Tenho neuropatia periférica axonal sensitiva . Existe uma possibilidade de cura?

3 respostas
Tenho neuropatia periférica axonal sensitiva . Existe uma possibilidade de cura?
Dra. Ana Paula Trentin
Neurologista, Neurofisiologista
Florianópolis
Para saber se há cura é necessária uma investigação etiológica, ou seja, descobrir o que causou a neuropatia. Mas há muitos medicamentos que tratam a dormência e dor provocadas pela neuropatia.

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Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
A neuropatia periférica axonal sensitiva é uma condição em que ocorre lesão ou degeneração dos axônios — as fibras nervosas responsáveis por transmitir os impulsos elétricos entre os nervos periféricos e o sistema nervoso central —, comprometendo principalmente a sensibilidade tátil, térmica e dolorosa. A possibilidade de cura depende diretamente da causa da neuropatia e do grau de dano axonal. Em muitos casos, é possível alcançar melhora significativa ou até reversão parcial dos sintomas, desde que a causa de base seja identificada e tratada precocemente. As causas mais comuns incluem diabetes, deficiências vitamínicas (B1, B6, B12, E), alcoolismo, uso crônico de certos medicamentos, doenças autoimunes, infecções virais, intoxicações, hipotireoidismo e doenças genéticas ou inflamatórias. Quando a origem é tratável (por exemplo, corrigir deficiência de vitamina B12, controlar diabetes, ajustar medicamentos ou eliminar toxinas), os nervos têm capacidade de regeneração lenta e gradual. No entanto, se o dano axonal for extenso ou houver doença progressiva (como neuropatias autoimunes crônicas), o objetivo passa a ser controle da dor, melhora funcional e prevenção de novas lesões, e não a cura completa. O tratamento costuma incluir: 1⃣ Correção da causa base, com controle metabólico, reposição nutricional ou tratamento imunológico, dependendo do diagnóstico. 2⃣ Fisioterapia e exercícios de reabilitação nervosa, para manter o tônus muscular, equilíbrio e propriocepção. 3⃣ Medicações para dor neuropática, como pregabalina, gabapentina, duloxetina ou amitriptilina, que ajudam no conforto diário e na qualidade do sono. 4⃣ Suplementação com vitaminas do complexo B e antioxidantes (como ácido alfa-lipóico e acetil-L-carnitina), que auxiliam na regeneração das fibras nervosas. 5⃣ Em alguns casos, terapias imunomoduladoras (como imunoglobulina ou corticoides), quando há suspeita de origem autoimune. É importante ressaltar que a regeneração nervosa é lenta, podendo levar meses a anos, e que a fisioterapia neuromotora e o acompanhamento contínuo com neurologista especializado em doenças neuromusculares são fundamentais para manter a função e reduzir a progressão. Em resumo: a neuropatia periférica axonal sensitiva pode ter melhora significativa ou estabilização, mas a cura completa depende da causa e da extensão do dano nervoso. Quando tratada precocemente e de forma direcionada, há boa chance de recuperação funcional. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, neuropatias periféricas e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira – Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728
 Mariana Ribeiro
Neurologista
Rio de Janeiro
A neuropatia periférica axonal sensitiva pode ter diversas causas, e a possibilidade de melhora ou cura depende muito do que está por trás do quadro — por exemplo, deficiência vitamínica, diabetes, doenças autoimunes ou até mesmo causas genéticas, que hoje são passíveis de investigação detalhada. Em alguns casos, quando a causa é identificada e tratada precocemente, pode haver melhora significativa dos sintomas, já em outras situações, o foco do tratamento é controlar os sintomas e evitar progressão. O ideal é discutir com o (a) neurologista quais exames complementares podem ajudar a definir o tipo e a causa da neuropatia e para direcionar o tratamento da forma mais precisa possível.

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