Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando

Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando desvenlafaxina 50mg e fluorexina 20mg a duas semanas , será que ainda terei uma melhora com esses medicamentos?

12 respostas


Duas semanas ainda é um tempo curto para avaliar a resposta completa ao tratamento. Antidepressivos podem começar a dar algum efeito nas primeiras semanas, mas geralmente precisam de 4 a 6 semanas para mostrar melhora mais consistente em sintomas como ansiedade, angústia, pensamentos acelerados e dificuldade de socialização. Como você está usando desvenlafaxina e fluoxetina juntas, é importante manter acompanhamento médico próximo, pois essa combinação precisa ser monitorada.

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Sim, ainda é bem possível ter melhora, porque com 2 semanas de uso você está justamente na fase inicial de adaptação desses medicamentos. Tanto a desvenlafaxina 50 mg quanto a fluoxetina 20 mg são antidepressivos que atuam em serotonina (e a desvenlafaxina também em noradrenalina), mas não têm efeito pleno imediato. Em geral: 1 a 3 semanas: fase de adaptação (podem ocorrer ansiedade, pensamentos acelerados, desconforto emocional ou oscilação de sintomas) 3 a 6 semanas: início de melhora mais perceptível da ansiedade, angústia e sintomas físicos 6 a 8 semanas: efeito mais estável e completo O que você descreve — dificuldade de socialização, angústia e pensamentos acelerados — pode fazer parte tanto do quadro de base (ansiedade/depressão com ativação) quanto de uma fase inicial de ativação medicamentosa, que às vezes ocorre nas primeiras semanas de ISRS/IRSN. Um ponto importante: a associação de fluoxetina + desvenlafaxina não é uma combinação comum e geralmente só é usada em situações específicas e com acompanhamento bem próximo, porque pode aumentar sintomas de ativação em algumas pessoas (como ansiedade e aceleração de pensamentos), principalmente no início. Em relação ao prognóstico: sim, ainda é cedo para concluir falha de tratamento muitos pacientes só começam a perceber melhora consistente após 3 a 6 semanas em dose estável O mais importante agora é: manter o acompanhamento com o médico que prescreveu não interromper ou ajustar por conta própria relatar esses sintomas, especialmente a “aceleração de pensamentos” Se esses pensamentos acelerados estiverem muito intensos, com agitação importante, insônia forte ou sensação de “mente muito ligada o tempo todo”, vale avisar o médico antes da próxima consulta, porque às vezes é necessário ajustar dose ou simplificar o esquema.


Como você está com apenas duas semanas de tratamento, ainda pode ser cedo para avaliar o resultado. Em muitos pacientes, a melhora da ansiedade, da angústia e da dificuldade de socialização acontece de forma gradual, e os benefícios costumam aparecer ao longo das semanas seguintes. O fato de você ainda sentir pensamentos acelerados não significa, necessariamente, que o tratamento não irá funcionar. O mais importante é acompanhar a evolução dos sintomas como um todo e manter o psiquiatra informado sobre como você está se sentindo. Se, após um tempo adequado, não houver melhora ou houver piora importante, o tratamento pode ser reavaliado de acordo com a sua resposta clínica.


Dificuldades para se socializar podem ter muitas causas diferentes e o tratamento depende da causa. Por exemplo, no caso de fobia social (uma das causas de dificuldades de socialização), usam-se medicações como a paroxetina, a fluvoxamina e a venlafaxina e terapia cognitivo-comportamental. Mas, em alguns casos, basta a psicoterapia, que é diferente no caso de pessoas com transtorno do espectro autista, esquizofrenia ou de pessoas que, pela história de vida, não tenham desenvolvido um repertório social adequado, mesmo não tendo qualquer transtorno psiquiátrico que leve diretamente a esta dificuldade. Quanto a angústia, também pode ter muitas causas, frequentemente estando presente em transtornos ansiosos e em grande parte das depressões (até 60% das depressões graves). Pode, também, ser um problema exclusivamente psicológico, requerendo apenas psicoterapia. "Pensamentos acelerados" é uma queixa frequente em pessoas com transtornos de ansiedade, mas também é característico do transtorno de déficit de atenção ou de episódios maníacos do transtorno bipolar. Assim, como não é possível saber qual é o seu problema, com base nas informações que dá, não há como saber se vai melhorar com o uso destas medicações. No entanto, não é comum se associarem estas duas medicações. Na imensa maioria dos casos, está indicada apenas uma delas (monoterapia) e, quando são associadas a outras medicações, geralmente não é com outros antidepressivos, mas com estabilizadores do humor ou outras substâncias que sabidamente potencializam o efeito dos antidepressivos.


É possível


Olá! Sim ainda é possível que você apresente melhora. Com apenas duas semanas de tratamento, é comum que os antidepressivos ainda não tenham atingido o efeito terapêutico completo. Em geral, a melhora costuma ser percebida de forma mais consistente entre 4 e 8 semanas, embora isso varie de pessoa para pessoa. Se a angústia, a dificuldade para se socializar e os pensamentos acelerados persistirem ou piorarem, é importante retornar ao médico que acompanha seu tratamento para uma reavaliação. Não faça alterações nas medicações por conta própria.

