Experiência
Antes de ser profissional, eu sou alguém que conhece o sofrimento humano por dentro, na pele. Ao longo da clínica, escuto frases que se repetem: “eu sei o que eu tenho, mas continuo mal”, “ninguém nunca me entendeu de verdade”, “eu me sinto quebrada, mas sigo funcionando”, “eu não sei mais quem eu sou”. Algumas pessoas têm diagnóstico, outras não. Algumas vivem anos medicadas, outras nunca conseguiram se escutar com profundidade. O ponto em comum não é o rótulo, é o sofrimento. Acredito que compreender o que se vive exige mais do que um bom diagnóstico. O diagnóstico ajuda a nomear, organizar e dar contorno, mas não explica quem você é nem resolve sozinho aquilo que se repete, o que dói, o que paralisa, o que faz a vida parecer sempre no mesmo lugar. Existe uma pessoa por trás do autismo, da ansiedade, da depressão, do borderline. Você não é o seu diagnóstico. Existe alguém ali, com história, desejos, conflitos, forças e possibilidades. Nem todo sofrimento se resolve apenas sendo explicado. Às vezes, mais do que entender, é preciso aprender a viver de outra forma, olhar para si com menos julgamento e mais verdade. Se conhecer não é se reduzir a um problema, é se reconhecer como alguém inteiro. Não existem pessoas quebradas. Existem pessoas que ainda não tiveram espaço, escuta e condições para se compreender. Meu trabalho é ajudar você a entender o que sustenta esse sofrimento, por que ele se repete e como é possível construir algo diferente a partir disso, a partir de uma atuação clínica já consolidada, unindo a escuta profunda da psicanálise com a neurociência aplicada. Não para consertar quem você é, mas para que você possa se reconhecer, ampliar sua consciência e escolher novos caminhos, com mais sentido, presença e liberdade. Minha trajetória pessoal e profissional não nasceu apenas do estudo, mas da vida vivida. Desde muito cedo, experimentei o sofrimento humano em suas formas mais complexas. Fui uma criança autista em um tempo em que o autismo não era nomeado, o que trouxe solidão, incompreensão e sobrecarga emocional desde a infância. Cresci em um ambiente familiar marcado por dependência química, instabilidade emocional, violência e silêncios, aprendendo cedo a cuidar de outros antes mesmo de saber cuidar de mim. Assumi responsabilidades de adulto ainda criança, vivi perdas profundas, inclusive a morte de uma filha pequena, atravessei relações marcadas por dependência emocional e violência, enfrentei abandono, luto, depressão, ansiedade e períodos de intenso colapso interno, enquanto por fora seguia funcionando. Essas experiências não me definem, mas moldaram meu olhar clínico. Foi a partir da dor que nasceu o desejo de compreender, não apenas sobreviver. A formação em Psicanálise Clínica, com análise e supervisão aplicada, e em Psicanálise Integrativa, veio como consequência desse percurso, assim como o estudo aprofundado da mente humana, das repetições, dos vínculos, do trauma e dos mecanismos de defesa, para dar sentido ao que parecia apenas sofrimento. Ao longo do tempo, transformei vivências difíceis em conhecimento, cuidado e escuta. Na psicanálise, encontrei aquilo que Freud chamou de sublimação: a capacidade de transformar o sofrimento psíquico em algo criativo, construtivo e significativo. Não como negação da dor, mas como elaboração. É isso que sustenta meu trabalho clínico hoje. Não ofereço promessas de cura mágica, mas um espaço seguro onde a história de cada pessoa pode ser compreendida, reorganizada e vivida com mais consciência, dignidade e liberdade.
