Topiramato causa algum danos na cognição?. Pois o eu medico neuro me passou 25mg à noite pois sofro

7 respostas
Topiramato causa algum danos na cognição?. Pois o eu medico neuro me passou 25mg à noite pois sofro de crises de enxaqueca
Nós primeiros dias de uso pode ocorrer um pequena lentificacao de pensamentos. Mas isso normalmente se resolve em poucos dias. Sendo um excelente medicamento para a prevenção de dores de cabeça.
Não causa nenhum dano ao encéfalo e trás muitos benefícios diante das crises de cefaléia, sendo uma medicação de uso corrente.
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O topiramato pode causar déficit de atenção nos primeiros dias. A atenção é fundamental para resgatar informações adquiridas e para consolidar novas informações. Assim, aparentemente há déficit discreto de memória.
Olá. O topiramato é um medicamento da classe dos antiepiléticos e também bastante utilizado no tratamento da enxaqueca. Entre seus efeitos colaterais é bastante comum a queixa de piora da memória, principalmente o esquecimento de palavras. Esse efeito ocorre durante o período de uso da medicação apresentando melhora após suspensão do remédio. E também tende a piorar quanto maior for a dose do remédio utilizado. Caso seja um efeito colateral importante, pode ser optado por trocar o tratamento. Hoje em dia dispomos de muitas opções de tratamento para enxaqueca.
Essa dúvida é muito válida, pois sim, o topiramato pode causar efeitos colaterais cognitivos em algumas pessoas... mas isso geralmente acontece em doses mais altas, ou quando o corpo ainda está se adaptando ao medicamento. No seu caso a dose de 25mg é bem baixa, e o beneficio de controlar melhor a enxqueca costuma compensar, e se não dá pra ajustar a medicação. O importante é você se sentir sem dor e manter a clareza mental!
O topiramato é um medicamento amplamente utilizado no tratamento preventivo da enxaqueca, porém está associado a efeitos colaterais cognitivos que são bem documentados e podem ser clinicamente relevantes. Entre os sintomas mais comuns estão a lentificação psicomotora, dificuldade de concentração, redução da fluência verbal, problemas de memória e dificuldades de linguagem, especialmente para encontrar palavras. Esses efeitos tendem a ser mais frequentes durante a fase inicial de ajuste da dose (titulação) e são dose-dependentes, podendo persistir em alguns pacientes durante o uso continuado, embora geralmente sejam leves a moderados e reversíveis após a suspensão do medicamento.

Estudos mostram que a incidência desses efeitos varia conforme a dose e a velocidade com que o medicamento é introduzido, sendo menor em regimes de titulação lenta e doses menores, como na prevenção da enxaqueca, mas ainda assim significativa. Crianças mais jovens parecem estar mais suscetíveis a esses efeitos cognitivos.

Caso você esteja apresentando esses efeitos adversos com o topiramato, há diversas alternativas terapêuticas eficazes e com menor risco de comprometimento cognitivo. Os betabloqueadores, como propranolol, metoprolol, timolol, atenolol e nadolol, são opções de primeira linha, especialmente para quem não possui contraindicações cardiovasculares, apresentando eficácia semelhante ao topiramato e melhor tolerabilidade cognitiva. Outra alternativa importante são os anticorpos monoclonais anti-CGRP, que reduzem a frequência das crises de enxaqueca e possuem um perfil de segurança favorável, com ausência de efeitos cognitivos relevantes, sendo indicados especialmente após falha ou intolerância a outros tratamentos preventivos.

Além disso, antidepressivos tricíclicos, como a amitriptilina e a nortriptilina, e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (SNRIs), como venlafaxina e duloxetina, também são eficazes, embora o perfil de efeitos adversos de cada um deva ser considerado individualmente. O ácido valproico é outra opção, porém seu uso pode ser limitado por efeitos metabólicos, sedação e risco teratogênico, especialmente em mulheres em idade fértil. Para casos mais resistentes ou que não toleram múltiplas opções, a toxina botulínica tipo A pode ser considerada, conforme critérios específicos para enxaqueca crônica.

Por fim, é importante destacar que estratégias não farmacológicas e intervenções comportamentais devem fazer parte do manejo multidisciplinar da enxaqueca, complementando o tratamento medicamentoso.

Fico à disposição para uma avaliação individualizada e para ajudar na escolha do tratamento mais adequado para o seu caso.
Dra. Mariana M. Sant'Ana
Neurologista, Especialista em dor
Cuiabá
Excelente pergunta — e muito importante, pois o Topiramato (Topamax) é um dos medicamentos mais eficazes na prevenção da enxaqueca crônica, mas realmente pode causar efeitos cognitivos leves em algumas pessoas, especialmente nas fases iniciais do tratamento ou em doses mais altas.

