Sou paciente portador de EDMD e durante os ultimos tempos sinto que a fraqueza muscular, principalme
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Sou paciente portador de EDMD e durante os ultimos tempos sinto que a fraqueza muscular, principalmente nas pernas, tem me encomodado. Me sinto limitado quanto as atividades que consigo realizar, dado as distâncias de caminhada. Gostaria de saber quais as indicações clínicas quanto a isso, se é cabivel um treino focado em ganho de força. Atualmente faço fisioterapia 2x por semana, com foco em alongamentos. Já considerei o uso de esteroides, compreendo os riscos e efeitos colaterais, porém o fato de ter minha vida social comprometida pela falta de mobilidade me parece pior do que os possíveis efeitos.
Olá. Entendo sua preocupação em reduzir as limitações funcionais e melhorar sua mobilidade no dia a dia. Isso é uma demanda legítima em quem convive com uma distrofia muscular.
Em relação ao uso de esteroides, é importante diferenciar alguns pontos. Se você se refere a esteroides anabolizantes, não há evidência científica consistente de benefício funcional em pacientes com distrofia muscular de Emery-Dreifuss. Além disso, essa condição costuma estar associada a problemas cardíacos, como alterações do ritmo e do músculo do coração, e os anabolizantes podem aumentar o risco de arritmias e sobrecarga cardíaca, o que torna essa opção potencialmente perigosa.
Se a referência for a corticosteroides, eles também não demonstraram benefício comprovado na melhora da força ou da progressão da doença nessa distrofia específica.
Quanto ao exercício, a literatura disponível sugere que programas de fortalecimento de baixa a moderada intensidade, com progressão lenta e supervisão, podem ser considerados em alguns pacientes, desde que haja avaliação e liberação cardiológica prévia. Os alongamentos continuam sendo importantes para prevenção de contraturas, mas, isoladamente, costumam ser insuficientes para preservar ou melhorar a função.
Na prática, a abordagem mais segura envolve reabilitação individualizada, acompanhamento neurológico e cardiológico regular e definição de metas funcionais realistas, evitando intervenções com risco maior do que o benefício esperado.
Em relação ao uso de esteroides, é importante diferenciar alguns pontos. Se você se refere a esteroides anabolizantes, não há evidência científica consistente de benefício funcional em pacientes com distrofia muscular de Emery-Dreifuss. Além disso, essa condição costuma estar associada a problemas cardíacos, como alterações do ritmo e do músculo do coração, e os anabolizantes podem aumentar o risco de arritmias e sobrecarga cardíaca, o que torna essa opção potencialmente perigosa.
Se a referência for a corticosteroides, eles também não demonstraram benefício comprovado na melhora da força ou da progressão da doença nessa distrofia específica.
Quanto ao exercício, a literatura disponível sugere que programas de fortalecimento de baixa a moderada intensidade, com progressão lenta e supervisão, podem ser considerados em alguns pacientes, desde que haja avaliação e liberação cardiológica prévia. Os alongamentos continuam sendo importantes para prevenção de contraturas, mas, isoladamente, costumam ser insuficientes para preservar ou melhorar a função.
Na prática, a abordagem mais segura envolve reabilitação individualizada, acompanhamento neurológico e cardiológico regular e definição de metas funcionais realistas, evitando intervenções com risco maior do que o benefício esperado.
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