Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando
Sinto uma tremenda dificuldade em me socializar , angústia e pensamentos acelerados , estou tomando desvenlafaxina 50mg e fluorexina 20mg a duas semanas , será que ainda terei uma melhora com esses medicamentos?
17 respostas
Duas semanas ainda é um tempo curto para avaliar a resposta completa ao tratamento. Antidepressivos podem começar a dar algum efeito nas primeiras semanas, mas geralmente precisam de 4 a 6 semanas para mostrar melhora mais consistente em sintomas como ansiedade, angústia, pensamentos acelerados e dificuldade de socialização. Como você está usando desvenlafaxina e fluoxetina juntas, é importante manter acompanhamento médico próximo, pois essa combinação precisa ser monitorada.
Obtenha respostas com a consulta online
Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.
Sim, ainda é bem possível ter melhora, porque com 2 semanas de uso você está justamente na fase inicial de adaptação desses medicamentos. Tanto a desvenlafaxina 50 mg quanto a fluoxetina 20 mg são antidepressivos que atuam em serotonina (e a desvenlafaxina também em noradrenalina), mas não têm efeito pleno imediato. Em geral: 1 a 3 semanas: fase de adaptação (podem ocorrer ansiedade, pensamentos acelerados, desconforto emocional ou oscilação de sintomas) 3 a 6 semanas: início de melhora mais perceptível da ansiedade, angústia e sintomas físicos 6 a 8 semanas: efeito mais estável e completo O que você descreve — dificuldade de socialização, angústia e pensamentos acelerados — pode fazer parte tanto do quadro de base (ansiedade/depressão com ativação) quanto de uma fase inicial de ativação medicamentosa, que às vezes ocorre nas primeiras semanas de ISRS/IRSN. Um ponto importante: a associação de fluoxetina + desvenlafaxina não é uma combinação comum e geralmente só é usada em situações específicas e com acompanhamento bem próximo, porque pode aumentar sintomas de ativação em algumas pessoas (como ansiedade e aceleração de pensamentos), principalmente no início. Em relação ao prognóstico: sim, ainda é cedo para concluir falha de tratamento muitos pacientes só começam a perceber melhora consistente após 3 a 6 semanas em dose estável O mais importante agora é: manter o acompanhamento com o médico que prescreveu não interromper ou ajustar por conta própria relatar esses sintomas, especialmente a “aceleração de pensamentos” Se esses pensamentos acelerados estiverem muito intensos, com agitação importante, insônia forte ou sensação de “mente muito ligada o tempo todo”, vale avisar o médico antes da próxima consulta, porque às vezes é necessário ajustar dose ou simplificar o esquema.
Como você está com apenas duas semanas de tratamento, ainda pode ser cedo para avaliar o resultado. Em muitos pacientes, a melhora da ansiedade, da angústia e da dificuldade de socialização acontece de forma gradual, e os benefícios costumam aparecer ao longo das semanas seguintes. O fato de você ainda sentir pensamentos acelerados não significa, necessariamente, que o tratamento não irá funcionar. O mais importante é acompanhar a evolução dos sintomas como um todo e manter o psiquiatra informado sobre como você está se sentindo. Se, após um tempo adequado, não houver melhora ou houver piora importante, o tratamento pode ser reavaliado de acordo com a sua resposta clínica.
Dificuldades para se socializar podem ter muitas causas diferentes e o tratamento depende da causa. Por exemplo, no caso de fobia social (uma das causas de dificuldades de socialização), usam-se medicações como a paroxetina, a fluvoxamina e a venlafaxina e terapia cognitivo-comportamental. Mas, em alguns casos, basta a psicoterapia, que é diferente no caso de pessoas com transtorno do espectro autista, esquizofrenia ou de pessoas que, pela história de vida, não tenham desenvolvido um repertório social adequado, mesmo não tendo qualquer transtorno psiquiátrico que leve diretamente a esta dificuldade. Quanto a angústia, também pode ter muitas causas, frequentemente estando presente em transtornos ansiosos e em grande parte das depressões (até 60% das depressões graves). Pode, também, ser um problema exclusivamente psicológico, requerendo apenas psicoterapia. "Pensamentos acelerados" é uma queixa frequente em pessoas com transtornos de ansiedade, mas também é característico do transtorno de déficit de atenção ou de episódios maníacos do transtorno bipolar. Assim, como não é possível saber qual é o seu problema, com base nas informações que dá, não há como saber se vai melhorar com o uso destas medicações. No entanto, não é comum se associarem estas duas medicações. Na imensa maioria dos casos, está indicada apenas uma delas (monoterapia) e, quando são associadas a outras medicações, geralmente não é com outros antidepressivos, mas com estabilizadores do humor ou outras substâncias que sabidamente potencializam o efeito dos antidepressivos.
Olá! Sim ainda é possível que você apresente melhora. Com apenas duas semanas de tratamento, é comum que os antidepressivos ainda não tenham atingido o efeito terapêutico completo. Em geral, a melhora costuma ser percebida de forma mais consistente entre 4 e 8 semanas, embora isso varie de pessoa para pessoa. Se a angústia, a dificuldade para se socializar e os pensamentos acelerados persistirem ou piorarem, é importante retornar ao médico que acompanha seu tratamento para uma reavaliação. Não faça alterações nas medicações por conta própria.