Experiência em:
- Neuropsicanálise
- Terapia de casal
- Psicoterapia individual
- Neurociências do comportamento
Principais doenças tratadas
- Ansiedade
- Trauma psicológico
- Crise de identidade
- Depressão
- Instabilidade emocional (angústia, tristeza, solidão, oscilações)
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Pacientes que trato
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Psicoterapia online
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Artigos
Sentimento de inadequação
O sentimento de inadequação surge quando a pessoa tem a sensação persistente de não pertencer, não ser suficiente ou estar sempre aquém das expectativas, próprias ou dos outros. Pode se manifestar como autocrítica intensa, comparação constante, vergonha, insegurança social e medo de rejeição. Muitas vezes, esse sentimento está ligado a experiências precoces de crítica, invalidação emocional ou falta de reconhecimento. Neuroemocionalmente, mantém o sistema emocional em estado de alerta, afetando autoestima e relações. A psicoterapia ajuda a compreender a origem desse sentimento, fortalecer a identidade e construir uma relação mais segura e compassiva consigo mesma.
Ciúmes
O ciúmes é uma reação emocional que surge diante do medo de perder o outro, de não ser suficiente ou de ser substituído. Em certa medida, pode aparecer em qualquer relação, mas se torna um problema quando passa a gerar sofrimento constante, desconfiança excessiva, controle ou conflitos repetidos. Muitas vezes, o ciúmes está mais ligado à insegurança, experiências passadas e à forma como a pessoa se percebe do que a situações reais do presente. Neuroemocionalmente, o cérebro entra em estado de alerta, interpretando a relação como ameaça. A psicoterapia ajuda a compreender a origem desses sentimentos, fortalecer a autoestima e construir vínculos mais seguros e equilibrados.
Crise de identidade
A crise de identidade ocorre quando a pessoa passa a questionar de forma intensa quem é, qual o seu lugar no mundo e o sentido das próprias escolhas. Pode surgir em momentos de transição, perdas, rupturas afetivas, mudanças profissionais ou após períodos prolongados de sofrimento emocional. Essa vivência costuma gerar confusão interna, insegurança, sensação de vazio e dificuldade em se reconhecer na própria história. Neuroemocionalmente, há instabilidade nos processos de autorreferência e regulação emocional. A psicoterapia oferece um espaço seguro para reorganizar essas questões, fortalecer a identidade e construir uma narrativa mais coerente e autêntica sobre si.
Abuso sexual
O abuso sexual refere-se a qualquer forma de contato, exposição ou violação da intimidade que ocorre sem consentimento ou compreensão, especialmente quando envolve relações de poder, manipulação ou coerção. Pode acontecer na infância, adolescência ou vida adulta e deixar marcas profundas emocionais e corporais. As consequências podem incluir medo, culpa, vergonha, ansiedade, dificuldades nos relacionamentos e alterações na forma como a pessoa percebe o próprio corpo. Neuroemocionalmente, o trauma mantém o organismo em estado de alerta prolongado. A psicoterapia oferece um espaço seguro para elaborar essas vivências, reconstruir a sensação de segurança e resgatar a autonomia emociona
Violência infantil
A violência infantil envolve qualquer forma de agressão física, emocional, sexual ou negligência que comprometa o desenvolvimento da criança. Muitas vezes, não se manifesta apenas por marcas visíveis, mas por medo excessivo, alterações de comportamento, dificuldades emocionais, problemas escolares ou retraimento. Essas experiências afetam profundamente a forma como a criança percebe a si mesma, o outro e o mundo. Neuroemocionalmente, a violência mantém o organismo em estado de alerta constante, prejudicando a regulação emocional. A psicoterapia oferece um espaço seguro para elaboração do trauma, fortalecimento emocional e reconstrução de vínculos mais protetivos.
Relacionamento tóxico
Relacionamento tóxico é aquele em que o vínculo passa a gerar sofrimento constante, desgaste emocional e perda de autonomia. Pode envolver controle excessivo, manipulação, desvalorização, culpa, ciúmes intensos, medo de abandono ou dificuldade de estabelecer limites. Muitas vezes, a pessoa permanece na relação apesar da dor, sentindo confusão, dependência emocional e queda da autoestima. Neuroemocionalmente, esse tipo de vínculo mantém o organismo em estado contínuo de alerta, dificultando decisões e clareza emocional. A psicoterapia ajuda a reconhecer esses padrões, fortalecer limites internos e construir relações mais seguras e saudáveis.
