Tinha o crohn em remissão e decidimos ter o nosso primeiro filho. Aos 3 meses de gravidez parei o tr

Tinha o crohn em remissão e decidimos ter o nosso primeiro filho. Aos 3 meses de gravidez parei o tratamento com infliximab. Avisaram-me para não dar vacinas vivas ao meu bebé no primeiro ano de vida. Ainda amamento e faço infliximab de 8 em 8 semanas. O meu menino faz um ano e terá de fazer a sua primeira vacina viva. É seguro estando a amamentar?

2 respostas


Sim, é seguro manter amamentação. O Infliximab passa em quantidades mínimas para o leite e não contraindica vacinas vivas no bebê após 1 ano. A restrição de vacinas vivas no 1º ano ocorre pela exposição intrauterina. Após 12 meses, em geral é liberado. Confirmar com pediatra/gastro para o calendário específico. Dr. Arthur Henrique Caixeta - Médico Endocrinologista Pediátrico/Adulto

Dr. Arthur Caixeta

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Endocrinologista

São Paulo

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Olá, bom dia!! Em geral, sim: as vacinas vivas do bebê costumam ser consideradas seguras mesmo quando a mãe está amamentando e usa Infliximab. O principal motivo para adiar vacinas vivas no primeiro ano foi a exposição do bebê ao infliximab durante a gestação, porque esse medicamento atravessa bastante a placenta principalmente no 3º trimestre e pode permanecer no organismo do bebê por meses. Como você interrompeu aos 3 meses de gravidez, a exposição fetal provavelmente foi bem menor do que em quem usa até o final da gestação. Durante a amamentação: A passagem de infliximab para o leite costuma ser muito pequena; e a absorção pelo intestino do bebê é considerada mínima. Por isso, sociedades médicas geralmente consideram compatível: amamentar usando infliximab; e vacinar o bebê conforme orientação pediátrica após o período de restrição. As vacinas vivas que costumam gerar essa dúvida incluem: * Vacina tríplice viral, * Vacina da varicela, * Vacina rotavírus (esta é a mais preocupante nos primeiros meses). No caso do seu filho, chegando a 1 ano, muitos especialistas já liberariam as vacinas vivas, especialmente considerando: suspensão precoce do infliximab na gestação; ausência de imunossupressão direta no bebê e boa evolução clínica. Mesmo assim, a decisão final deve ser alinhada com o pediatra e idealmente o gastroenterologista/obstetra que acompanhou a gestação. Procure atendimento antes da vacinação se ele tiver: infecções recorrentes importantes, dificuldade de crescimento, febres frequentes ou suspeita de imunidade baixa.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.