Tive um episódio único de pânico e paranoia intensa após usar maconha há alguns meses. Eu não uso ma

4 respostas
Tive um episódio único de pânico e paranoia intensa após usar maconha há alguns meses. Eu não uso mais , mas às vezes, quando lembro do que aconteceu, sinto a respiração ficar um pouco pesada e um leve aperto no peito. Além disso, sinto uma desconfiança específica em relação a um amigo que estava presente. Racionalmente sei que ele não é uma ameaça, mas não consigo evitar o sentimento. Essa reação física e emocional ao lembrar do evento é mais característica de uma resposta de trauma ou de um sintoma de paranoia contínua?
Dra. Marina Cabeda Egger Moellwald
Psicólogo, Psicanalista
Florianópolis
Olá,
Pode ser uma resposta/reação advinda do acontecimento traumático.
Quando não trabalhamos ou elaboramos situações que tenham "batido" de forma diferente no corpo, é comum que elas retornem de forma somática.
Não há como saber, de antemão e de imediato, se é algo pontual e que diz respeito a um evento ou se, devido a esse evento, houve algum tipo de desequilíbrio ou desorganização psíquica.
Vale fazer uma terapia ou análise para tentar entender o que está se passando.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Dra. Ana Paula Porto
Psicólogo
Rio de Janeiro
Pelo que você descreveu, a reação parece mais compatível com uma resposta traumática do que com paranoia contínua. Alguns pontos importantes:

Episódio único: o surto intenso ocorreu apenas uma vez e está ligado a um evento específico (uso de maconha), o que sugere associação situacional.

Sintomas atuais condicionados à lembrança: respiração pesada, aperto no peito e desconfiança quando lembra do episódio são respostas físicas e emocionais de memória traumática, não uma paranoia constante.

Racionalidade preservada: você consegue reconhecer que o amigo não oferece risco, indicando que sua percepção da realidade está intacta — o que difere de um quadro paranoide contínuo, em que a desconfiança seria persistente e não baseada em gatilhos específicos.

Resumo: é mais provável que seja uma reação de tipo traumático ou ansiedade pós-episódio intenso, possivelmente um pequeno episódio de stress pós-traumático situacional, e não uma paranoia crônica.

Se se sentir à vontade, procure ajuda profissional: você não precisa se curar disto ozinha!
Pelo que você descreve parece ter sido uma experiência realmente muito intensa! Experiências emocionalmente intensas como essa podem deixar a sua marca por um período de tempo. O melhor caminho é sempre consultar um psicólogo, já que me parece que as emoções que apareceram depois dessa crise são novas e bem acentuadas. Independente de ser uma resposta ao trauma de ter tido essa experiência ou a manutenção do sintoma de paranoia é muito importante ter o acompanhamento profissional adequado, justamente para que você possa se aprofundar e melhor compreender esses sintomas.
Obrigado por compartilhar de forma tão clara o que você está vivendo. O que você descreve — esse episódio único e intenso desencadeado pelo uso da maconha, seguido de lembranças que trazem reações no corpo (respiração pesada, aperto no peito) e também uma desconfiança persistente em relação a quem estava presente — se aproxima mais de uma resposta ligada a um evento marcante (traumático) do que de um quadro de paranoia contínua.

A diferença está na natureza e na persistência: quando se trata de trauma, as lembranças de um acontecimento que gerou muito medo ou confusão podem ser reativadas depois, trazendo junto reações físicas e emocionais, mesmo que a situação já tenha passado. Isso não significa que você esteja preso a um estado permanente, mas que seu corpo e sua memória ainda carregam a marca da experiência. Já a paranoia contínua costuma aparecer de forma mais ampla e desvinculada de um evento específico, espalhando-se para diferentes áreas da vida, o que não parece ser o seu caso.

A desconfiança em relação ao amigo pode estar ligada ao fato de ele estar presente naquele momento, quase como se a lembrança do que aconteceu tivesse ficado associada a ele. Mesmo sabendo racionalmente que não há ameaça, o corpo ainda reage como se precisasse se proteger.

Não conseguiu encontrar a resposta que procurava? Faça outra pergunta!

  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.