Perciliana Pena

Psicopedagoga · Mais sobre as especializações

Uberlândia 1 endereço

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Experiência

Sou Perciliana Pena, psicopedagoga clínica, mestre em Educação, e construo minha trajetória a partir do encontro entre conhecimento técnico, sensibilidade humana e compromisso com o desenvolvimento integral de cada pessoa. Minha atuação é guiada pela escuta atenta, pelo respeito às singularidades e pela crença de que aprender pode — e deve — ser um processo possível, significativo e acolhedor.

Sou graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e possuo especializações em Psicopedagogia pela UFU, em TEA pela PUC Paraná e em Transtornos do Neurodesenvolvimento pela NeuroWiser. Essa formação foi sendo ampliada ao longo dos anos com estudos e pesquisas nas áreas de neurociência, aprendizagem, funções executivas, competências socioemocionais, Flow, mentalidade lúdica e jogos, sempre com o propósito de aprofundar meu olhar sobre os modos de aprender e se desenvolver.

Minha trajetória profissional inclui experiência docente na Educação Infantil, nos anos iniciais do Ensino Fundamental e também no ensino superior, em cursos de graduação e pós-graduação lato sensu. Atuei ainda em coordenação pedagógica geral, no curso de Pedagogia e no curso de especialização em Psicopedagogia na Fundação Dracenense de Educação e Cultura, além de participar de projetos institucionais de formação de professores e gestores em instituições privadas e públicas de ensino superior. Também desenvolvi ações de formação continuada de professores em secretarias municipais de Educação e projetos socioassistenciais e educativos para secretarias municipais de Desenvolvimento Social, com atuação em CRAS, nos serviços SCFV e PAIF.

Entre 2014 e 2016, fui formadora regional do PNAIC, em parceria com o MEC e a UNESP, e também coordenadora setorial do Programa Alfabetização Solidária do governo federal. De 2009 a 2014, realizei cursos e palestras para a população prisional na Regional de Presidente Prudente, em parceria com a Funap/SP, em trabalho voluntário. Desde 2021, integro o Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências, Matemática e Sexualidade (GECIMAS) da UFABC, mantendo meu compromisso com a pesquisa e com a construção contínua de práticas fundamentadas e inovadoras.

Atuo em atendimento psicopedagógico clínico desde 2013, acompanhando crianças, adolescentes e jovens com dificuldades no processo de alfabetização, na matemática, na organização dos estudos, na gestão do tempo e na construção de métodos de aprendizagem mais eficientes. Meu trabalho é atravessado pela metacognição, pela Comunicação Não Violenta, pela valorização das competências socioemocionais e pela compreensão de que cada sujeito aprende de um modo singular. Também desenvolvo cursos de formação para professores, assistentes sociais e profissionais da saúde, especialmente na temática da Primeira Infância.

Tenho uma relação muito especial com os jogos e com a mentalidade lúdica, que considero parte essencial do meu olhar profissional. Acredito que brincar, explorar, experimentar e criar caminhos novos fazem parte de uma aprendizagem viva, respeitosa e transformadora. Por isso, desenvolvo também oficinas de construção e aprendizagem de jogos com tampinhas e adesivos, em propostas inéditas e criativas, alinhadas à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Meu trabalho é resultado de estudo, pesquisa, seriedade, compromisso, afeto e da escolha por materiais adequados e inovadores. Acredito na força de uma atuação que une técnica e humanidade, rigor e sensibilidade, ciência e ludicidade. É assim que busco contribuir com processos de aprendizagem mais potentes, mais respeitosos e mais humanos.

mais Sobre mim

Experiência em:

  • Psicopedagogia clinica
  • Neuropsicopedagogia
  • Alfabetização
  • Neuroaprendizagem

Pacientes que trato

Adultos (Apenas em alguns endereços)
Crianças (Apenas em alguns endereços)

Formatos de consulta

Presencial Ver locais (1)
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Novidades

Perciliana Pena

Rua Rio de Janeiro, 353 - Sala 706, Uberlândia 38400653

Atendimento de Planos de Saúde mediante autorização dos mesmos.

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03/09/2024

Serviços e preços

  • Consulta Psicopedagogia


  • Primeira consulta Psicopedagogia


  • Retorno de consultas Psicopedagogia


  • Teleconsulta

    R$ 180

  • Alfabetização

    A partir de R$ 200

Consultórios (2)

Perciliana Pena

Teleconsulta

Disponibilidade

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  • Cartão de Débito
  • PIX
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Número de telefone

(34) 99290...
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Perciliana Pena
PERCILIANA PENA

Rua Rio de Janeiro, 353 - Sala 706, Brasil, Uberlândia 38400653

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Planos de saúde aceitos

Os planos de saúde são aceitos, mas a cobertura varia de acordo com o local e o serviço. Confirme durante a etapa de agendamento!

