Tomei bupropiona por quatro meses com clonazepam 1 mg. Tive crises de ansiedade muito fortes. A psiq
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Tomei bupropiona por quatro meses com clonazepam 1 mg. Tive crises de ansiedade muito fortes. A psiquiatra me indicou tomar junto, escitalopram de 10 mg e mesmo assim continuo muito depressivo e com crises de ansiedade, além de estar cada vez mais dependente do clonazepam. Tenho tido pensamentos que não gostaria de ter. Gostaria de tentar voltar a não depender de nenhuma medicação, pois parece que o meu discernimento era maior quando apenas tinha depressão e não fazia uso de medicamentos, além de não ter "pensamentos ruins", nesse período tinha forças pra fazer exercícios físicos regularmente, mas não me sinto forte o suficiente pra parar de tomar o clonazepam.
Essa sensação pode acontecer quando o tratamento ainda não está bem ajustado.
A bupropiona pode aumentar ansiedade em algumas pessoas, e mesmo com a entrada do escitalopram pode levar algumas semanas até estabilizar melhor o humor e reduzir as crises.
O uso contínuo de clonazepam pode dar alívio imediato, mas com o tempo pode gerar dependência e sensação de perda de controle, além de não tratar a causa da ansiedade.
Esses “pensamentos ruins” e a piora do bem-estar indicam que o momento pede ajuste do tratamento, não necessariamente retirada total por conta própria.
Na prática, é possível reduzir e até retirar medicações como o clonazepam, mas isso precisa ser feito de forma gradual e com suporte, enquanto se organiza uma base mais estável para ansiedade e humor.
Se está difícil de lidar dessa forma, dá para reorganizar a condução para recuperar mais clareza, estabilidade e autonomia ao longo do tempo.
A bupropiona pode aumentar ansiedade em algumas pessoas, e mesmo com a entrada do escitalopram pode levar algumas semanas até estabilizar melhor o humor e reduzir as crises.
O uso contínuo de clonazepam pode dar alívio imediato, mas com o tempo pode gerar dependência e sensação de perda de controle, além de não tratar a causa da ansiedade.
Esses “pensamentos ruins” e a piora do bem-estar indicam que o momento pede ajuste do tratamento, não necessariamente retirada total por conta própria.
Na prática, é possível reduzir e até retirar medicações como o clonazepam, mas isso precisa ser feito de forma gradual e com suporte, enquanto se organiza uma base mais estável para ansiedade e humor.
Se está difícil de lidar dessa forma, dá para reorganizar a condução para recuperar mais clareza, estabilidade e autonomia ao longo do tempo.
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Não tem como saber se seu tratamento está correto, somente com base nas informações acima. Mas, normalmente, em quatro meses já é possível verificar se alguma medicação é boa para seu caso e se a dose é adequada. Porém, se teve alguma piora, foi por seu tratamento ter sido ineficaz (pelo menos, por enquanto) e não pelo uso dos remédios. Está comprovado que antidepressivos não pioram sintomas depressivos - ou seja, podem ter efeitos colaterais, mas piora da depressão não é um deles. No entanto, se você tem depressão, há tratamentos comprovados (várias medicações, intervenções biológicas não medicamentosas e alguns tipos de psicoterapia), porém ficar sem tratamento não só compromete sua qualidade de vida, como traz sérios riscos. Quanto ao clonazepam, a recomendação é não usar continuamente por mais que 4 a 6 semanas, a não ser casos excepcionais. Sua retirada deve ser feita através de acompanhamento médico.
Entendo sua angústia — e é importante levar esses sinais a sério. O quadro que você descreve não é incomum em fases de ajuste medicamentoso, mas também indica que o tratamento atual precisa ser reavaliado com cuidado.
A bupropiona pode, em algumas pessoas, aumentar ansiedade e agitação, especialmente no início ou em perfis mais sensíveis. Já o escitalopram costuma ajudar tanto na ansiedade quanto na depressão, mas pode levar algumas semanas para atingir efeito pleno e, às vezes, requer ajuste de dose. O clonazepam, por sua vez, é eficaz para alívio rápido da ansiedade, mas o uso contínuo pode levar à dependência e à sensação de que é difícil ficar sem ele, como você descreveu.
Sobre o desejo de “ficar sem medicação”, ele é compreensível, especialmente quando você associa períodos sem remédio a maior clareza e energia. No entanto, interromper ou reduzir medicações — principalmente o clonazepam — de forma abrupta pode piorar muito a ansiedade e até trazer riscos. O caminho mais seguro, se esse for um objetivo, é fazer isso de forma gradual e acompanhada, com um plano estruturado.
Os “pensamentos que não gostaria de ter” são um ponto de atenção importante. Eles podem fazer parte do quadro depressivo ou ansioso, mas precisam ser avaliados diretamente com seu psiquiatra, especialmente se estiverem mais intensos ou frequentes.
Neste momento, o mais indicado é uma reavaliação completa do tratamento: entender se há necessidade de ajustar doses, trocar medicações, rever o papel do clonazepam e, principalmente, incluir estratégias não farmacológicas, como psicoterapia, que ajudam muito na redução da ansiedade e na recuperação da autonomia.
Você não está “fraco” por sentir dificuldade em parar o clonazepam — isso faz parte do efeito da própria medicação. Com acompanhamento adequado, é possível reorganizar o tratamento de forma mais confortável e segura para você.
A bupropiona pode, em algumas pessoas, aumentar ansiedade e agitação, especialmente no início ou em perfis mais sensíveis. Já o escitalopram costuma ajudar tanto na ansiedade quanto na depressão, mas pode levar algumas semanas para atingir efeito pleno e, às vezes, requer ajuste de dose. O clonazepam, por sua vez, é eficaz para alívio rápido da ansiedade, mas o uso contínuo pode levar à dependência e à sensação de que é difícil ficar sem ele, como você descreveu.
Sobre o desejo de “ficar sem medicação”, ele é compreensível, especialmente quando você associa períodos sem remédio a maior clareza e energia. No entanto, interromper ou reduzir medicações — principalmente o clonazepam — de forma abrupta pode piorar muito a ansiedade e até trazer riscos. O caminho mais seguro, se esse for um objetivo, é fazer isso de forma gradual e acompanhada, com um plano estruturado.
Os “pensamentos que não gostaria de ter” são um ponto de atenção importante. Eles podem fazer parte do quadro depressivo ou ansioso, mas precisam ser avaliados diretamente com seu psiquiatra, especialmente se estiverem mais intensos ou frequentes.
Neste momento, o mais indicado é uma reavaliação completa do tratamento: entender se há necessidade de ajustar doses, trocar medicações, rever o papel do clonazepam e, principalmente, incluir estratégias não farmacológicas, como psicoterapia, que ajudam muito na redução da ansiedade e na recuperação da autonomia.
Você não está “fraco” por sentir dificuldade em parar o clonazepam — isso faz parte do efeito da própria medicação. Com acompanhamento adequado, é possível reorganizar o tratamento de forma mais confortável e segura para você.
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