Parto normal

O parto normal, também conhecido como parto vaginal, é o processo natural pelo qual o bebê nasce através do canal vaginal da mãe. Este método de nascimento é amplamente recomendado por profissionais de saúde devido aos seus inúmeros benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. Entre as vantagens, destacam-se a recuperação mais rápida da mãe, menor risco de complicações cirúrgicas e a promoção do vínculo imediato entre mãe e filho. Além disso, o parto normal favorece a liberação de hormônios que auxiliam na amamentação e no bem-estar do recém-nascido.

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Para que serve o parto normal?

O parto normal é utilizado para proporcionar um nascimento natural e seguro para o bebê e a mãe. Este método de parto permite que o bebê passe pelo canal vaginal, o que pode ajudar na expulsão de líquidos dos pulmões do recém-nascido e na preparação do sistema respiratório. Além disso, o parto normal pode promover uma recuperação mais rápida para a mãe, com menor risco de complicações pós-parto, como infecções e hemorragias.

Como funciona?

O parto normal ocorre quando o bebê nasce através do canal vaginal, sem a necessidade de intervenções cirúrgicas. Durante o trabalho de parto, o corpo da mulher passa por uma série de contrações uterinas que ajudam a empurrar o bebê para fora. O processo é dividido em três fases: dilatação, expulsão e dequitação. Na fase de dilatação, o colo do útero se abre para permitir a passagem do bebê. Na fase de expulsão, o bebê é empurrado para fora do útero. Na fase de dequitação, a placenta é expelida.

Quanto tempo leva o parto?

A duração do parto normal pode variar bastante de uma mulher para outra. Em média, o trabalho de parto pode durar entre 12 a 24 horas para mães de primeira viagem. Para aquelas que já tiveram filhos anteriormente, o tempo tende a ser menor, geralmente entre 6 a 8 horas. O tempo total inclui as fases de dilatação, expulsão e dequitação. É importante lembrar que cada parto é único e pode ser influenciado por diversos fatores, como a posição do bebê e a resposta do corpo da mãe ao trabalho de parto.

Como se preparar para o parto normal?

Para se preparar, recomenda-se a participação em cursos de preparação para o parto, onde informações sobre o processo e técnicas de respiração e relaxamento são ensinadas. A prática regular de exercícios físicos, com orientação médica, pode ajudar a fortalecer a musculatura e melhorar a resistência. A alimentação equilibrada e a hidratação adequada são essenciais para a saúde da gestante e do bebê. É importante também discutir com o obstetra sobre o plano de parto e esclarecer todas as dúvidas, além de preparar uma mala com os itens necessários para o hospital.

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Perguntas frequentes

  • Quais são os benefícios do parto normal?

    O parto normal oferece diversos benefícios tanto para a mãe quanto para o bebê. Para a mãe, a recuperação tende a ser mais rápida, com menor risco de infecções e complicações cirúrgicas. Além disso, o processo natural de parto pode fortalecer o vínculo entre mãe e filho. Para o bebê, o parto normal facilita a adaptação respiratória e imunológica, já que o contato com a flora vaginal da mãe contribui para o desenvolvimento do sistema imunológico. A amamentação também pode ser iniciada mais rapidamente, promovendo um início saudável para o recém-nascido.

  • Os riscos associados incluem lacerações perineais, que podem variar de leves a graves, e hemorragias pós-parto. Em alguns casos, pode ocorrer sofrimento fetal, necessitando de intervenções médicas imediatas. Também existe a possibilidade de infecção tanto para a mãe quanto para o bebê. No entanto, é importante destacar que, com o acompanhamento adequado de profissionais de saúde qualificados, muitos desses riscos podem ser minimizados, proporcionando uma experiência segura para mãe e filho.

  • A maioria das mulheres grávidas pode optar pelo parto normal, desde que não haja contraindicações médicas. É recomendado para gestantes que tiveram uma gravidez saudável e sem complicações, com o bebê em posição cefálica (cabeça para baixo) e sem problemas de saúde que possam interferir no processo. A decisão deve ser tomada em conjunto com o obstetra, que avaliará a saúde da mãe e do bebê, além de considerar o histórico médico e as preferências pessoais da gestante.