115 opiniões

Mais mencionado pelos pacientes

  • Atencioso durante a consulta
  • Explicações detalhadas
  • Ótimo consultório
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  • P

    Paula

    Muito atenciosa, educada, gostei bastante do atendimento

     • PERCILIANA PENA • Primeira consulta Psicopedagogia  • 

    Perciliana Pena

    Paula,
    Fico muito feliz em saber que você se sentiu acolhida durante o atendimento do Miguel. Agradeço pelas palavras tão gentis e pela confiança no meu trabalho. Cuidar do bem-estar das crianças e oferecer um atendimento atencioso e respeitoso às famílias é sempre a minha prioridade. Estou à disposição sempre que precisarem!
    Forte abraço.
    Perciliana Pena


  • V

    Vancarla Canário

    Excelente profissional e super cuidadosa com as explicações e pontuações.

     • PERCILIANA PENA • Consulta Psicopedagogia  • 

    Perciliana Pena

    Vancarla,
    Agradeço imensamente pelo seu feedback positivo. É gratificante saber que minhas orientações e esclarecimentos foram tão bem recebidos. Meu compromisso é oferecer um atendimento de excelência, com atenção individualizada e rigor técnico, para apoiar mães no desenvolvimento e nas necessidades de suas crianças. Conte sempre comigo para continuarmos essa parceria.


  • T

    Thaysa Vieira

    Fantástica. Atenciosa. Profissional muito preparada.

     • PERCILIANA PENA • Retorno de consultas Psicopedagogia  • 

    Perciliana Pena

    Querida Thaysa,
    Seu carinho ao deixar essa avaliação me tocou profundamente. Muito obrigada por confiar no meu trabalho e por abrir as portas da sua família para que eu pudesse acompanhar a S. S. de perto.
    É uma alegria imensa testemunhar o brilho dessa menina — sua curiosidade infinita, sua personalidade marcante, o vocabulário riquíssimo que revela uma mente ávida por aprender e o talento para o desenho, que já encanta todos ao redor. A Sofia tem um potencial enorme, e tenho certeza de que seguirá voando alto.
    Agradeço também pelo acolhimento, pela gentileza e pela generosidade de sempre. Ter a parceria da família é o que torna cada passo desse processo tão especial e significativo.
    Conte comigo sempre!
    Com carinho, Perciliana Pena Psicopedagogia Clínica


  • R

    RS

    Excelente profissional, atenciosa e muito caprichosa em todos os atendimentos e com bastante técnica em todas as abordagens psicopedagógico resultando num trabalho ímpar!

     • PERCILIANA PENA • Apoio Psicopedagógico  • 

    Perciliana Pena

    Agradeço à Roberta pela confiança em meu trabalho e pelas palavras tão generosas.
    O Henrique passou por aqui de forma breve, mas certamente deixou uma marca especial. Nosso processo foi construído com muito engajamento e parceria, o que fez toda a diferença no desenvolvimento do trabalho.
    Fico feliz em saber que o cuidado, a atenção e o rigor técnico foram percebidos ao longo dos atendimentos — esse é sempre o meu compromisso.
    Desejo ao Henrique um caminho repleto de conquistas e aprendizados, e deixo meu carinho e gratidão à família.
    Perciliana Pena - Psicopedagogia Clínica


  • L

    LSPSA

    Iniciando o tratamento ainda mas ja na primeira sessão conseguiu uma conexao com meu filho e ele saiu dizendo que gostou muito. O coração da mãe fica até mais calmo

     • PERCILIANA PENA • Primeira consulta Psicopedagogia  • 

    Perciliana Pena

    Letícia e Danilo, agradeço de coração pela confiança e pelo carinho em compartilhar essa experiência.
    Fico muito feliz em saber que, já na primeira sessão, conseguimos estabelecer uma conexão com o T.A. — isso é muito importante para o andamento do trabalho e também para trazer mais tranquilidade ao coração de vocês.
    Ele é realmente um menino único, curioso e com um repertório muito interessante, especialmente com motores e carros, o que enriquece bastante os nossos encontros.
    Seguimos juntos nesse processo, com dedicação, respeito e parceria. Muito obrigada pela confiança!


