Sob a ótica da psicanálise, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e da neuropsicologia, o Transt
Sob a ótica da psicanálise, da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e da neuropsicologia, o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é entendido como uma dificuldade de se relacionar socialmente.”
4 respostas
O Transtorno de Personalidade Borderline é compreendido, sob diferentes perspectivas teóricas, como um padrão de instabilidade emocional, identidade fragilizada, impulsividade e dificuldades nos relacionamentos interpessoais, sendo as dificuldades de relacionamento um dos aspectos centrais, mas não a totalidade do transtorno.
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Essa afirmação é parcialmente correta, mas simplifica um quadro mais complexo. No Transtorno de Personalidade Borderline, as dificuldades não se restringem a “se relacionar socialmente”, mas envolvem a forma como a identidade, as emoções e a percepção do outro se organizam dentro das relações. Na psicanálise, o foco recai sobre uma organização psíquica marcada por angústias de abandono, clivagens e dificuldades de integração das representações de si e do outro, o que faz com que os vínculos sejam vividos de maneira instável e intensa, mais do que simplesmente “difíceis”. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, o problema é compreendido em termos de esquemas precoces desadaptativos e crenças centrais de abandono, desvalor e rejeição, que influenciam interpretações interpessoais rígidas e comportamentos que mantêm ciclos de instabilidade relacional. Na neuropsicologia, observam-se vulnerabilidades em regulação emocional, cognição social e funções executivas, que afetam a modulação de respostas e a leitura consistente de sinais sociais. Em conjunto, o TPB não é apenas uma dificuldade de socialização, mas uma forma específica de organização do funcionamento emocional e relacional, na qual o sofrimento se expressa de maneira intensa nos vínculos, tornando o trabalho psicoterapêutico um espaço importante para favorecer integração psíquica e maior estabilidade nas relações
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A psicanálise vê vínculos marcados por ambivalência e medo de perda. A TCC identifica crenças distorcidas, esquemas de abandono e impulsividade. A neuropsicologia aponta déficits em cognição social, mentalização e regulação emocional. Esses fatores tornam relações instáveis e dificultam pertencimento social consistente. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Sob a ótica psicanalítica, da TCC e da neuropsicologia, o TPB não é compreendido apenas como uma dificuldade de se relacionar socialmente, mas como um transtorno que envolve alterações na identidade, regulação emocional e padrões de vínculo. Na psicanálise, as dificuldades relacionais estão associadas a conflitos internos, insegurança nos vínculos e dificuldades na integração das representações de si e do outro. Na TCC, são relacionadas a crenças disfuncionais, medo de rejeição e interpretações distorcidas das interações sociais. Na neuropsicologia, envolvem dificuldades na regulação emocional, controle de impulsos e processamento de informações sociais. Assim, os problemas nas relações sociais no TPB são consequência da interação entre fatores emocionais, cognitivos, relacionais e neurobiológicos.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