  • As fases são divididas em três principais etapas: a fase de dilatação, a fase de expulsão e a fase de dequitação. Na fase de dilatação, o colo do útero se abre gradualmente até atingir cerca de 10 centímetros. A fase de expulsão começa quando a dilatação está completa e termina com o nascimento do bebê. A fase de dequitação ocorre após o nascimento, quando a placenta é expelida do útero. Cada fase pode variar em duração e intensidade, dependendo de fatores individuais e das condições específicas de cada parto.

  • O processo de recuperação geralmente é mais rápido e menos complicado do que após uma cesariana. A maioria das mulheres pode levantar-se e caminhar poucas horas depois do parto. É comum sentir algum desconforto ou dor na região perineal, que pode ser aliviada com analgésicos prescritos pelo médico. O sangramento vaginal, chamado lóquios, pode durar de duas a seis semanas. Recomenda-se evitar atividades físicas intensas e relações sexuais até a liberação médica. A amamentação pode ajudar na recuperação, pois estimula a contração do útero.

  • As contraindicações incluem algumas condições médicas específicas que podem colocar a mãe ou o bebê em risco. Entre elas estão a placenta prévia, descolamento prematuro da placenta, apresentação fetal anômala (como o bebê estar sentado ou transversal), desproporção cefalopélvica (quando a cabeça do bebê é maior que a abertura pélvica da mãe), infecções ativas como herpes genital, e algumas condições maternas graves como hipertensão não controlada ou doenças cardíacas. Em tais casos, a cesariana pode ser recomendada para garantir a segurança de ambos.

  • No parto normal, diversos profissionais de saúde estão envolvidos para garantir a segurança e o bem-estar da mãe e do bebê. O obstetra é o médico responsável por acompanhar todo o processo. A enfermeira obstétrica ou obstetriz também desempenha um papel crucial, oferecendo suporte contínuo durante o trabalho de parto e o nascimento. Além disso, anestesistas podem ser chamados, caso seja necessário algum tipo de anestesia. Outros profissionais, como pediatras e neonatologistas, podem estar presentes para cuidar do recém-nascido imediatamente após o parto.

  • Existem várias técnicas de alívio da dor que podem ser utilizadas durante o parto. Entre as opções, destacam-se a analgesia peridural, que envolve a administração de anestésico na região lombar, e a analgesia combinada, que combina anestesia peridural e raquidiana. Métodos não farmacológicos também são eficazes, como a utilização de bola de pilates, massagens, banhos mornos e técnicas de respiração e relaxamento. O acompanhamento de uma doula ou fisioterapeuta especializado pode proporcionar suporte adicional e ajudar na escolha da técnica mais adequada para cada caso.

Perguntas sobre Parto normal

Dra. Caroline Rigolon
Ginecologista, Mastologista
Rio de Janeiro
sim. mas provavelmente vão indicar novamente uma cesariana (intervalo muito curto entre os partos e corte vertical). Inicie o pré natal para acompanhamento adequado

Dr. Noel Aquino Marques
Ginecologista
São Paulo
As gestantes que tiveram duas cesáreas anteriores devem realizar cesariana eletiva pois o trabalho de parto pode causar uma rotura uterina ! Não vale a pena correr esse risco

Especialistas falam sobre Parto normal

Roberto Buenfil De Faria

Ginecologista

São Paulo

Principalmente se você deseja ter um parto normal 2 coisas são muito importantes: procure sempre um médico especialista obstetra e faça uma preparação adequada do ponto de vista físico e psicológico durante a sua gravidez e pré-natal. O sucesso na tentativa de parto normal dependerá muito de um eficiente trabalho em equipe multiprofissional que pode envolver o médico, gestante, fisioterapeuta, anestesista, enfermeira ou doula, hospital... Não tenha medo de tentar o parto normal principalmente se for esta a sua primeira gravidez. Os benefícios e menores riscos associados compensam. Técnicas novas como preparo perineal e uso do aparelho EpiNo tem aumentado muito o sucesso e satisfação.

É fundamental que a gestante seja bem informada quanto às diferenças entre os tipos de parto e os riscos envolvidos em cada um, para que a paciente possa decidir em conjunto com o médico o que é melhor no seu caso. É importante não realizar procedimentos desnecessários e dar à grávida a liberdade de ser protagonista em seu próprio parto. E também é importante não deixar de realizar os procedimentos que forem necessários em casos de risco. Respeitados estes limites é possível o parto normal, natural, saudável, humanizado e principalmente seguro.

