Tomo Rivotril há 17 anos e há dois anos ele parou de fazer efeito. Associei com o triptofano e magné

3 respostas
Tomo Rivotril há 17 anos e há dois anos ele parou de fazer efeito. Associei com o triptofano e magnésio treonato e o efeito continuou. Tem dois meses que não faz mais efeito . Não estou conseguindo dormir. O que devo fazer agora?
Rivotril não é um medicamento para uso prolongado devido os efeitos colaterais a longo prazo, como prejuízos de memória, você necessita tratar a causa dos seus sintomas, com um medicamento adequado e, assim, fazer a retirada do Rivotril.

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Dra. Camila Santos Osiowy
Psiquiatra
Curitiba
Olá. Em primeiro lugar é importante saber qual a indicação da medicação. Pois a insônia é um sintoma que pode fazer parte de diferentes quadros psiquiátricos. Dessa forma, para que o paciente consiga um sono adequado e reparador é necessário que os demais sintomas associados sejam tratados também. Nem sempre esses outros sintomas são percebidos pelo paciente como queixa. Mas o médico psiquiatra vai avaliar todos esses fatores antes de encontrar o tratamento mais adequado para o seu quadro. Por isso é necessário que você passe por uma consulta com o especialista, ou com o médico que é seu prescritor, para uma avaliação psiquiátrica completa. E daí sim a definição da melhor conduta para o seu quadro de maneira mais específica. Espero ter ajudado. Tenha um ótimo dia. Dra Camila.
Dra. Jéssica Carpaneda
Psiquiatra, Médico clínico geral, Generalista
Brasília
Entendo o quanto isso desgasta, principalmente depois de tantos anos usando a mesma medicação. O que você está descrevendo é bem compatível com tolerância ao Rivotril. Com o tempo, o cérebro se adapta ao clonazepam e ele deixa de induzir o sono como antes. Associar triptofano ou magnésio pode até ajudar de forma leve, mas não costuma resolver quando já existe tolerância estabelecida.

Aumentar a dose por conta própria não é o caminho, porque tende a piorar a dependência e não recupera um sono de qualidade de forma sustentada. O mais adequado agora é reorganizar o tratamento.

Na prática, o que costuma funcionar melhor é primeiro estabilizar o uso do clonazepam, sem ficar variando dose, e a partir daí montar um plano estruturado que pode incluir redução gradual do benzodiazepínico, introdução de outras medicações mais adequadas para sono e ansiedade, e ajustes importantes na rotina de sono. Muitas vezes também é necessário tratar a base da insônia, que pode estar relacionada a ansiedade, hiperativação mental ou desorganização do ritmo.

Depois de 17 anos de uso, esse processo precisa ser feito com cuidado, porque a retirada abrupta ou mal planejada pode piorar muito o sono e gerar sintomas de abstinência. Mas é possível reorganizar e recuperar o sono, sim.

Se fizer sentido pra você, posso te ajudar a montar esse plano de forma individualizada, olhando com calma sua rotina, padrão de sono e histórico de uso.

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