  • D

    DAYANE ROCHA

    Meu primeiro contato com uma profissional psicopedagoga, para avaliação da minha filha. Fomos Super bem atendidas, ambiente acolhedor, preparado para atender crianças em geral. Profissional consegue transparecer experiencia na área, demonstra segurança e transmite confiança.

     • PERCILIANA PENA • Primeira consulta Psicopedagogia  • 

    Perciliana Pena

    Dayane,
    Agradeço imensamente o carinho e a confiança em compartilhar esse primeiro momento conosco. Foi um prazer conhecer a M. C., uma garota curiosa e cheia de possibilidades na intervenção psicopedagógica. Fico muito feliz em saber que vocês se sentiram acolhidas e seguras, pois esse cuidado com o ambiente e com o vínculo é algo que considero essencial no trabalho com crianças e famílias. Estou à disposição para seguirmos juntas nesse caminho, sempre com atenção, respeito e afeto.
    Perciliana Pena


  • A

    Alzira Ribeiro

    O carisma, o tratamento respeitoso e igualitário, a clareza nas informações e principalmente, a explicação teórica em meio a cada prática, foram extremamente importantes para minha compreensão e por isso gostei tanto. Fazer e compreender meus estudos teóricos, por meio deste fazer, é o que busco e preciso neste momento.

     • PERCILIANA PENA • Supervisão psicopedagógica  • 

    Perciliana Pena

    Recebo suas palavras com muita alegria e gratidão. Sua curiosidade, entusiasmo e dedicação tornam os encontros de supervisão muito potentes. É muito bonito ver o quanto você se envolve, aproveita cada orientação e busca articular a prática com a teoria de forma consciente e consistente. Fico especialmente feliz em saber que a clareza das explicações e o cuidado em fundamentar teoricamente cada prática têm contribuído para sua compreensão neste momento tão importante da sua formação. Seguimos juntas nesse caminho de construção, reflexão e amadurecimento, respeitando seu ritmo e fortalecendo seu fazer profissional.


  • R

    Renata Camargos Lemes

    Ótima profissional, muito carinhosa e amorosa com os pacientes , deixando o momento da consulta leve e divertido. A forma lúdica de ensinar cativa o interesse das crianças , despertando a vontade de aprender e desbloqueando as dificuldades. Super recomendo ! Maria Vitória ama seus momentos com a Perci .

     • PERCILIANA PENA • Consulta Psicopedagogia  • 

    Perciliana Pena




    Renata, muito obrigada pelas palavras tão especiais!
    É uma alegria enorme acompanhar a Maria Vitória e ver o quanto ela se envolve e se diverte nos nossos encontros.
    Cada conquista dela me inspira a continuar buscando formas lúdicas e carinhosas de ensinar, sempre com o objetivo de despertar o interesse e facilitar o aprendizado.
    Fico muito feliz em saber que ela ama nossos momentos juntas — isso é o maior reconhecimento que eu poderia receber!
    Fica a minha gratidão pela oportunidade de trabalho.
    Agradeço a confiança e parceria no trabalho.
    Forte abraço,
    Perciliana Pena


  • A

    Alessandra Fernandes Nascimento Pereira

    O trabalho realizado fortalece a saúde e bem-estar. O autoconhecimento, autocuidado, mentalidade de crescimento, intervenção com acolhimento.

     • PERCILIANA PENA • Consulta Psicopedagogia  • 

    Perciliana Pena

    Olá, Alessandra!

    Promover o conhecimento e o desenvolvimento das chaves para o bem-estar e a saúde mental é essencial. Dessa forma, favorecemos a aprendizagem de competências cognitivas e socioemocionais que fortalecem a autonomia, a resiliência e a qualidade de vida.
    E é nesse propósito que será estruturado o plano de intervenção psicopedagógica de M.
    Agradeço a avaliação e confiança.
    Obrigada.
    Perciliana




  • R

    Ronilda Gonçalves Rômulo Davi

    Excelente profissional, competente, didática, atenciosa. Suas aulas estão sendo muito proveitosas para o desenvolvimento intelectual e motivação dos meus filhos . Eles estão tomando gosto pelos estudos. Super recomendo!

     • PERCILIANA PENA • Apoio Psicopedagógico  • 

    Perciliana Pena

    Ronilda,

    Os desafios com a educação escolar são muitos na adolescência. Ao longo deste semestre, juntos, Família-Escola-Psicopedagoga- e L.R. D.- conseguimos. O resultado nas notas é surpreendente, mas o que mais me encanta é engajamento e propósito nos estudos. Disciplina, leitura, organização, esforço fazem toda a diferença.
    Agradeço a avaliação e confiança.
    Obrigada.