Parto humanizado é aquele em que as decisões da mulher são levadas muito mais em conta do que em um parto convencional. Isso significa deixar a natureza fazer o seu trabalho, realizar um mínimo de intervenções médicas e apenas as autorizadas pela gestante – sempre levando em consideração a segurança e saúde dela e do bebê. Geralmente a gestante que escolhe onde quer ganhar, na água, na maternidade ou no centro cirúrgico (e sua saúde permite). Ter sempre um acompanhante ao lado, preferência o marido, e podendo optar por uma doula ou enfermeira obstetra também.

Leonardo Valladão

Ginecologista

São Paulo

Acompanho o trabalho de parto baseado na fisiologia da mulher, sem intervenções desnecessárias, de forma humanizada e principalmente respeitando o momento especial do casal.

Marcela Dos Santos Queiroz David

Ginecologista

Rio de Janeiro

Realizo parto normal composta de equipe multiprofissional composta de 2 obstetras, anestesista, pediatra para sala de parto e visita médica e instrumentador. Disponibilidade médica nos seguintes Hospitais: Perinatal Laranjeiras e Pasteur Méier Apenas Particular. Marque uma consulta para maiores informações. Valores do parto dos honorários médicos não são passadas por telefone.

Marina Peres

Ginecologista

Brasília

O parto vaginal ou natural é uma experiência única e inesquecível. O trabalho de parto de início espontâneo que culmina num parto normal é a forma mais segura de nascimento. Diferente da cesárea, o parto normal tem rápida recuperação, menor risco de complicações e estimula a lactação. O próprio nome já diz muito sobre o tema abordado.

Denise De Moraes Theodosio

Ginecologista

São Paulo

O parto é um momento único. Deve ser tratado com respeito e muito amor. Acompanho trabalho de parto de forma individualizada de acordo com o desejo de cada mulher. Respeito o protagonismo da mulher e procuro fazer apenas intervenções se necessário. Realizo partos nas principais maternidades de São Paulo.

Eduardo Gerde

Ginecologista

Rio de Janeiro

O parto normal traz inúmeras vantagens. Melhor recuperação, com menos risco de complicações, respeito a fisiologia, favorece a vinculação da mãe e bebê e maior sucesso no aleitamento. A assistência humanizada ao parto e nascimento respeita o protagonismo da mulher e foca na transdisciplinaridade, trazendo uma experiência única.

Andrea Novaes

Ginecologista

São Paulo

Há uma confusão de ideias sobre esse novo conceito. Uma importante questão a ser esclarecida é que o termo “Parto Humanizado” não pode ser entendido como um “tipo de parto”. Comumente os partos são encarados como procedimentos mecânicos ao invés de existir um respeito à individualidade da gestante. Pessoas e até médicos podem confundir erroneamente o termo parto humanizado como sinônimo de parto sem anestesia, parto na banheira, parto em domicílio etc. O parto humanizado não se limita apenas ao momento do nascimento do bebê mas sim à todo processo da gestação, do nascimento e do pós-parto.

Apesar do parto ser um evento único e imprevisível, é importante que a gestante faça um planejamento de como deseja ser assistida neste momento, através do plano de parto. Neste documento, que é repassado com o obstetra no final da gestação, os principais pontos da assistência são definidos e a mulher decide se deseja/aceita intervenções, quais intervenções e em quais situações. O trabalho de parto é acompanhado por equipe multidisciplinar, focando não somente nos aspectos mecânicos do parto, mas também emocionais. Há livre acesso a todos os métodos de alívio de dor e a mulher pode optar em qual posição deseja ter seu bebê, que fica o tempo todo junto da mãe, em contato pele a pele.

Alessandra Alves Machado

Ginecologista

Brasília

A assistência ao parto normal é realizada respeitando o tempo da mulher e do bebe, explicando todos os procedimentos anteriormente. Oriento o parto ativo, posição verticalizada ou a que preferir, evito a realização de episiotomia de rotina. Monitoração do bem estar fetal e materno. Realizado no ambiente hospitalar, podendo ter enfermeira obstetra no pre hospitalar e presença de doula

Fernanda Gabriela Mendes

Ginecologista

Curitiba

O parto normal é um momento único na vida de uma mulher, e deve ser acompanhado de perto por um equipe multidisciplinar qualificada. A saúde e segurança tanto da mamãe como do bebê são prioridades nesse momento, e por isso a assistência deve ser de perto. É importante ter um equipe conhecida e de confiança, pois isso gera mais segurança e conforto para a paciente.

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