O Topiramato atua modulando neurotransmissores cerebrais (como GABA e glutamato) e estabilizando a excitabilidade neuronal — mecanismo que ajuda a prevenir as crises de enxaqueca. No entanto, por interferir na velocidade de transmissão elétrica entre os neurônios, pode causar, em algumas pessoas, lentificação cognitiva transitória, popularmente chamada de “cabeça mais lenta”.

Os efeitos mais relatados são:

Dificuldade para lembrar palavras ou achar o termo exato durante a fala;

Lentidão de raciocínio ou sensação de “mente mais devagar”;

Esquecimentos leves no início do tratamento;

Em alguns casos, formigamento nas mãos ou nos lábios, que é um efeito colateral benigno e comum.

Mas é importante destacar:
Esses efeitos são geralmente leves e temporários;
São mais comuns em doses acima de 100 mg/dia;
E tendem a desaparecer após as primeiras semanas, quando o cérebro se adapta ao medicamento.

Na sua situação, a dose de 25 mg à noite é baixa e segura, usada justamente como dose inicial para prevenção de enxaqueca. A maioria dos pacientes toleram bem essa dose, sem alterações cognitivas significativas. O objetivo é reduzir a frequência e a intensidade das crises de dor sem comprometer a rotina.

Para minimizar qualquer desconforto, recomenda-se:

Evitar privação de sono e desidratação, que potencializam os efeitos colaterais;

Iniciar a medicação à noite, como seu médico indicou;

E relatar qualquer sintoma persistente ao neurologista, que pode ajustar a dose ou o horário de uso.

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.

Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais em Cuiabá e São Paulo e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, tratamento da enxaqueca e manejo de efeitos colaterais de neuromoduladores, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

Dra. Mariana Santana – Neurologista em Cuiabá | Neurologista em São Paulo | Especialista em Tratamento da Dor
CRM: 5732-MT | RQE nº 5835
Dra. Camila Cirino Pereira
Neurologista, Médico do sono, Psiquiatra
São Paulo
O topiramato é um medicamento eficaz na prevenção de crises de enxaqueca, e doses baixas, como 25 mg à noite, costumam ser bem toleradas e seguras. No entanto, é verdade que o topiramato pode causar efeitos cognitivos transitórios em algumas pessoas, especialmente nas fases iniciais do tratamento ou quando a dose é aumentada rapidamente. Esses efeitos não indicam dano cerebral, mas sim uma redução temporária na velocidade de processamento cognitivo, consequência direta da ação do remédio sobre os neurotransmissores. O topiramato age modulando os sistemas GABA (inibitório) e glutamato (excitador), reduzindo a excitabilidade neuronal que causa a dor de cabeça — mas, ao mesmo tempo, essa modulação pode deixar o cérebro ligeiramente “mais lento” em determinadas funções. Os sintomas cognitivos mais relatados incluem: dificuldade de concentração, lapsos de memória recente, lentificação no pensamento e dificuldade para encontrar palavras (“empacamento verbal”). Essas alterações são mais comuns em doses acima de 100 mg/dia ou em pessoas que realizam tarefas cognitivamente exigentes. No entanto, na dose de 25 mg, usada para profilaxia inicial da enxaqueca, esses efeitos são geralmente leves e tendem a desaparecer com o tempo, à medida que o cérebro se adapta ao medicamento. É importante também garantir boa hidratação, pois o topiramato pode aumentar o risco de cálculo renal e sensação de fadiga se houver desidratação. Em contrapartida, o topiramato apresenta benefícios adicionais — pode ajudar no controle de peso, estabilização do humor e melhora da qualidade do sono, o que, indiretamente, também reduz a frequência das crises. Caso perceba sintomas cognitivos persistentes, confusão, formigamento intenso ou visão turva, o ideal é informar o neurologista, que pode ajustar a dose ou o horário de uso. De modo geral, trata-se de um medicamento seguro, bem estudado e muito eficaz na redução das crises de enxaqueca crônica, quando acompanhado de hábitos saudáveis e monitoramento médico regular. Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista é essencial para confirmar o diagnóstico e garantir segurança no uso. Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, cefaleias, enxaqueca e regulação neurofuncional, sempre com uma abordagem técnica, empática e humanizada. Dra. Camila Cirino Pereira - Neurologista | Especialista em TDAH | Especialista em Medicina do Sono | Especialista em Saúde Mental CRM CE 12028 | RQE Nº 11695 | RQE Nº 11728

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