psicólogo, através da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), para desarmar o foco de monitoramento mental e trabalhar a regulação emocional, associado à consulta com um médico psiquiatra para avaliar se o uso de medicações pode ajudar a diminuir a ansiedade de fundo e estabilizar a percepção do cotidiano. Atenciosamente, Fernando Vicente Rébuli Segundo Psicólogo e Neuropsicólogo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Psicoterapia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.