Valdoxan pode ser tomado junto com Nortriptilina? Atualmente, uso dois comprimidos de Valdoxan 25 mg
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Valdoxan pode ser tomado junto com Nortriptilina? Atualmente, uso dois comprimidos de Valdoxan 25 mg à noite. Porém não tem ajudado muito na ansiedade e depressão. O médico passou nortriptilina e disse que era para manter o Valdoxan pelo menos nos 2 primeiros meses.
O uso do Valdoxan (Agomelatina) associado à Nortriptilina não apresenta contra indicação absoluta. Já quanto à necessidade do uso concomitante dessas medicações e se é a melhor estratégia para controle dos quadros de depressão e ansiedade, demandam avaliação e acompanhamento médico individual. Converse com o seu médico e exponha suas dúvidas e como se sente quanto à reposta ao tratamento.
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ola!sim principalmente na fase de transição do tratamento da depressao.Éuma prescrição que exige certos cuidados ,e a associação deve ser aos poucos devidos a efeitos colerais .Siga sempre s orientações do seu medico!abraco
Sim — é viável tomar Valdoxan (agomelatina) junto com nortriptilina. Em geral, a combinação é considerada segura e pode ser usada como estratégia de transição/otimização por algumas semanas. O objetivo costuma ser: manter o Valdoxan (que ajuda sono/ritmo circadiano) enquanto a nortriptilina inicia efeito antidepressivo, e depois reavaliar para evitar polifarmácia.
É seguro usar juntos?
Baixo risco de interação farmacológica relevante:
Agomelatina: agonista MT1/MT2 e antagonista 5‑HT2C; metabolismo principalmente por CYP1A2.
Nortriptilina: tricíclico noradrenérgico (pouco serotoninérgico), metabolizado por CYP2D6.
Não há potencial significativo de síndrome serotoninérgica nessa combinação.
Atenção ao fígado (agomelatina): exige monitorização de enzimas hepáticas.
Efeitos aditivos de sedação/hipotensão ortostática: possíveis à noite; ajuste de horário e dose pode ser necessário.
O que observar na prática
Sedação/“ressaca” matinal, tontura ao levantar, boca seca, constipação (da nortriptilina).
Melhora do sono (agomelatina) vs. sonolência excessiva se ambos à noite.
Se não houver benefício claro do Valdoxan após 6–8 semanas de uso adequado (50 mg/noite), costuma-se reavaliar a necessidade de mantê-lo.
Monitorização recomendada
Função hepática (TGO/TGP/AST/ALT) com agomelatina:
Basal (antes ou no início), e depois por volta de 3, 6, 12 e 24 semanas, ou conforme orientação.
Suspender e reavaliar se enzimas ↑ clinicamente ou sintomas de hepatopatia (náusea persistente, dor em hipocôndrio direito, urina escura, icterícia).
Pressão arterial e frequência cardíaca, especialmente se a nortriptilina for titulada para doses médias/altas.
ECG se houver histórico cardíaco, idade avançada ou múltiplos fatores de risco (tricíclicos podem afetar condução).
Interações e cuidados
Com agomelatina, evitar inibidores potentes de CYP1A2 (ex.: fluvoxamina, ciprofloxacino).
Álcool: evitar (soma risco hepático/sedativo).
Mudanças no tabagismo (indutor de CYP1A2): se parar de fumar, a exposição à agomelatina pode subir — avise o médico.
Nortriptilina: não combinar com IMAO; cautela com outros anticolinérgicos/sedativos.
Quando procurar o médico mais cedo
Sedação incapacitante, tontura/síncope, palpitações.
Sinais de problema hepático (citados acima).
Piora acentuada do humor/ansiedade ou ideias de autoagressão.
Em resumo
Pode manter Valdoxan enquanto inicia nortriptilina — estratégia comum por 4–8 semanas.
Vigilância hepática é obrigatória com agomelatina.
Após a estabilização com nortriptilina, reavaliar se o Valdoxan agrega benefício; se não, considerar retirada para simplificar o esquema.
É seguro usar juntos?
Baixo risco de interação farmacológica relevante:
Agomelatina: agonista MT1/MT2 e antagonista 5‑HT2C; metabolismo principalmente por CYP1A2.
Nortriptilina: tricíclico noradrenérgico (pouco serotoninérgico), metabolizado por CYP2D6.
Não há potencial significativo de síndrome serotoninérgica nessa combinação.
Atenção ao fígado (agomelatina): exige monitorização de enzimas hepáticas.
Efeitos aditivos de sedação/hipotensão ortostática: possíveis à noite; ajuste de horário e dose pode ser necessário.
O que observar na prática
Sedação/“ressaca” matinal, tontura ao levantar, boca seca, constipação (da nortriptilina).
Melhora do sono (agomelatina) vs. sonolência excessiva se ambos à noite.
Se não houver benefício claro do Valdoxan após 6–8 semanas de uso adequado (50 mg/noite), costuma-se reavaliar a necessidade de mantê-lo.
Monitorização recomendada
Função hepática (TGO/TGP/AST/ALT) com agomelatina:
Basal (antes ou no início), e depois por volta de 3, 6, 12 e 24 semanas, ou conforme orientação.
Suspender e reavaliar se enzimas ↑ clinicamente ou sintomas de hepatopatia (náusea persistente, dor em hipocôndrio direito, urina escura, icterícia).
Pressão arterial e frequência cardíaca, especialmente se a nortriptilina for titulada para doses médias/altas.
ECG se houver histórico cardíaco, idade avançada ou múltiplos fatores de risco (tricíclicos podem afetar condução).
Interações e cuidados
Com agomelatina, evitar inibidores potentes de CYP1A2 (ex.: fluvoxamina, ciprofloxacino).
Álcool: evitar (soma risco hepático/sedativo).
Mudanças no tabagismo (indutor de CYP1A2): se parar de fumar, a exposição à agomelatina pode subir — avise o médico.
Nortriptilina: não combinar com IMAO; cautela com outros anticolinérgicos/sedativos.
Quando procurar o médico mais cedo
Sedação incapacitante, tontura/síncope, palpitações.
Sinais de problema hepático (citados acima).
Piora acentuada do humor/ansiedade ou ideias de autoagressão.
Em resumo
Pode manter Valdoxan enquanto inicia nortriptilina — estratégia comum por 4–8 semanas.
Vigilância hepática é obrigatória com agomelatina.
Após a estabilização com nortriptilina, reavaliar se o Valdoxan agrega benefício; se não, considerar retirada para simplificar o esquema.
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