O amor pela psiquiatria veio depois de experiências que tive com dois pacientes quando estava passando no ambulatório de Saúde da Família, já no internato, no fim do quinto ano de medicina. Na ocasião, tive que assumir dois casos clínicos que despertaram em mim a vontade de entender mais a fundo como a nossa mente humana funciona e o tão quanto eu consigo estabelecer uma boa contratransferência com estes pacientes através da empatia e da minha espontânea disponibilidade de escuta-los, algo que sempre esteve presente em mim, porém nunca havia enxergado por este ângulo, e não tinha a dimensão de que desta forma posso fazer um diferencial enorme na vida das pessoas.
Minha realização acontece diariamente quando consigo fazer com que o paciente se sinta acolhido e, então, com o tratamento, se sinta o mais confortável possível para poder compartilhar tudo que está sentindo, sem medo de julgamentos ou acreditar que seria irrelevante algo que teria para dizer, descontruindo paradigmas. É importante ressaltar que as dificuldades, podem acontecer na vida de qualquer um de nós, não importa sua cor, religião, gênero ou classe social.
Hoje, com muita propriedade, a empatia tornou-se a chave mestra do meu trabalho. Através de práticas sofisticadas com base científica, eu escuto atentamente a história de cada paciente a fim de respeitar as suas necessidades e peculiaridades, porque cada paciente é único. A transparência no diálogo, o comprometimento do paciente e um bom entendimento, compõe um cenário bastante propício para sua evolução de forma muito positiva e próspera.
Sobre minha formação acadêmica, interessante, que antes de começar a faculdade de medicina, fiz dois anos do curso de farmácia em Belo Horizonte, desde então comecei a me interessar mais pelas matérias relacionadas ao corpo humano e à área da saúde de modo geral. A partir daí, decidi mudar de curso e passei novamente no vestibular para Graduação em Medicina no Espírito Santo, este foi um grande desafio na minha vida profissional. Ao fim do curso de medicina, já tinha certeza que queria ser psiquiatra, e me dediquei ao máximo para passar direto no programa de residência médica em psiquiatria aqui em São Paulo, o que me deixou novamente extremamente feliz.
A busca por novas pesquisas e atualizações é fundamental para que minhas intervenções sejam cada vez mais resolutivas. O tratamento é uma caminhada que o médico e o paciente combinam seguir juntos. Se você está pensando em dar seu primeiro passo, então seja muito bem-vindo!