Tenho 28 anos.Há pouco mais de dois meses comecei algo que nunca tinha feito antes: namorar. E amo e
10
respostas
Tenho 28 anos.Há pouco mais de dois meses comecei algo que nunca tinha feito antes: namorar. E amo ela, mas comecei a sentir um desconforto, e muita angustia quando vi fotos dela com o ex, com quem teve um longo relacionamento. E comecei a ter a sensação de inferioridade, de tristeza, de raiva e de frustração. Parece que só por vir depois dele já é o bastante pra me sentir mal. Então tenho pensamentos de separação, e me sinto pior. Parece que ja estou derrotado antes de começar...
O que você descreve é mais comum do que parece, especialmente quando se vive o primeiro relacionamento mais tarde e com muita intensidade afetiva. Ver o passado dela ativa comparações, sensação de inferioridade e medo de não ser suficiente, mesmo sem haver um motivo real no presente. Isso não significa que você seja fraco ou imaturo, mas que o vínculo tocou em inseguranças profundas ligadas ao valor próprio e ao lugar que você ocupa para o outro. A angústia e os pensamentos de separação costumam surgir como uma tentativa de fugir dessa dor antes de se sentir rejeitado ou derrotado. Esse desconforto não fala sobre o amor dela por você, mas sobre como você se percebe na relação. Um processo terapêutico pode ajudar a compreender essas emoções, fortalecer sua autoestima e permitir que você viva esse vínculo sem que o passado dela determine o seu valor ou o futuro da relação.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Olá, quando a gente se apaixona o que a gente espera é ser tudo para a outra pessoa, assim como ela é para a gente. Psiquicamente falando ocorre uma regressão, a gente sente algo muito semelhante à relação do bebê com a mãe. Para o bebê a mãe faz parte dele, sabe não somente cuidar, como "adivinhar" o que se passa com ele. A mãe é todo o universo do bebê e o bebê espera ser tudo para a mãe. Há um desejo inconsciente de fusão. No caso do relacionamento amoroso, algo disso é reatualizado (não à toa muitos casais falam um com o outro como se fossem bebês) o que aparece na forma de ciúmes e no receio de ser pouco, o que gera insegurança. Em certo sentido essas sensações são normais. No entanto, se estiver trazendo muito sofrimento e angústia, penso que é importante buscar uma ajuda psicológica para atravessar esse fantasma.
Isso que você descreve é mais comum do que parece — e merece cuidado, não julgamento.
Quando o passado do outro passa a te ferir, muitas vezes não é sobre o ex, nem sobre ela. É sobre o lugar que você imagina ocupar no desejo do outro. A comparação cria uma fantasia de derrota antecipada, como se amar fosse uma competição — e não é.
A angústia, a raiva e a vontade de fugir costumam aparecer quando o sujeito se sente ameaçado no próprio valor. Separar, nesse momento, parece aliviar… mas logo a dor retorna, porque a questão não está na relação em si, e sim no modo como você se vê dentro dela.
Vale escutar isso com mais profundidade. A psicanálise ajuda justamente a dar palavra a esse sentimento de inferioridade que hoje te paralisa, para que você não precise abandonar o vínculo para se proteger.
Você não está atrasado, nem em desvantagem. Cada relação começa de um ponto único — e o seu lugar não é “depois de alguém”, é singular.
Quando o passado do outro passa a te ferir, muitas vezes não é sobre o ex, nem sobre ela. É sobre o lugar que você imagina ocupar no desejo do outro. A comparação cria uma fantasia de derrota antecipada, como se amar fosse uma competição — e não é.
A angústia, a raiva e a vontade de fugir costumam aparecer quando o sujeito se sente ameaçado no próprio valor. Separar, nesse momento, parece aliviar… mas logo a dor retorna, porque a questão não está na relação em si, e sim no modo como você se vê dentro dela.
Vale escutar isso com mais profundidade. A psicanálise ajuda justamente a dar palavra a esse sentimento de inferioridade que hoje te paralisa, para que você não precise abandonar o vínculo para se proteger.
Você não está atrasado, nem em desvantagem. Cada relação começa de um ponto único — e o seu lugar não é “depois de alguém”, é singular.
O que você descreve pode ser compreendido, pela psicanálise, como um sofrimento ligado à comparação, ao narcisismo e ao lugar que você sente ocupar no desejo do outro. Ver o passado amoroso da pessoa amada pode despertar fantasias de exclusão, rivalidade e inferioridade, fazendo surgir a sensação de “chegar depois” e já se sentir em desvantagem, como se o vínculo anterior ainda tivesse um peso maior do que o presente.
Esses sentimentos de tristeza, raiva e frustração não significam falta de amor, mas revelam conflitos internos: medo de não ser suficiente, de não ser escolhido plenamente ou de perder o lugar conquistado. Os pensamentos de separação, nesse contexto, costumam funcionar como uma tentativa de aliviar a angústia, evitando o confronto com essas inseguranças, embora acabem intensificando o sofrimento.
A psicanálise entende que esse mal-estar não se resolve negando o passado do outro, mas podendo falar sobre o que ele desperta em você, reconhecendo suas próprias feridas, expectativas e fantasias. Ao elaborar essas questões, é possível construir um vínculo menos marcado pela comparação e mais sustentado pela singularidade do encontro.
Me coloco à disposição, como profissional, para te acompanhar nesse processo de compreensão e elaboração emocional.
Esses sentimentos de tristeza, raiva e frustração não significam falta de amor, mas revelam conflitos internos: medo de não ser suficiente, de não ser escolhido plenamente ou de perder o lugar conquistado. Os pensamentos de separação, nesse contexto, costumam funcionar como uma tentativa de aliviar a angústia, evitando o confronto com essas inseguranças, embora acabem intensificando o sofrimento.
