Sobre investigação em adulto, que busca diagnóstico , duvidando de seu diagnóstico como ansiedade e

3 respostas
Sobre investigação em adulto, que busca diagnóstico , duvidando de seu diagnóstico como ansiedade e depressão, uso de medicamentos que não trazem o resultado esperado, levando o paciente a desistir do tratamento. Será que o diagnóstico inicial é outro, a depressão e ansiedade são consequências. Outra coisa, sobre testes farmacogenéticos, qual sua opinião?
Dra. Ilana  Souza
Psiquiatra
Rio de Janeiro
Boa tarde!

Quando o tratamento para ansiedade e depressão não traz o resultado esperado, é importante reavaliar o diagnóstico — principalmente quando já houve tentativas sem melhora. Em alguns casos, esses sintomas podem ser consequência de outras condições de base.

Isso é mais comum do que parece, e uma avaliação mais detalhada costuma ajudar a esclarecer melhor o quadro e ajustar o tratamento.

Sobre os testes farmacogenéticos: podem auxiliar em algumas situações, mas são complementares e não substituem a avaliação clínica.

Se houver dúvida diagnóstica ou pouca resposta ao tratamento, vale uma revisão mais individualizada para entender melhor o seu caso.

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Compreendo perfeitamente a sua exaustão. É muito frustrante sentir que você está se esforçando em um tratamento que parece não "encaixar" na sua realidade, e essa dúvida sobre o diagnóstico é extremamente válida e frequente na prática clínica.

Muitas vezes, a ansiedade e a depressão são, de fato, a "ponta do iceberg". Elas podem ser consequências de outras condições que ainda não foram plenamente identificadas, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos, o TDAH ou até mesmo transtornos do humor com características mistas. Quando o diagnóstico foca apenas no sintoma (como a falta de energia) e não na causa raiz (como o processamento cerebral diferente), os medicamentos comuns podem não trazer o resultado esperado. A psiquiatria moderna busca "desconstruir" o diagnóstico em sintomas específicos para entender qual circuito cerebral precisa de mais atenção.

Sobre os testes farmacogenéticos, eles são uma ferramenta tecnológica muito interessante, mas precisam ser vistos com cautela. Eles analisam como o seu fígado processa os remédios e como seus receptores cerebrais podem reagir a certas substâncias. Isso ajuda o médico a evitar medicamentos que teriam mais chance de causar efeitos colaterais ou que seriam eliminados rápido demais pelo seu corpo. No entanto, o teste não "escolhe" o remédio sozinho; ele é um guia que, somado à sua história clínica, ajuda a personalizar o tratamento para que você não precise passar por tantas tentativas e erros.

O passo mais importante agora não é desistir, mas sim buscar uma reavaliação diagnóstica detalhada. Às vezes, mudar o foco do tratamento para circuitos cerebrais diferentes pode ser a chave que faltava para você se sentir bem novamente.

Esta resposta é apenas informativa e não substitui uma avaliação médica presencial. Para um diagnóstico e tratamento seguros, recomendo que agende uma consulta.
 André Bione
Psiquiatra, Psicanalista
Recife
Olá! Quando ansiedade e depressão não melhoram como esperado, vale sim investigar se são o diagnóstico principal ou consequência de outro quadro, especialmente se for algo de causa clínica, que é mais comum do que muitos pensam.
Já sobre testes farmacogenéticos, vejo ferramenta complementar em casos específicos, especialmente quando tiver havido muitas tentativas frustradas ou muitos efeitos adversos, mas não como exame que define diagnóstico nem como principal meio para escolher medicação. Não são capazes de concluir um diagnóstico nem de substituir uma boa avaliação.
O mais seguro é revisar o caso com cuidado em consulta, para entender melhor o que está por trás das queixas.

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