Tenho dor importante no braço não operado, com piora progressiva há cerca de 21 dias. Tenho históri

2 respostas
Tenho dor importante no braço não operado, com piora progressiva há cerca de 21 dias.
Tenho histórico de cirurgia recente no membro contralateral e compensei esse braço por aproximadamente 9 meses, sendo 100% de compensação nos primeiros 2 meses pós-operatório.

A dor começou de forma limitante após uma sessão de fisioterapia e vem piorando desde então, a ponto de eu não conseguir realizar elevação ativa do braço, enquanto a mobilidade passiva não parece bloqueada.

Durante esse período, realizei repetidamente movimentos funcionais de compensação, especialmente o gesto de enfiar o cotovelo na blusa e elevar a roupa com o braço “bom” para me trocar, o que pode ter sobrecarregado a articulação.

Já utilizei Diprospan IM dose unica a 10 dias, sem melhora.
Meu cirurgião prescreveu etodolaco 600 mg 12/12h por 10 dias, porém tenho restrição ao uso de AINEs e preocupação com rim/coração, o que torna esse esquema uma decisão difícil.

Minhas dúvidas são:

Esse tipo de inflamação realmente costuma exigir 10 dias completos de AINE, ou um curso mais curto (3–5 dias) já é suficiente para avaliar resposta e reduzir risco?

Quais diagnósticos são mais prováveis nesse contexto?

Tem possibilidade de melhora ou precisarei fazer outra cirurgia?
Dr. Gabriel Benevides Valiate Martins
Ortopedista - traumatologista
São Paulo
Pelo seu relato, esse quadro é relativamente comum após períodos prolongados de sobrecarga do “braço bom”, especialmente depois de cirurgia no lado oposto. Em geral, dor progressiva com perda da elevação ativa, mas preservação do movimento passivo, sugere problemas como tendinite ou bursite do ombro, lesão do manguito rotador ou um quadro inflamatório por uso excessivo. Movimentos repetitivos de vestir-se, elevar o braço e compensar funções do dia a dia realmente podem desencadear ou agravar esse tipo de inflamação.

Sobre o tratamento, nem toda inflamação exige obrigatoriamente 10 dias contínuos de anti-inflamatório, e em muitos casos um período mais curto (3 a 5 dias) já permite avaliar resposta clínica, especialmente em pessoas com restrição ao uso dessas medicações. A decisão deve sempre ser individualizada, considerando riscos renais e cardiovasculares. Na maioria dos pacientes, há chance real de melhora com tratamento conservador, como ajuste da fisioterapia, controle da dor e redução de sobrecarga; cirurgia é exceção, indicada apenas quando há falha do tratamento clínico ou confirmação de lesões estruturais relevantes em exames.

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Dr. Leandro Marques Dutra
Ortopedista - traumatologista
Brasília
TODA MEDICAÇÃO DEVE SER SOBRE OERIENTAÇAO MÉDICA , PRINCIPLAMENTE DE AINE, PELO RISCO DE NEFROTOXIDADE, DIAGNOSTICOS SO MESMO COM EXAME CLINICO E DE IMAGENS , PROCURE SEU MEDICO ASSISTENTE PARA LHE ORIENTAR MELHOR. NÃO USE MEDICAMENTOS SEM PRESCRIÇÃO.

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