Tenho 71 anos, altura 1,83 m e peso 83,5 Kg. A minha glicémia em jejum foi de 85 mg/dl ; HbA1c (NGSP
Tenho 71 anos, altura 1,83 m e peso 83,5 Kg. A minha glicémia em jejum foi de 85 mg/dl ; HbA1c (NGSP/DCCT) 5,2 % ; HbA1c (IFCC) 33 mmol/mole; Insulina em jejum 11,5 mU/L. Estes valores indicam resistência à insulina?
2 respostas
Olá, não indicam. é avaliado índice de resistência pelo HOMA-IR, cálculo feito a partir da glicemia de jejum com insulina. Seu valor de Homa Ir deu menor de 3,4 pelo meus cálculos, o que significa que não tem resistência insulínica. Att.
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Olá! Obrigado por compartilhar seus dados, que são muito importantes para uma análise mais detalhada. A glicemia de jejum de 85 mg/dL está dentro dos parâmetros normais, já que o valor considerado normal para pessoas sem diabetes está geralmente entre 70 e 99 mg/dL. Sua hemoglobina glicada (HbA1c), tanto na escala NGSP (5,2%) quanto na escala IFCC (33 mmol/mol), também está em um nível excelente, indicando um bom controle glicêmico a longo prazo, sem sinais de pré-diabetes ou diabetes. A insulina de jejum de 11,5 mU/L também está dentro dos limites considerados normais, embora seja um pouco mais alta do que a faixa inferior, o que pode sugerir que seu corpo está produzindo uma quantidade de insulina para manter a glicose em níveis adequados. O cálculo do HOMA-IR (Índice de Modelo de Avaliação da Homeostase para Resistência à Insulina) é uma forma válida de avaliar a resistência insulínica, combinando os valores de glicose e insulina em jejum. Um valor abaixo de 3,4, como você mencionou, geralmente indica que não há resistência insulínica significativa. De fato, com base nos números fornecidos, parece que você não apresenta resistência à insulina de forma preocupante, o que é uma boa notícia. No entanto, é importante considerar que, embora os números pareçam estar dentro dos parâmetros normais, a resistência à insulina é um espectro, e outros fatores, como seu histórico de saúde, estilo de vida, composição corporal e hábitos alimentares, também devem ser levados em conta. Mesmo com bons números, manter uma dieta saudável, rica em fibras, alimentos integrais e evitar o excesso de carboidratos refinados pode continuar sendo uma estratégia importante para evitar o desenvolvimento de resistência à insulina no futuro. Na medicina integrativa, avaliamos não apenas os números laboratoriais, mas todo o contexto da saúde do paciente. Isso inclui a busca por hábitos que otimizem sua saúde metabólica, cardiovascular e geral. Além disso, acompanhamos de perto fatores como inflamação crônica e saúde intestinal, que também podem influenciar o desenvolvimento de resistência à insulina a longo prazo. É sempre uma boa prática manter um acompanhamento regular, especialmente com o envelhecimento, para assegurar que esses parâmetros continuem sob controle. Caso perceba algum ganho de peso, alteração no metabolismo ou outros sintomas como cansaço frequente ou aumento da circunferência abdominal, pode ser interessante rever esses indicadores com seu médico para ajustar sua estratégia de saúde. Dra. Caroline Oliveira - CRM/SP 189586, Medicina Integrativa, com foco em Endocrinologia e nutrologia
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


