Sou hipertensa e faço uso do losartana de 50 mg duas vezes ao dia. Há 3 dias atrás descobrir que est
Sou hipertensa e faço uso do losartana de 50 mg duas vezes ao dia. Há 3 dias atrás descobrir que estou grávida e suspendi o uso do medicamento. Devo ir a uma consulta com o clinico geral ou eu devo procurar um cardiologista?
5 respostas
Olá, tudo bem? A losartana realmente não é segura durante a gestação e deve ser substituída por medicamentos mais seguros, como a metildopa. Além de consulta regular com seu obstetra, você pode se consultar com um Clínico Geral. Um abraço!
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Primeiramente, parabéns pela gravidez! Em relação à losartana, fez bem em suspender, pois o medicamento não é recomendado durante a gravidez. Sabia que a losartana pode afetar o feto? Entretanto, é fundamental não interromper tratamentos sem orientação médica. Sugiro que procure imediatamente um obstetra, que é especializado em gestações e pode avaliar a necessidade de ajustar ou trocar a medicação. Além disso, uma consulta com o clínico geral ou cardiologista para ajustar o tratamento da hipertensão seria benéfico. Com a Telemedicina, é possível agendar rapidamente uma consulta e obter orientação adequada. Desejo-lhe uma gravidez tranquila e estou aqui para ajudar! Dr. Diegomaier Nunes Neri MÉDICO CRM SC 32925
Olá, Parabéns pela gestação! Como a losartana não é segura durante a gravidez, você tomou a decisão certa ao suspender o medicamento. O ideal agora é agendar uma consulta com seu médico de confiança, que pode ser clinico geral ou até sua ginecologista, para avaliar sua pressão e indicar a medicação mais segura durante a gestação, garantindo proteção para você e para o bebê. O acompanhamento precoce é fundamental. Abraço!
Boa noite. Pergunta MUITO importante. Vou orientar com firmeza. ANTES DE TUDO: você FEZ A COISA CERTA SUSPENDENDO A LOSARTANA. Vou explicar. LOSARTANA é um Antagonista do Receptor da Angiotensina II (BRA/ARA-II). Esta classe (assim como os IECA — captopril, enalapril) é CATEGORIA D da FDA na gestação — TERATOGÊNICA em humanos. Os riscos descritos são: • PRIMEIRO TRIMESTRE: aumento do risco de malformações cardíacas e do sistema nervoso central (estudos recentes mostram risco menor que se pensava, mas não desprezível). • SEGUNDO E TERCEIRO TRIMESTRES: muito mais grave — pode causar OLIGOIDRÂMNIO (pouco líquido amniótico), insuficiência renal fetal, hipoplasia pulmonar, malformações ósseas/cranianas, retardo de crescimento, MORTE FETAL. Esta fase é considerada uma proibição absoluta. QUEM VOCÊ DEVE PROCURAR PRIMEIRO: PRIMEIRA ESCOLHA: OBSTETRA — URGÊNCIA, dentro de 1-2 dias. • Confirma a gestação clinicamente, com beta-HCG seriado e ultrassom. • Faz triagem completa de primeiro trimestre. • Discute o RISCO da exposição à losartana (geralmente exposição muito breve no início é de baixo risco real). • Encaminha para o tratamento da hipertensão GESTACIONAL adequado. SEGUNDA ESCOLHA: CLÍNICO GERAL ou CARDIOLOGISTA com experiência em gestação — para escolher o ANTI-HIPERTENSIVO SEGURO durante a gravidez: • METILDOPA (Aldomet) — padrão ouro, primeira escolha em gestação. • NIFEDIPINA de liberação prolongada — segunda escolha. • HIDRALAZINA — terceira escolha. • LABETALOL (não disponível no Brasil) — usado em outros países. EVITAR DURANTE A GESTAÇÃO: • IECA (captopril, enalapril, lisinopril). • BRAs (losartana, valsartana, candesartana, irbesartana, telmisartana). • ATENOLOL — risco de restrição de crescimento fetal. • Diuréticos tiazídicos — risco de redução de volume circulante. • ESPIRONOLACTONA — antiandrogênica. CONDUTA PRÁTICA HOJE/AMANHÃ: 1) AGENDE OBSTETRA URGENTE (idealmente nas próximas 24-48h). 2) Faça beta-HCG quantitativo para confirmar a gestação e estimar idade gestacional. 3) Monitore sua PRESSÃO ARTERIAL pelo menos 2x/dia (manhã e noite, com aparelho calibrado). 4) Mantenha um diário das medidas. 5) Reduza o sal na dieta. 6) Hidratação adequada. 7) Repouso, evite estresse. 8) Se for hipertensa há tempo, NÃO vai estabilizar sozinha — precisa de substituição de medicação em pouco tempo. Procure pronto-socorro IMEDIATAMENTE se aparecer: • Pressão arterial igual ou maior que 160x110 mmHg. • Cefaleia INTENSA, persistente. • Alterações visuais (visão turva, "moscas voadoras", escotomas). • Dor "em barra" abdominal superior (sob as costelas) — risco de SÍNDROME HELLP. • Edema súbito de face e mãos. • Vômitos persistentes. • Sangramento ou perda de líquido vaginal. • Redução dos movimentos do bebê (se já sente). • Sintomas neurológicos (perda de força, fala embolada). LEMBRE-SE: • PRÉ-NATAL DEVE COMEÇAR IMEDIATAMENTE — hipertensa que engravida é gestação de ALTO RISCO. • Vai precisar de seguimento mais frequente (geralmente quinzenal ou mensal). • Vão investigar fatores de risco para pré-eclâmpsia (que tem mais chance de aparecer em hipertensas crônicas). • Pode haver indicação de AAS BAIXA DOSE (75-150 mg/dia) entre 12-36 semanas para prevenção de pré-eclâmpsia, dependendo do seu perfil. NÃO ENTRE EM PÂNICO — milhares de mulheres com hipertensão arterial crônica têm gestações bem-sucedidas. O essencial é acompanhamento adequado, troca de medicação para a categoria correta, e monitorização. Fontes: FEBRASGO Diretriz de Hipertensão na Gestação 2024; ACOG Practice Bulletin Hypertension in Pregnancy; UpToDate "Antihypertensive medications in pregnancy", "Management of hypertension in pregnant and postpartum women"; FDA Drugs in Pregnancy. Posso te orientar em teleconsulta para você organizar os próximos passos enquanto agenda o obstetra — agende pelo meu perfil aqui na Doctoralia. — Dr. Jonas Spezia, CRM-RS 52340.
Você deve procurar um obstetra o quanto antes, pois a losartana não é recomendada durante a gestação. Também é importante manter acompanhamento da pressão arterial, que pode ser feito em conjunto com um clínico geral ou cardiologista, se necessário. Não permaneça sem tratamento por conta própria. O obstetra poderá substituir a losartana por um anti-hipertensivo seguro na gestação, como metildopa, labetalol ou nifedipino, conforme o seu caso clínico.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