Sim, ainda é possível haver melhora. Em geral, antidepressivos como a desvenlafaxina e a fluoxetina levam algumas semanas para atingir seu efeito terapêutico pleno, e duas semanas costumam ser um período precoce para avaliar o resultado definitivo. Além disso, no início do tratamento, algumas pessoas podem apresentar aumento da ansiedade ou dos pensamentos acelerados, sintomas que tendem a diminuir com o tempo. Se a dificuldade de socialização, a angústia ou os efeitos adversos forem muito intensos ou estiverem piorando, informe o médico que acompanha seu tratamento. O acompanhamento é importante para confirmar o diagnóstico, avaliar a resposta às medicações e, se necessário, ajustar a estratégia terapêutica. Respeitosamente, Prof. Dr. Fábio Silva
Com duas semanas, ainda pode haver melhora, mas eu não reduziria sua situação a “é só esperar o remédio fazer efeito”. A dificuldade de se socializar pode vir de ansiedade, medo do julgamento, depressão ou de um padrão mais antigo de se sentir desconfortável com as pessoas. A medicação pode ajudar quando esse bloqueio está ligado à ansiedade ou ao humor, mas é importante entender o que acontece com você exatamente nesses encontros. Também chama atenção você estar usando desvenlafaxina e fluoxetina ao mesmo tempo e ainda sentir angústia e pensamentos acelerados. Às vezes essa sobreposição faz parte de uma troca planejada, mas precisa estar bem acompanhada porque as duas aumentam a atividade da serotonina e também podem deixar algumas pessoas mais inquietas no início.
A desvenlafaxina e a fluoxetina atuam sobre neurotransmissores envolvidos na regulação do humor, ansiedade e pensamentos repetitivos, porém seus efeitos costumam ocorrer de forma gradual. Com apenas duas semanas de uso, ainda é possível estar em uma fase inicial de adaptação, e muitos pacientes começam a perceber melhora mais consistente entre 4 e 8 semanas, podendo haver evolução progressiva ao longo desse período. Dificuldade de socialização, angústia e pensamentos acelerados podem estar associados a diferentes condições, como transtornos de ansiedade, depressão ou outros quadros emocionais, por isso a avaliação contínua é fundamental. Também é importante observar se houve aumento de agitação, ansiedade intensa, insônia ou aceleração incomum dos pensamentos após o início das medicações, pois esses sinais devem ser comunicados ao médico. O acompanhamento com psiquiatra permite avaliar a resposta ao tratamento, ajustar doses quando necessário e associar estratégias como psicoterapia, que costuma potencializar os resultados.
A desvenlafaxina e a fluoxetina são medicamentos que atuam nos sistemas relacionados à regulação do humor e da ansiedade, porém duas semanas ainda é um período considerado inicial para avaliar o efeito terapêutico completo. Em muitos pacientes, a melhora dos sintomas ocorre de forma gradual ao longo de algumas semanas, podendo haver redução progressiva da angústia, pensamentos acelerados, insegurança social e sintomas ansiosos conforme o organismo se adapta ao tratamento. Também é importante considerar que a resposta varia entre as pessoas e depende do diagnóstico, intensidade dos sintomas, histórico clínico e associação com outras estratégias, como psicoterapia. Durante o acompanhamento psiquiátrico são avaliados sintomas como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, estresse, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade e transtornos de humor. Não interrompa ou ajuste as medicações por conta própria, pois o tratamento precisa de acompanhamento para avaliar eficácia, tolerabilidade e segurança. Caso os pensamentos acelerados, angústia ou sofrimento emocional estejam muito intensos, converse com seu psiquiatra para reavaliar a estratégia terapêutica e acompanhar sua evolução.
SIM, AINDA É CEDO PARA AVALIAR O EFEITO COMPLETO DESSAS MEDICAÇÕES. COM APENAS DUAS SEMANAS DE USO, É COMUM QUE AINDA HAJA ANSIEDADE, ANGÚSTIA, PENSAMENTOS ACELERADOS E DIFICULDADE PARA SE SOCIALIZAR. EM GERAL, A MELHORA COMEÇA A SER MAIS EVIDENTE ENTRE 4 E 8 SEMANAS DE TRATAMENTO. MANTENHA O USO CONFORME PRESCRITO E RETORNE AO MÉDICO NA DATA PROGRAMADA PARA REAVALIAÇÃO.
Sim. Com apenas duas semanas de uso, ainda é cedo para avaliar o efeito completo. Em geral, a melhora da ansiedade, da angústia e da dificuldade de socialização costuma ocorrer entre 4 e 8 semanas, podendo levar mais tempo em algumas pessoas. Se os sintomas persistirem após esse período ou piorarem, procure seu médico para reavaliação.