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Dúvidas respondidas

35 dúvidas de pacientes respondidas na Doctoralia

Meu filho autista vem regredindo na escola, a escola diz que ele está agressivo. Em casa ele está no

Meu filho autista vem regredindo na escola, a escola diz que ele está agressivo. Em casa ele está normal. A escola se recusa a apresentar as cameras que ele esteja agressivo, inclusive ele voltou machucado e eles alegam que foi ele em crise. Estão exigindo que eu contrate um profissional para acompanha-lo em sala de aula. Não tenho condições devido o custo que já tenho na escola, porém qual melhor profissional nesse caso?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Perciliana Pena

Prezada mãe, acolho com respeito e cuidado tudo o que você compartilhou. É compreensível que esteja preocupada e angustiada diante dessa situação. Ver seu filho voltar machucado, receber informações divergentes entre a escola e o que você observa em casa, e ainda se deparar com uma exigência financeira que não pode arcar — tudo isso gera uma sobrecarga emocional muito grande. Você tem o direito de ser ouvida e de buscar caminhos que protejam seu filho.
Quando uma criança autista apresenta comportamentos diferentes entre casa e escola, isso geralmente indica que os ambientes oferecem demandas e estímulos distintos. A escola envolve ruído, interações sociais intensas, transições e expectativas que podem sobrecarregar a criança e gerar respostas que em casa não aparecem. Isso não significa que algo está "errado" em nenhum dos dois contextos — significa que é preciso compreender o que está acontecendo com calma e em parceria.
Sugiro que você solicite uma reunião formal com a escola, preferencialmente por escrito. Nesse encontro, busque alinhar três pontos: entender quais situações desencadeiam os momentos de crise, combinar estratégias de acolhimento que respeitem o perfil do seu filho, e estabelecer um canal de comunicação regular. É legítimo pedir registros por escrito sobre os episódios relatados. Quanto às câmeras, esse é um tema delicado — caso a escola não permita o acesso, você pode solicitar que a própria equipe descreva detalhadamente os episódios e registre por escrito o que observou.
Sobre o profissional mais adequado, a indicação depende da avaliação individual do caso. O psicólogo infantil pode investigar aspectos emocionais e comportamentais; o terapeuta ocupacional atua na regulação sensorial e na adaptação às rotinas; o psicopedagogo apoia questões de aprendizagem e organização das demandas escolares; e o acompanhante terapêutico pode ser indicado quando a criança precisa de apoio individualizado em ambiente escolar. Nem sempre é necessário contratar tudo isso por conta própria — em muitos casos, a escola pode articular apoio com a rede pública ou adaptar sua prática com orientação profissional.
É importante saber que, se houver dificuldade de acesso à informação ou suspeita de violação de direitos, a família pode buscar orientação junto à Defensoria Pública, ao Conselho Tutelar ou a um advogado especializado em direitos da pessoa com deficiência. Esses canais existem para mediar conflitos e garantir que a criança seja acolhida com dignidade — não necessariamente como um passo de confronto, mas como um recurso de proteção e diálogo.
Por fim, quero dizer algo que talvez você precise ouvir: você não está sozinha nessa. O fato de você buscar orientação, questionar e proteger seu filho já demonstra o cuidado profundo que você tem com ele. Esse caminho pode ser difícil, mas com diálogo, registros claros e apoio dos profissionais certos, é possível construir uma solução em que seu filho seja acolhido como ele é — com suas necessidades, seus tempos e seu modo de estar no mundo. Cuide de você também, porque uma mãe que se sente apoiada tem mais recursos para cuidar do seu filho.
Perciliana Pena
Psicopedagoga


Olá, boa noite. Meu filho de 6 anos, vem apresentando um comportamento muito ruim. Ele não aceita se

Olá, boa noite. Meu filho de 6 anos, vem apresentando um comportamento muito ruim. Ele não aceita ser contrariado pelas coisas que ele gosta, fica irritado, chora grita, joga as coisas no chão, me agrade, morde e faz muito escândalo. Ele é uma criança muito intensa, faz amizade com facilidade, alegre demais, super inteligente e tira boas notas na escola. Única coida que me deixa irritada é o comportamento dele de impulsividade. Ele se entrega nas brincadeiras e acaba passando alguns limites, as vezes esbara e bate sem querer. Depois de nervosismo, pede colo e pede desculpa e fala que foi sem querer. O que devo fazer?

RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

 Perciliana Pena

Prezada mãe,
Antes de tudo, quero acolher o cansaço e a preocupação que transparecem na sua fala. Cuidar de uma criança que apresenta momentos de intensidade emocional exige muita energia e presença. O fato de você buscar compreender o que está acontecendo com seu filho já demonstra o quanto você se importa. É comum que mães e pais nessa situação se sintam sozinhos ou culpados — você não está sozinha nessa jornada.
Os comportamentos que você descreve — impulsividade, irritabilidade, choro, gritos, agressividade ocasional e dificuldade em aceitar frustrações — são sinais de que seu filho está enfrentando desafios na autorregulação emocional, ou seja, na capacidade de gerenciar as próprias emoções. Segundo o Centro de Desenvolvimento Infantil de Harvard, essa habilidade se constrói gradualmente ao longo da infância e depende tanto da maturação do sistema nervoso quanto das experiências e do ambiente relacional que a criança vivencia. Aos 6 anos, muitas crianças ainda estão em pleno processo de aquisição dessas competências.
O fato de seu filho apresentar também inteligência, alegria, facilidade de socialização e arrependimento após os episódios indica que ele possui recursos internos importantes e uma conexão afetiva saudável com você. O arrependimento mostra que ele tem consciência de que aquele comportamento não é como gostaria de agir — um sinal muito positivo e um ponto de partida valioso para o trabalho de desenvolvimento emocional. Ele não age assim por malícia, mas porque, naquele momento, ainda não desenvolveu recursos internos suficientes para lidar com o que sente.
No dia a dia, algumas estratégias podem ajudar muito:
Manter limites claros e consistentes — a criança precisa saber que, independentemente do que sente, existem regras que protegem a ela e aos outros. A consistência oferece segurança e previsibilidade.
Antecipar situações que costumam gerar conflito — se determinadas transições (sair do parque, ir para a escola) costumam detonar episódios, conversar antes sobre o que vai acontecer e combinar combinados pode diminuir a intensidade da reação.
Nomear as emoções — quando você diz, com calma, "Eu vejo que você está muito frustrado porque não deu tempo de terminar o brinquedo", ajuda seu filho a construir um vocabulário emocional. Com o tempo, ele começará a usar essas palavras em vez de gritar.
Oferecer alternativas de comportamento — em vez de apenas dizer "não bata", oriente: "Quando você sentir essa raiva crescendo, pode apertar o travesseiro, respirar fundo comigo ou me pedir um abraço." A criança precisa aprender não apenas o que não fazer, mas também o que pode fazer com aquela energia intensa.
Reforçar comportamentos adequados — elogiar e valorizar os momentos em que a criança consegue se controlar, resolver um conflito verbalmente ou aceitar um "não" fortalece essas habilidades. O cérebro infantil aprende muito mais pela repetição de experiências positivas do que pela punição.
Reduzir respostas reativas durante a crise — se a criança grita e o adulto grita de volta, a situação se intensifica. Se o adulto consegue manter a calma, abaixar-se na altura da criança e falar com voz suave, isso atua como um modelo vivo de autorregulação. O Centro de Desenvolvimento Infantil de Harvard chama essa dinâmica de "serve and return" — a criança lança um sinal emocional e o adulto responde de forma acolhedora, ajudando a modular a resposta.
É importante mencionar que, quando esses episódios são frequentes, muito intensos, prejudicam a convivência familiar ou escolar, ou colocam a criança ou outras pessoas em risco, pode ser o momento de procurar uma avaliação profissional. Isso não significa que algo está "errado" com seu filho, mas sim que ele pode precisar de apoio mais especializado. Um psicólogo infantil, neuropediatra ou psiquiatra da infância poderá fazer uma avaliação cuidadosa e orientar a família quanto a intervenções que facilitem o desenvolvimento emocional. Quanto mais cedo o apoio é buscado, melhores tendem a ser os resultados.
Para encerrar, algo que talvez você precise ouvir: você está fazendo o seu melhor, e o fato de seu filho demonstrar alegria, sociabilidade e arrependimento é reflexo do ambiente amoroso que você oferece. Crianças que se sentem seguras e amadas é que conseguem se arrepender, porque sabem que o vínculo não foi rompido. O caminho do desenvolvimento emocional não é linear, mas com paciência, consistência e, quando necessário, apoio profissional, seu filho tem tudo para aprender a navegar pelas próprias emoções com mais equilíbrio. Cuide de você também nesse processo — uma mãe que se cuida tem mais recursos para cuidar do seu filho.
Perciliana Pena
Psicopedagoga


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