A psicanálise entende que esse mal-estar não se resolve negando o passado do outro, mas podendo falar sobre o que ele desperta em você, reconhecendo suas próprias feridas, expectativas e fantasias. Ao elaborar essas questões, é possível construir um vínculo menos marcado pela comparação e mais sustentado pela singularidade do encontro.
Me coloco à disposição, como profissional, para te acompanhar nesse processo de compreensão e elaboração emocional.
Nesse comentário, há muitas possibilidades.
Uma delas é a do ideal machista de que a mulher não deveria ter um passado afetivo-sexual e que, portanto, você deveria ter sido o primeiro. Nesse caso, seria uma questão de reestruturas crenças, a despeito do que a cultura nos impõe.
Quanto ao sentimento de inferioridade, é totalmente natural do ser humano sentir isso perante um vínculo significativo, principalmente porque, segundo você, é a sua primeira experiência com relacionamento romântico. Tudo o que experimentamos pela primeira vez tende a ser mais intenso e precisamos mesmo nos descobrir ao longo do tempo em que permaneceremos naquela relação ou situação.
Também cabe observar em que outros momentos, situações e relações você se sente dessa forma. Um profissional poderá te conduzir em seu autodesenvolvimento.
Uma delas é a do ideal machista de que a mulher não deveria ter um passado afetivo-sexual e que, portanto, você deveria ter sido o primeiro. Nesse caso, seria uma questão de reestruturas crenças, a despeito do que a cultura nos impõe.
Quanto ao sentimento de inferioridade, é totalmente natural do ser humano sentir isso perante um vínculo significativo, principalmente porque, segundo você, é a sua primeira experiência com relacionamento romântico. Tudo o que experimentamos pela primeira vez tende a ser mais intenso e precisamos mesmo nos descobrir ao longo do tempo em que permaneceremos naquela relação ou situação.
Também cabe observar em que outros momentos, situações e relações você se sente dessa forma. Um profissional poderá te conduzir em seu autodesenvolvimento.
O que te angustia não é apenas o passado dela, mas o lugar em que você se sente colocado nesse relacionamento. As fotos e o ex funcionam como um gatilho para algo mais profundo: comparações, sensação de inferioridade, medo de não ser suficiente, de já começar “perdendo”.
Na psicanálise, entendemos que o amor toca pontos muito sensíveis da história de cada um. Quando isso acontece, a angústia aparece — não porque o sentimento é fraco, mas porque algo do próprio sujeito está sendo convocado.
Em análise, é possível compreender por que esse lugar de derrota se instala, de onde vem essa exigência e como isso atravessa seus vínculos. Quando isso é elaborado, o relacionamento deixa de ser vivido como ameaça constante e pode ganhar outro sentido.
Se esse desconforto já aparece logo no início, ele merece escuta. A análise oferece justamente esse espaço.
Na psicanálise, entendemos que o amor toca pontos muito sensíveis da história de cada um. Quando isso acontece, a angústia aparece — não porque o sentimento é fraco, mas porque algo do próprio sujeito está sendo convocado.
Em análise, é possível compreender por que esse lugar de derrota se instala, de onde vem essa exigência e como isso atravessa seus vínculos. Quando isso é elaborado, o relacionamento deixa de ser vivido como ameaça constante e pode ganhar outro sentido.
Se esse desconforto já aparece logo no início, ele merece escuta. A análise oferece justamente esse espaço.
Mas já começou, não...? - de modo que o "derrotado", se houve, foi depois...
Olá.
Apesar de ser um sentimento comum nesse tipo de situação, o nível desse sentimento não deveria ser tão alto como você relata. Possivelmente essa sensação está atrelada a sua autoestima. É necessário avaliar exatamente o motivo para trabalhar em cima dele. Um terapeuta pode te ajudar nessa caminhada.
Apesar de ser um sentimento comum nesse tipo de situação, o nível desse sentimento não deveria ser tão alto como você relata. Possivelmente essa sensação está atrelada a sua autoestima. É necessário avaliar exatamente o motivo para trabalhar em cima dele. Um terapeuta pode te ajudar nessa caminhada.
Boa noite!
Sua situação é compreensível, dentro do quadro que você descreve. Mas, a melhor opção seria você buscar uma terapia para lhe ajudar a compreender todas essas emoções que passam em ti, e, como esses fatos lhe atingem no dia a dia, tanto de forma individual quanto como um casal.
Acredito que fazer sessões de Psicanálise seriam de grande valia. Caso não goste, tentaria também a TCC da psicologia.
Sua situação é compreensível, dentro do quadro que você descreve. Mas, a melhor opção seria você buscar uma terapia para lhe ajudar a compreender todas essas emoções que passam em ti, e, como esses fatos lhe atingem no dia a dia, tanto de forma individual quanto como um casal.
Acredito que fazer sessões de Psicanálise seriam de grande valia. Caso não goste, tentaria também a TCC da psicologia.
A história dela não diminui o lugar que você ocupa agora, mas toca em inseguranças profundas suas. Pensar em se afastar aparece como uma tentativa de aliviar a angústia, não como real falta de amor. Esse “sentir-se derrotado” fala mais de autoestima do que do relacionamento em si.
A terapia pode te ajudar a elaborar essas comparações e construir segurança emocional no presente.
A terapia pode te ajudar a elaborar essas comparações e construir segurança emocional no presente.
Não conseguiu encontrar a resposta que procurava? Faça outra pergunta!
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.