Tive meningite meningocócica aos 5 anos, tive convulsões na epoca e depois não tive mais. Porém nós
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Tive meningite meningocócica aos 5 anos, tive convulsões na epoca e depois não tive mais. Porém nós últimos anos, todo vez que tomo prednisona ou dexametasona eu tenho convulsão. Que médico procurar pois não sei se tem relação.
Bom dia.
Esse efeito pode acontecer e já foi visto em estudos com animais. Mas é raro em humanos.
Portanto, é necessário avaliar as características dessa crise, as doenças associadas, medicamentos em uso etc. Assim fica definido o tipo de crise e a melhor forma de abordagem.
Grande abraço.
Esse efeito pode acontecer e já foi visto em estudos com animais. Mas é raro em humanos.
Portanto, é necessário avaliar as características dessa crise, as doenças associadas, medicamentos em uso etc. Assim fica definido o tipo de crise e a melhor forma de abordagem.
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Você deve procurar um neurologista pois as crises convulsivas podem ser desencadeadas por diversas medicações, inclusive corticóides, emmpacientes que já sofreram.alguma injúria cerebral ou tem.predispoaicao genética a epilepsia. E necessário medicação preventiva para bom controle das crises.
Idealmente procurar um neurologista.
As crises podem ser desencadeadas (em pacientes com predisposição genética ou com lesão cerebral previa - como por exemplo sequelas de menino-encefalite) por infecções, uso de medicações, privação de sono e diversos outros fatores.
É de extrema importância verificar a causa das crises, para um melhor tratamento. Até avaliação o ideal é que evite dirigir ou outras atividades de risco (operar maquinas, altura) pelo risco de crise durante a atividade.
As crises podem ser desencadeadas (em pacientes com predisposição genética ou com lesão cerebral previa - como por exemplo sequelas de menino-encefalite) por infecções, uso de medicações, privação de sono e diversos outros fatores.
É de extrema importância verificar a causa das crises, para um melhor tratamento. Até avaliação o ideal é que evite dirigir ou outras atividades de risco (operar maquinas, altura) pelo risco de crise durante a atividade.
O ideal é procurar um neurologista, preferencialmente um profissional com experiência em epilepsia e crises induzidas por medicamentos. Ele poderá revisar sua história clínica, avaliar se há alguma cicatriz residual da meningite por meio de exames como a ressonância magnética, e, se necessário, solicitar um eletroencefalograma. A partir disso, será possível entender se existe uma epilepsia latente, se o risco está realmente associado aos corticoides, e o que pode ser feito para prevenir novas crises no futuro.
É muito positivo que você tenha identificado esse padrão. Agora, o passo mais importante é buscar essa avaliação especializada para esclarecer a causa e planejar um cuidado seguro. A internet orienta, mas só o acompanhamento médico pode oferecer as respostas completas para o seu caso.
É muito positivo que você tenha identificado esse padrão. Agora, o passo mais importante é buscar essa avaliação especializada para esclarecer a causa e planejar um cuidado seguro. A internet orienta, mas só o acompanhamento médico pode oferecer as respostas completas para o seu caso.
Excelente pergunta — e muito pertinente, pois o histórico de meningite meningocócica na infância e a ocorrência de convulsões associadas ao uso de corticoides exigem uma investigação neurológica cuidadosa.
A meningite meningocócica é uma infecção grave que pode deixar sequelas neurológicas de longo prazo, mesmo em pessoas que se recuperam completamente. Entre essas possíveis sequelas estão áreas de hipersensibilidade cerebral que tornam o cérebro mais propenso a descargas elétricas anormais — ou seja, uma maior predisposição a crises epilépticas, principalmente sob determinadas condições.
O fato de você relatar que as convulsões ocorrem sempre após o uso de corticoides (como prednisona ou dexametasona) é um dado clínico relevante. Embora os corticoides não causem crises diretamente na maioria das pessoas, em indivíduos com histórico neurológico prévio ou cicatrizes cerebrais pós-infecciosas, eles podem alterar o equilíbrio eletrolítico e excitar o sistema nervoso central, especialmente em doses mais altas ou de uso prolongado. Esses medicamentos podem também reduzir o limiar convulsivo, facilitando o aparecimento das crises.
É fundamental que você procure um neurologista, preferencialmente com experiência em epilepsia ou neuroinfecção pós-meningite. Esse especialista poderá solicitar eletroencefalograma (EEG) e ressonância magnética cerebral com foco temporal, a fim de avaliar se há cicatrizes, displasias ou áreas de irritação cortical residual que expliquem sua suscetibilidade às convulsões. Dependendo dos achados, pode ser indicada profilaxia anticonvulsivante preventiva em situações em que o uso de corticoides seja necessário.
Além disso, é importante que qualquer médico que venha a prescrever corticoides saiba desse histórico, para ajustar doses, evitar interações com outros medicamentos e, se necessário, prescrever um protetor neurológico temporário (como anticonvulsivantes de curta duração durante o uso do corticoide).
Em resumo, a relação entre as convulsões e o uso de corticoides pode estar ligada a uma hipersensibilidade cerebral residual da meningite, e o neurologista é o profissional indicado para investigar e definir o melhor manejo. Ele poderá orientar o uso seguro de medicamentos e prevenir novas crises, garantindo estabilidade a longo prazo.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Procure um neurologista o quanto antes para avaliação detalhada e orientação personalizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
A meningite meningocócica é uma infecção grave que pode deixar sequelas neurológicas de longo prazo, mesmo em pessoas que se recuperam completamente. Entre essas possíveis sequelas estão áreas de hipersensibilidade cerebral que tornam o cérebro mais propenso a descargas elétricas anormais — ou seja, uma maior predisposição a crises epilépticas, principalmente sob determinadas condições.
O fato de você relatar que as convulsões ocorrem sempre após o uso de corticoides (como prednisona ou dexametasona) é um dado clínico relevante. Embora os corticoides não causem crises diretamente na maioria das pessoas, em indivíduos com histórico neurológico prévio ou cicatrizes cerebrais pós-infecciosas, eles podem alterar o equilíbrio eletrolítico e excitar o sistema nervoso central, especialmente em doses mais altas ou de uso prolongado. Esses medicamentos podem também reduzir o limiar convulsivo, facilitando o aparecimento das crises.
É fundamental que você procure um neurologista, preferencialmente com experiência em epilepsia ou neuroinfecção pós-meningite. Esse especialista poderá solicitar eletroencefalograma (EEG) e ressonância magnética cerebral com foco temporal, a fim de avaliar se há cicatrizes, displasias ou áreas de irritação cortical residual que expliquem sua suscetibilidade às convulsões. Dependendo dos achados, pode ser indicada profilaxia anticonvulsivante preventiva em situações em que o uso de corticoides seja necessário.
Além disso, é importante que qualquer médico que venha a prescrever corticoides saiba desse histórico, para ajustar doses, evitar interações com outros medicamentos e, se necessário, prescrever um protetor neurológico temporário (como anticonvulsivantes de curta duração durante o uso do corticoide).
Em resumo, a relação entre as convulsões e o uso de corticoides pode estar ligada a uma hipersensibilidade cerebral residual da meningite, e o neurologista é o profissional indicado para investigar e definir o melhor manejo. Ele poderá orientar o uso seguro de medicamentos e prevenir novas crises, garantindo estabilidade a longo prazo.
Reforço que esta explicação tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica presencial. Procure um neurologista o quanto antes para avaliação detalhada e orientação personalizada.
Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
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