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Opiniões
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D
Daniela
Ótima profissional, comprometida, esforçada, que busca ajudar de todas as formas para que tenhamos um bom desenvolvimento. Eu indico pois ela ama o que faz, e os resultados são evidentes.
• consultório terapêutico psicanálise e neurociência aplicada - caroline gonçalves • Consulta em psicanálise online •
Caroline Gonçalves
Daniela, agradeço muito pelo seu feedback e pela confiança no meu trabalho. Fico feliz em saber que o acompanhamento tem contribuído para o seu desenvolvimento. Seguimos juntas, com cuidado, compromisso e respeito ao seu processo.
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L
Luciano
Muito eficaz consegui enxergar oque realmente me adoecia e comecei a lidar melhor menos crises
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Caroline Gonçalves
Luciano, agradeço muito pelo seu feedback e pela confiança no trabalho. Fico feliz em saber que o processo ajudou você a compreender melhor o que estava lhe causando sofrimento e a lidar de forma mais consciente com as crises. Seguimos no seu ritmo, com cuidado e respeito ao seu processo.
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L
Luciana
Minha experiência tem sido transformadora. A profissional possui uma capacidade incrível de conduzir as sessões, ajudando a enxergar perspectivas que eu não notava antes. Sinto uma evolução real no meu bem-estar desde que comecei as sessões.
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Caroline Gonçalves
Luciana, agradeço pela confiança e pelo cuidado em compartilhar sua experiência. Fico contente em saber que o processo tem contribuído para ampliar seu olhar e favorecer reflexões importantes. Seguimos com seriedade, respeito e compromisso com o seu percurso.
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M
Maria
Muito compreensiva, esclarecedora! Recomento diminui minha ansiedade ao conheçer motivo dela
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Caroline Gonçalves
Maria, agradeço muito pelo seu feedback e pela confiança. Fico feliz em saber que as explicações ajudaram a compreender melhor o que estava acontecendo e a reduzir a ansiedade. Seguimos trabalhando juntas, no seu tempo, para ampliar essa compreensão e fortalecer seus recursos internos.
Dúvidas respondidas
257 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia
Olá, eu tenho diagnóstico de transtorno de ansiedade. Estava consideravelmente moderada, porém, eu iniciei o tratamento com roacutan, e um tempo depois eu estou sentindo uma apatia, não sinto felicidade, nem tristeza por coisas que antes sentia. Quero muito saber se isso tem relação com o remedio
Sim, essa apatia e o embotamento emocional podem estar relacionados ao uso da isotretinoína (Roacutan), especialmente em pessoas com histórico de transtorno de ansiedade. O medicamento pode, em alguns casos, provocar alterações de humor e redução da resposta emocional. É importante relatar esses sintomas ao dermatologista para avaliação da dose ou do tratamento e, se possível, manter acompanhamento psicológico ou psiquiátrico para uma análise mais completa do quadro.
Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última pergunta (link falei sobre um término de relacionamento, que retomamos o contato e eu estava aguardando a resposta dela, bom, ela me respondeu e não deu em nada, realmente é o fim e eu preciso me reconstruir e seguir minha vida. Só que vem acontecendo uma coisa estranhada: ela me diz que o que temos é muito importante para ser ignorado, fala que me considera bastante importante e o que temos é um laço de amor fraterno, mas quando me vê nos lugares não me olha nem na cara. O que seria isso? Confusão? Autoproteção? Conflito interno? Indecisão? Está lutando contra a decisão dela?
Enfim, são muitas perguntas, mas não são as principais, as mais importantes vem a seguir.