Sim, ainda pode haver melhora, pois duas semanas geralmente é um período muito inicial para avaliar a resposta completa de antidepressivos como a desvenlafaxina e a fluoxetina. É comum que, nas primeiras semanas, alguns sintomas como angústia, ansiedade, pensamentos acelerados e dificuldade de interação social ainda estejam presentes. Em geral, os antidepressivos começam a apresentar mudanças mais perceptíveis entre 4 e 8 semanas, embora alguns sintomas (como sono, energia ou ansiedade física) possam melhorar antes ou depois desse período. Também pode ocorrer uma fase inicial de adaptação, com oscilações de ansiedade, inquietação ou desconfortos emocionais. No seu caso, é importante observar que você está usando dois medicamentos que atuam no sistema serotoninérgico (desvenlafaxina e fluoxetina). Essa combinação pode ser utilizada em algumas situações específicas, mas deve ser acompanhada de perto pelo psiquiatra, especialmente para avaliar eficácia, tolerância e necessidade de ajustes. A dificuldade de socialização, angústia e pensamentos acelerados podem estar relacionados a diferentes quadros, como transtornos de ansiedade, ansiedade social, depressão, estresse, transtornos de humor ou outras condições emocionais, e a resposta ao tratamento depende também do diagnóstico e da estratégia terapêutica escolhida. Não aumente, reduza ou suspenda as medicações por conta própria. Leve ao seu psiquiatra a evolução dos sintomas, principalmente se houver piora importante da ansiedade, agitação intensa, redução da necessidade de sono, pensamentos de se machucar ou mudanças marcantes no comportamento. Para entender melhor: você iniciou desvenlafaxina e fluoxetina ao mesmo tempo, ou uma delas foi acrescentada à outra? E esses pensamentos acelerados são mais como preocupações e ruminações de ansiedade ou uma sensação de mente muito acelerada com pouca necessidade de dormir?
Sim. Duas semanas ainda é relativamente cedo para avaliar completamente a resposta a antidepressivos. A melhora pode aparecer gradualmente nas semanas seguintes. Se os sintomas estiverem muito intensos, piorando ou surgirem efeitos importantes, converse com o psiquiatra antes de alterar as doses ou interromper os medicamentos.
Duas semanas ainda podem ser pouco tempo para avaliar o efeito completo desses medicamentos. A fluoxetina, por exemplo, pode levar 4 semanas ou mais para apresentar seu efeito pleno, então ainda pode haver melhora ao longo das próximas semanas. Por isso, eu recomendaria retornar ao médico que prescreveu para avaliar a evolução, principalmente porque você está usando desvenlafaxina e fluoxetina em conjunto. Como eu não conheço sua história clínica, não sei qual foi exatamente a indicação dessa combinação nem quais hipóteses o médico está tratando. Além disso, pela dificuldade importante de socialização e pelos pensamentos acelerados, eu consideraria também uma avaliação neuropsicológica. Às vezes existe alguma característica de neurodivergência ou outro padrão de funcionamento que pode estar sendo interpretado apenas como ansiedade. Entender como a pessoa funciona, e não apenas quais sintomas ela apresenta, pode ajudar bastante a direcionar o tratamento. Digo isso, pois trabalho com neurodivergentes também e pensei nisso enquanto te respondia. Então, sim: ainda pode haver melhora, e eu não concluiria com apenas duas semanas que o tratamento não está funcionando. Atenciosamente, Dr. Gabriel Garcia
Sim, duas semanas ainda é pouco para avaliar o resultado completo, e a melhora pode continuar nas próximas semanas. Mas, como você está com pensamentos acelerados, conte isso ao seu psiquiatra, principalmente se estiver dormindo menos, mais agitado ou impulsivo. Se você quis dizer fluoxetina 20 mg, ela junto da desvenlafaxina deve ser acompanhada de perto pelo médico.
Iniciar um cuidado com a saúde mental na expectativa de alívio e se deparar com a persistência desse sofrimento no começo gera uma insegurança muito natural sobre o tempo necessário para que o corpo alcance os benefícios esperados. O nosso cérebro funciona como uma rede de comunicação que depende do fluxo constante e equilibrado de mensageiros químicos vitais, como a serotonina e a noradrenalina. Medicamentos como a fluoxetina e a desvenlafaxina atuam elevando a circulação desses neurotransmissores para reorganizar os circuitos da ansiedade e desacelerar a sobrecarga mental. No entanto, o sistema nervoso central precisa de um período de maturação biológica, que costuma levar entre quatro a seis semanas, para que os receptores neurais se acostumem com a nova sintonia e comecem a consolidar uma resposta de tranquilidade mais perceptível. Duas semanas ainda correspondem à fase inicial de calibração dessas engrenagens. Como o ritmo de resposta varia de acordo com a sensibilidade biológica de cada pessoa, é fundamental manter o esquema orientado e não realizar mudanças por conta própria. Converse abertamente com o médico psiquiatra que prescreveu o seu tratamento e compartilhe todas essas sensações, permitindo que ele acompanhe a sua evolução de perto com total clareza, segurança e acolhimento.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

