Ana Luíza de Ávila Ribeiro Simões

Psicóloga · Mais sobre as especializações

Número de registro: CRP 08/39608

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Experiência

Sou formada em Psicologia (UEM), atuo na clínica com psicoterapia individual desde 2023, especializada em Urgência e Emergência pela Residência Multiprofissional da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Possuo experiência no atendimento de adultos e idosos em situações de crise e sofrimento. A psicanálise é a lente teórico-metodológico que me acompanha desde o início, e sigo nesse percurso para aprofundamento. 

Minha formação no contexto da urgência me permite uma escuta clínica qualificada para momentos críticos, nos quais o sofrimento se manifesta de forma abrupta, corporal e, muitas vezes, sem possibilidade imediata de simbolização.

Durante 2 anos no período da especialização, estive imersa em ambientes de cuidado. Possuo ampla experiência com sofrimentos relacionados ao luto, luto perinatal, processos de adoecimento e perdas.

Também atuei no cuidado após situações extremas, como tentativas de suicídio, vivência de violências, abusos sexuais, crises psicóticas, entre outros casos.

Realizo uma atuação ética, individualizada e comprometida com a singularidade de cada sujeito, respeitando o tempo, os limites e a história de quem busca atendimento.

mais Sobre mim

Abordagem terapêutica

Terapia do trauma

Experiência em:

  • Psicologia clínica
  • Saúde mental
  • Orientação psicanalítica

Pacientes que trato

Adultos
Crianças

Formatos de consulta

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Ana Luíza de Ávila Ribeiro Simões

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  • R

    Ramon

    Excelente profissional, muito atenciosa e acolhedora. Recomendo fortemente!

     • Ana Luiza de Ávila Ribeiro Simões Primeira consulta psicologia  • 

  • C

    C.B.

    Maravilhosa!! Super preparada e me ajudou num momento de crise.

     • outro lugar Outro  • 

  • M

    Maria Luíza

    Profissional passou segurança e muita confiança durante o atendimento, me senti ouvida e acolhida!

     • outro lugar Outro  • 

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Dúvidas respondidas

3 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam

Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.

Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Ana Luíza de Ávila Ribeiro Simões

Não existe uma resposta certa ou imediata para saber se você ainda ama alguém. Mas a própria dúvida merece ser escutada, em vez de ser rapidamente resolvida.

Depois de quase três anos, é natural que a relação não tenha a mesma intensidade do início. O amor também pode mudar de forma quando a novidade, a idealização e a euforia dão lugar à intimidade e à vida cotidiana. Isso não significa necessariamente que o sentimento acabou.

O que talvez seja importante observar é o que mudou em você e na relação e, principalmente, o que essa diminuição da intensidade passou a significar. Você mesma relata que gosta de estar com ele, consegue conversar por horas, não se sente presa e reconhece o cuidado e o afeto que existe entre vocês. São elementos que também fazem parte de uma relação amorosa, mesmo que não sejam acompanhados constantemente daquela “sensação gostosa” do começo.

Pela psicanálise, talvez seja interessante não transformar cada sentimento em uma prova para descobrir se você ama ou não. Quanto mais tentamos verificar o que estamos sentindo, mais difícil pode ficar simplesmente viver a relação.

Em vez de perguntar apenas “como faço para voltar a sentir o que sentia?”, talvez valha investigar: “o que estou sentindo hoje, quando não estou tentando descobrir se isso é amor?”

É nesse espaço de questionamento, sem uma resposta pronta, que talvez seja possível compreender melhor o que está acontecendo com você e com essa relação.


Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm

Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Ana Luíza de Ávila Ribeiro Simões

Olá! O que você descreve me parece importante justamente porque mostra uma diferença entre estar mais à vontade nas relações e deixar de ser uma pessoa tímida ou mais reservada.

Você conta que, há seis meses, começou um trabalho que inicialmente despertava muita ansiedade, sentia-se travada e tinha dificuldade nas interações. Hoje consegue perceber que está melhor, que a ansiedade diminuiu e que consegue falar o que deseja. Isso, por si só, já diz bastante sobre um processo de mudança.

Talvez seja importante não colocar a sua evolução como uma espécie de “cura” que precisa resultar em uma nova versão sua: alguém extrovertida, falante e que nunca mais se sente desconfortável diante dos outros. Ser quieta, séria ou falar menos não é, por si só, um sintoma. A questão é o quanto isso limita a sua possibilidade de estar com o outro e de sustentar aquilo que você deseja dizer.

Inclusive, existe algo interessante no que você relata: você diz “eu acredito que tenho falado o que quero falar”, mas, quando alguém comenta que você é séria, quieta ou que não fala, você começa a duvidar da própria percepção. Talvez seja justamente aí que valha a pena olhar com mais cuidado.

Na psicanálise, podemos pensar que o olhar e a fala do outro têm um peso importante na constituição de como nos percebemos. Depois de uma história marcada por timidez e bullying, talvez determinados comentários atuais encontrem algo de uma experiência anterior: a sensação de que existe uma maneira “correta” de ser para conseguir pertencer, ser aceita ou não ser alvo do outro.

Então talvez a questão não seja simplesmente “como faço para parar de ser quieta?”, mas também: por que ser percebida como quieta passa a significar, para mim, que há algo errado comigo?

Você não precisa necessariamente deixar de ouvir esses comentários. Provavelmente eles continuarão existindo — afinal, as pessoas fazem leituras umas das outras o tempo todo. O trabalho pode estar menos em impedir que o outro diga e mais em construir condições para que a fala do outro não determine imediatamente o modo como você se enxerga.

E isso também pode ajudar a pensar o sentimento de não pertencimento. Pertencer não significa necessariamente conseguir se adaptar perfeitamente ao modo de funcionamento de um grupo. Às vezes, existe uma expectativa de que precisamos nos modificar para caber: falar mais, ser mais espontânea, sorrir mais, participar mais. Mas talvez exista também a possibilidade de pertencer sem precisar abandonar a própria forma de estar no mundo.

Na perspectiva psicanalítica, eu teria bastante cuidado, portanto, com a ideia de “cura” entendida como eliminação completa da ansiedade ou da timidez. O trabalho analítico não necessariamente transforma alguém em outra pessoa. Ele pode possibilitar que aquilo que antes produzia sofrimento e paralisação possa ser vivido de outra maneira, com mais liberdade.

Você mesma já aponta uma diferença importante: antes, você se sentia travada e a interação era muito difícil; hoje, a ansiedade diminuiu e você consegue falar o que quer falar. Talvez essa mudança seja mais significativa do que o fato de alguém ainda dizer que você é quieta.

Talvez se “curar” tenha menos a ver com nunca mais sentir ansiedade ou nunca mais se sentir deslocada e mais com não precisar se violentar para deixar de sentir essas coisas. Poder escolher quando falar, quando permanecer em silêncio, aproximar-se, afastar-se, participar ou não participar, sem que cada escolha seja imediatamente vivida como prova de que há algo errado com você.

E talvez seja justamente aí que a sua pergunta sobre pertencimento possa ser explorada com mais profundidade em um processo terapêutico: o que significa, para você, pertencer? E de quem você aprendeu que precisava ser de determinada maneira para poder pertencer?


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Perguntas frequentes