Percebo que quando passo um tempo considerável online, seja no instagram, whatsapp, youtube, ou até mesmo vendo um filme ou série, eu sinto ansiedade e tristeza, como se tivesse um vazio ali dentro de mim e que as redes sociais/internet estão me sugando. Mas quando me desconecto e vou fazer coisas no mundo real como: arrumar meu quarto, tocar violão, sair para caminhar ou pedalar, ir para a academia, ler um livro, conversar com meus pais, tudo isso me tira daquela sensação de tristeza e angústia, é como se fosse um instinto de sobrevivência sendo ativado, e me sinto muito melhor desconectado da internet e redes socias e me faz sentir bem. Gostaria de entender essas minhas dúvidas do motivo disso acontecer e os motivos que estão por trás dessas minhas sensações e também pelas atitudes da minha ex. Devo me afastar completamente dela? Devo continuar fazendo esse desmame de redes sociais?
O que você descreve é bastante comum após um término. As falas da sua ex indicam um vínculo afetivo que não foi totalmente elaborado, mas as atitudes mostram um limite claro. Isso costuma estar mais ligado à autoproteção e à ambivalência do que a uma confusão a ser resolvida. O discurso preserva o laço, enquanto o comportamento evita reabrir algo que ela já decidiu encerrar, o que para quem recebe mantém o luto ativo. Em relação a você, o excesso de tempo online tende a intensificar comparação, expectativa e ruminação, aumentando a sensação de vazio e ansiedade. Já o contato com o corpo, com tarefas concretas e com vínculos reais ajuda a regular o emocional, trazendo a mente para o presente. O afastamento dela tende a favorecer sua reconstrução emocional, e o desmame das redes sociais pode ser entendido como um recurso de cuidado psíquico, não como fuga. Essas questões costumam ganhar mais clareza quando trabalhadas em acompanhamento terapêutico, onde é possível elaborar o término e fortalecer movimentos mais saudáveis.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.
Perguntas frequentes
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Quais são as principais especialidades de Caroline Gonçalves?Caroline Gonçalves é psicanalista. Te mostramos alguns dos serviços oferecidos pelo especialista graças à sua trajetória e vasta experiência: Teleconsulta, Primeira consulta Psicanalise Online, Terapia online, Terapia de Casal Online, Consulta em psicanálise online, Psicoterapia online, Telemedicina Ajuda RS, Primeira consulta psicanálise.
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Onde fica o consultório de Caroline Gonçalves?Caroline Gonçalves atende em:
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Posso passar por atendimento online com Caroline Gonçalves, sem ter que ir até o consultório?Sim, Caroline Gonçalves oferece atendimento online. Basta selecionar "Teleconsulta" ao agendar sua consulta e você poderá ver as datas e horários disponíveis.
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Quais métodos de pagamento são aceitos por Caroline Gonçalves?Caroline Gonçalves aceita os seguintes métodos de pagamento: Cartão de Crédito, Transferência Bancária, PIX, Depósito Bancário.
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Em quais idiomas Caroline Gonçalves atende?Caroline Gonçalves atende em Inglês, Espanhol.
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Como posso marcar uma consulta com Caroline Gonçalves?O calendário que Caroline Gonçalves exibe em seu perfil na Doctoralia é atualizado em tempo real. Tudo o que precisa é escolher o dia e a hora que forem mais convenientes para você. O agendamento é gratuito e você também recebe um lembrete antes da consulta.
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Quando poderia me consultar com Caroline Gonçalves?Caroline Gonçalves costuma ter horários disponíveis dentro da mesma semana ou para a semana seguinte. Verifique o calendário: você verá o primeiro horário disponível, atualizado em tempo real. Caso o horário sugerido não funcione para você, verifique outras datas. Agendar uma consulta é sempre imediato e gratuito.
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O que outros pacientes opinam sobre Caroline Gonçalves?Um total de 4 pacientes já deixou uma opinião honesta e real sobre Caroline Gonçalves, que tem uma avaliação média de 5 estrelas (de 5).
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