Dra. Brenda Paes Bendassoli

Dra. Brenda Paes Bendassoli

Generalista

São Bernardo do Campo

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Sim, ainda é possível haver melhora. Em geral, antidepressivos como a desvenlafaxina e a fluoxetina levam algumas semanas para atingir seu efeito terapêutico pleno, e duas semanas costumam ser um período precoce para avaliar o resultado definitivo. Além disso, no início do tratamento, algumas pessoas podem apresentar aumento da ansiedade ou dos pensamentos acelerados, sintomas que tendem a diminuir com o tempo. Se a dificuldade de socialização, a angústia ou os efeitos adversos forem muito intensos ou estiverem piorando, informe o médico que acompanha seu tratamento. O acompanhamento é importante para confirmar o diagnóstico, avaliar a resposta às medicações e, se necessário, ajustar a estratégia terapêutica. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio Silva


Com duas semanas, ainda pode haver melhora, mas eu não reduziria sua situação a “é só esperar o remédio fazer efeito”. A dificuldade de se socializar pode vir de ansiedade, medo do julgamento, depressão ou de um padrão mais antigo de se sentir desconfortável com as pessoas. A medicação pode ajudar quando esse bloqueio está ligado à ansiedade ou ao humor, mas é importante entender o que acontece com você exatamente nesses encontros. Também chama atenção você estar usando desvenlafaxina e fluoxetina ao mesmo tempo e ainda sentir angústia e pensamentos acelerados. Às vezes essa sobreposição faz parte de uma troca planejada, mas precisa estar bem acompanhada porque as duas aumentam a atividade da serotonina e também podem deixar algumas pessoas mais inquietas no início.


A desvenlafaxina e a fluoxetina atuam sobre neurotransmissores envolvidos na regulação do humor, ansiedade e pensamentos repetitivos, porém seus efeitos costumam ocorrer de forma gradual. Com apenas duas semanas de uso, ainda é possível estar em uma fase inicial de adaptação, e muitos pacientes começam a perceber melhora mais consistente entre 4 e 8 semanas, podendo haver evolução progressiva ao longo desse período. Dificuldade de socialização, angústia e pensamentos acelerados podem estar associados a diferentes condições, como transtornos de ansiedade, depressão ou outros quadros emocionais, por isso a avaliação contínua é fundamental. Também é importante observar se houve aumento de agitação, ansiedade intensa, insônia ou aceleração incomum dos pensamentos após o início das medicações, pois esses sinais devem ser comunicados ao médico. O acompanhamento com psiquiatra permite avaliar a resposta ao tratamento, ajustar doses quando necessário e associar estratégias como psicoterapia, que costuma potencializar os resultados.


A desvenlafaxina e a fluoxetina são medicamentos que atuam nos sistemas relacionados à regulação do humor e da ansiedade, porém duas semanas ainda é um período considerado inicial para avaliar o efeito terapêutico completo. Em muitos pacientes, a melhora dos sintomas ocorre de forma gradual ao longo de algumas semanas, podendo haver redução progressiva da angústia, pensamentos acelerados, insegurança social e sintomas ansiosos conforme o organismo se adapta ao tratamento. Também é importante considerar que a resposta varia entre as pessoas e depende do diagnóstico, intensidade dos sintomas, histórico clínico e associação com outras estratégias, como psicoterapia. Durante o acompanhamento psiquiátrico são avaliados sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade e transtornos de humor. Não interrompa ou ajuste as medicações por conta própria, pois o tratamento precisa de acompanhamento para avaliar eficácia, tolerabilidade e segurança. Caso os pensamentos acelerados, angústia ou sofrimento emocional estejam muito intensos, converse com seu psiquiatra para reavaliar a estratégia terapêutica e acompanhar sua evolução.


SIM, AINDA É CEDO PARA AVALIAR O EFEITO COMPLETO DESSAS MEDICAÇÕES. COM APENAS DUAS SEMANAS DE USO, É COMUM QUE AINDA HAJA ANSIEDADE, ANGÚSTIA, PENSAMENTOS ACELERADOS E DIFICULDADE PARA SE SOCIALIZAR. EM GERAL, A MELHORA COMEÇA A SER MAIS EVIDENTE ENTRE 4 E 8 SEMANAS DE TRATAMENTO. MANTENHA O USO CONFORME PRESCRITO E RETORNE AO MÉDICO NA DATA PROGRAMADA PARA REAVALIAÇÃO.


Sim. Com apenas duas semanas de uso, ainda é cedo para avaliar o efeito completo. Em geral, a melhora da ansiedade, da angústia e da dificuldade de socialização costuma ocorrer entre 4 e 8 semanas, podendo levar mais tempo em algumas pessoas. Se os sintomas persistirem após esse período ou piorarem, procure seu médico para reavaliação.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.